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Santástico


Depois de alguns probleminhas no fim de julho, começo o mês de agosto falando de futebol, hoje Copa do Brasil, amanhã Libertadores, depois vou dar uma mudada no assunto…

Chegou ao fim ontem a 22ª edição da Copa do Brasil, competição que todo ano reúne times de todos os estados do Brasil, jogada em um sistema de eliminatórias desde a primeira fase, a competição além de ser a segunda competição nacional de maior importância (só perde, é claro, para o Campeonato Brasileiro) dá ao campeão uma vaga na Libertadores do ano seguinte.

E é por isso que o Santos Futebol Clube já é o primeiro representante do Brasil na Libertadores 2011.

Ontem, no Barradão, foi disputado o segundo jogo da final, entre Vitória x Santos.

Depois de uma boa vitória por 2 x 0 na Vila Belmiro, com gols de Neymar e Marquinhos, o Santos chegou a Bahia com grande vantagem, como diz o ditado: com uma mão na taça.

Mas o Vitória, que precisava vencer por 2 x 0 para levar a decisão aos pênaltis e por 3 gols de diferença para ser campeão, começou o jogo pressionando a equipe paulista.

Sem muita objetividade, é bem verdade, mas jogando todas as suas fichas, Ricardo Silva entrou com dois centroavantes (Junior e Schwenk) e dois meias (Ramon e Elkeson), além disso o volante Bida acabou atuando um pouco mais frente, fazendo uma linha de três com os dois meias, além das descidas do lateral-esquerdo Egídio, era um Vitória ofensivo, que buscava a todo custo o gol.

Mas a equipe santista, caracterizada pelo futebol moleque, não foi nem um pouco moleque, Dorival Junior deu ao time uma autonomia defensiva, o que geralmente falta para equipes que jogam muito bonito.

Com Arouca e Wesley a frente da zaga, e com os laterais Pará e Alex Sandro descendo pouco, os ataques rubro-negros eram facilmente contidos, a experiente dupla de zaga com Durval e Edu Dracena (que já tinha sido campeã da Copa do Brasil antes, Edu pelo Cruzeiro em 2003 e Durval pelo Sport em 2008) deu mais segurança ainda.

Até que no fim do primeiro tempo, após bom cruzamento de Neymar (até então sumido do jogo) Edu Dracena subiu e fez de cabeça o primeiro gol do jogo.

Com 1 x 0 no placar o Santos foi para o vestiário com as duas mãos na taça.

Na volta para o segundo tempo o Vitória continuava tentando pressionar o Santos, que até pelas circunstâncias do jogo não foi aquele Santos ofensivo de muitos gols, apenas marcava lá atrás e poucas vezes saia para o ataque.

Então veio o justo empate do Vitória, o capitão Ramon ajeitou de cabeça para o zagueiro Wallace, que chutou pro gol, a bola desviou em Durval e entrou.

Esperança para o Vitória, que ainda precisava de três gols para conseguir o título, e com muita raça e dedicação foi pra cima do Santos de vez.

Mas dessa vez acabou deixando espaços e o Santos começou a criar oportunidades também, Ganso, Robinho, Marquinhos (que havia entrado no lugar de André) todos parados pelo bom goleiro Viáfara.

Num de seus ataques, após belo passe de Neto Coruja, o camisa 9 Junior, com um toque sutil, tirou o goleiro Rafael e virou o jogo para o Vitória, de maneira merecida a equipe baiana venceu o segundo jogo, pois se arriscou mais e criou oportunidades de onde parecia não existir nada para criar, mas já era tarde demais, o 2 x 1 dava o título ao Santos.

Assim como o Vitória mereceu a vitória no segundo jogo, o Santos mereceu o título, pelas estrondosas goleadas nas primeiras fases do torneio, pelas boas vitórias sobre Atlético/MG e Grêmio, dois dos principais candidatos ao título, e pelo bom primeiro jogo na Vila Belmiro, onde mesmo com o pênalti perdido por Neymar e outras inúmeras oportunidades perdidas com bola rolando, a equipe santista conseguiu abrir dois gols de diferença.

Depois de um primeiro semestre quase perfeito, com a conquista do título paulista e outras grandes exibições dentro da própria Copa do Brasil, o Santos começou o período pós-Copa um pouco mal, e criou dúvidas na cabeça da torcida e e todos, mas a confirmação de uma terceira geração vitoriosa de “Meninos da Vila” veio com esse título da Copa do Brasil.

O time agora pode se desfigurar com as saídas de André e Robinho praticamente confirmadas, mas mesmo assim continua sendo uma equipe muito forte, Ganso é um legítimo camisa 10, e a solidez defensiva também é um ponto interessante a ser lembrado.

A alcunha Santástico talvez seja um pouco exagerada, mas no momento vale a pena ser lembrada, o time do Santos se reconstruiu nessa temporada, apostando na prata da casa e no bom técnico Dorival Júnior.

Ao Vitória resta levantar a cabeça e continuar firme no Brasileirão, a equipe baiana não é das melhores, mas contém peças interessantes e não é atoa que chegou a final da Copa do Brasil, o goleiro Viáfara e o meia Elkeson, são pra mim os dois grandes destaques.

Hoje a noite teremos outro grande jogo entre São Paulo x Internacional, pelas semi-finais da Copa Libertadores, jogo extremamente importante e que deverá ficar na memória do futebol brasileiro, o Inter abriu vantagem de 1 x 0 jogando no Beira-Rio, o confronto no Morumbi hoje promete, amanhã comento sobre ele aqui.