Arquivo da categoria: Tim Maia

QuimeraTube #43

O QuimeraTube de hoje é uma homenagem/agradecimento ao Coletivo Sem Paredes e ao DCE da UFJF (Gestão Outras Palavras), pela realização do I Festival de Cultura e Arte e pelo I Festival Sem Paredes. Eventos que agitaram a Universidade Federal de Juiz de Fora de quarta passada até ontem.

Oficinas de rugby, slackline, jornalismo cultural, etc.. E no fim de semana, som, muito som bacana na praça cívica da UFJF.

Um batalhão de bandas independentes, de casa (como Martiataka e Silva Soul) e do Brasil inteiro (como Black Sonora, Aeromoças e Tenistas Russas, Garotas Suecas, Do Amor, entre outras..)

O detalhe é que no caso deste blogueiro que voz fala o fim de semana foi ainda mais recheado culturalmente com o show do Ventania, no Cultural Bar, na quinta-feira. O maluco magrelo de cabelo amarelo botou fogo no Cultural cantando seus grandes sucessos e ainda teve direito a um pouquinho de Raul Seixas no fim…

Enfim, essa efervescência cultural que rolou em JF na última semana é muito positiva, saudável pra corpos e mentes de poetas, cantadores e estudantes. Fica o agradecimento aos organizadores do evento e o vídeo de como foi mais ou menos o fim desse festival, com BNegão e Black Sonora mandando a pesada “Guiné Bissau, Moçambique e Angola” do grande Tim Maia:

Numa relax, numa tranquila, numa boa!

Sebastião Rodrigues Maia, ou simplesmente Tim Maia, foi um cara que marcou história no cenário da música brasileira.
Cheio de suingue, simpatia e alegria, quando vejo imagens ou vídeos de Tim Maia sempre lembro deste último sentimento, embora muitas de suas músicas sejam tristes, “cornas” (ele dizia que era formado em Cornologia), o sorriso do gordinho mais simpático do Brasil era contagiante e além disso seu bom humor também era algo além do normal.
Mas não era só na alegria que Tim extravasava, nas drogas também, inúmeros foram os shows em que Tim não compareceu por pura irresponsabilidade, acumulou também várias brigas com gravadoras e afins, enfim, também teve seu lado polêmico.
E nesse post recordo também uma de suas fases mais importantes, que rendeu discos ímpares: Tim Maia Racional – Volume 1 e Tim Maia Racional – Volume 2.
Os dois discos foram concebidos em um período da vida de Tim bem diferente de todos os outros, parou de beber e de fumar e se dedicou fielmente as ideias dolivro Universo em Desencanto, algo que revolucionou o modo de pensar de Tim durante algum tempo, o interessante é que nesse período foram lançados apenas os dois discos (Tim Maia Racional – Vol. 1 e Vol. 2) e a dedicação de Tim as músicas foi bem maior.
Bom Senso, Imunização Racional (Que Beleza) e, principalmente, Guiné Bissau, Moçambique e

Angola Racional são as músicas que melhor traduzem o que foi essa fase.
Além disso, em quase todas as faixas você escuta o conselho: Leia o livro Universo em Desencanto. Tentando fazer a imunização racional em todo mundo, Tim Maia mostra um lado totalmente diferente, que poucos conhecem.
É lógico que só de escutar você não vai seguir as ideias e começar a falar de racionalização universal ou coisas do tipo, só se você quiser. Mas vale a pena escutar pra poder entender melhor “Que Beleza” que é esse período da carreira do Sebastião.
De vez em quando vou colocar posts como esse, falando sobre algum cantor, sempre que posso eu tô escutando música, seja em casa, na rua ou em qualquer lugar que dá, e existem alguns cantores e cantoras que admiro muito, aos poucos falo deles aqui no Un Quimera.