Arquivo da categoria: Rabo de Urna

Rabo de Urna #09

Hoje é dia do último Rabo de Urna.

Dia 3 próximo é dia de votar em um presidente, um governador, dois senadores, um deputado federal e um deputado estadual.

A série Rabo de Urna, desde que “nasceu”, possuia um objetivo único: conseguir um maior número de votos… CONSCIENTES.

Sei que é infímo o número de leitores do blog, mas que pelo menos estes consigam votar melhor, inclusive o próprio blogueiro. O que tentei transmitir é que antes de mais nada é PRECISO votar. Não vale a pena abdicar desse direito e ficar calado e de braços cruzados esperando alguma coisa acontecer ou então votar por votar, recebendo em troca algum favor ou coisa parecida também não é lá grande coisa.

As vezes é difícil acreditar que seu voto pode mudar alguma coisa, vendo tanta corrupção no cenário político, ou então não vendo nenhum candidato realmente bom, como é o meu caso que ainda não consegui me decidir em quem votar, mas mesmo assim o encontro com a urna é importante, acontece de 2 em 2 anos e não vale a pena ser desperdiçado.

Só que esse último Rabo de Urna não vai servir só pra ficar falando de uma coisa que todos já sabem, vai falar sobre uma polêmica que rolou nesses meses de propaganda política e que acabou sendo resolvida.

É a questão da censura ao humor dentro da Política. Atitude deplorável que estava em voga até pouco tempo atrás. Vários humoristas se organizaram a pra lutar contra tal situação, fizeram passeatas e coisas parecidas e acabaram conseguindo permissão para escracharem os candidatos, maneira muito interessante de se informar, sim, as vezes pelo humor se pode conseguir muitas coisas boas, afinal é um canal que abrange boa parte da população de uma maneira direta, sabendo usá-lo pode ser interessante.

E é aí que eu queria entrar: o humor tem que ser usado de maneira adequada, no lugar adequado.

Porque nessas Eleições (já deve ter acontecido coisas parecidas em outras Eleições também, mas enfim) parece que o humor tá no Horário Político. O maior exemplo disso é a febre do “candidato abestado”:

Todo mundo fala do Tiririca – 2222. Numa boa, não dá pra levar a sério. Até achei bem legal essa propaganda, engraçada e tudo mais, só que candidatos assim, se eleitos, não têm CONDIÇÕES de proporcionar algo melhor para o eleitor, não porque eles não queiram, simplesmente porque não podem.

Além dele existem outros exemplos que volta e meia você vê nos horários políticos por aí.

Outra coisa que vale abordar no post, já que falamos de humor, é um outro vídeo que ficou bem famoso também, na verdade também é extraído do Horário Político:

Humor a parte, a ideia principal é ressaltar que o humor é uma arma poderosa quando se fala de Eleições, mas saber usá-la é necessário.

Urna agora só dia 3 de outubro, fim de mais uma série no Un Quimera.

Rabo de Urna #08

O Rabo de Urna de número 8 vem pra falar sobre algo muito atual, que está acontecendo e que pode influir muito nas Eleições 2010.

É a influência e a importância da TV dentro do meio político, principalmente nessa época de Eleições.
Com o início da propaganda partidária, começaram também os debates e as entrevistas televisivas. É fato a força
da TV como objeto de formação da opinião pública no Brasil, talvez seja um exagero dizer que a TV pode ser um
fator decisivo das Eleições, mas que pode alterar muita coisa, isso pode!
Enfim, esse Rabo de Urna será mais uma análise do desempenho dos candidatos em frente as câmeras nessa primeira metade do mês de agosto.
É notável o avanço de Dilma em praticamente todas as pesquisas, isso vem de seu bom desempenho nos debates e
entrevistas? Também, mas não exclusivamente disso.
O grande medo da candidatura de Dilma talvez seria a sua inexperiência frente aos grandes meios midiáticos, ela
realmente não se mostrou muito a vontade em frente as câmeras, algumas gaguejadas e muitas frases prontas marcaram sua postura, porém isso acabou se tornando algo pequeno, muito devido talvez ao desempenho de seus adversários.
José Serra tentou passar uma falsa simpatia, não muito compatível ao seu estilo e utilizar-se da experiência de
outras candidaturas para ser o seu diferencial, não parece ter dado muito certo, ainda mais depois do suposto
“alívio” que ele recebeu em sua entrevista ao Jornal Nacional.
Já Marina Silva, que começa atrás devido ao exíguo tempo de propaganda, também não conseguiu se destacar muito
nos debates e entrevistas, ela tentou se livrar do conceito já batido de que ela é a candidata do meio ambiente,
não que não seja, mas é que ficar rotulada como candidata de uma coisa só nunca é bom, vide Cristóvam Buarque e a
Educação em 2006.
Pra fechar vale ressaltar o desempenho de Plinio de Arruda Sampaio no debate da Band, no dia 5, ele meio que foi
o “do contra”, em uma Eleição que está sendo marcada pela extrema racionalidade, sem muita emoção ou coisas
diferentes, Plinio se mostrou muito solto para criticar de frente a tríade favorita à eleição.
Por tudo isso, o avanço de Dilma nas pesquisas talvez não tenha ocorrido devido a coisas boas que ela fez, mas sim
a coisas ruins ou omissões feitas por seus adversários.
Já se fala de uma vitória petista no primeiro turno, o que a cada dia que passa parece ganhar mais força, seria a perpetuação do PT durante 12 anos seguidos na presidência, algo a se elogiar.
Um pouco diferente dos outros, esse Rabo de Urna buscou mais passar uma opinião do blogueiro e tentar deixar o
leitor a par do que está acontecendo nesse período tão próximo das Eleições. Sempre enfatizando o poder da TV nesse
quadro.

Rabo de Urna #07

O sétimo Rabo de Urna é especial.

Vem falar de um assunto muito, mas muito importante mesmo, que é a Educação, pilar para o desenvolvimento de qualquer país e que deve ser levado a sério sempre (nessas Eleições então, mais ainda).

E fala disso de uma maneira diferente, não serão as ideias ou a opinião do blogueiro que estarão presentes aqui, ma sim um texto de Ivan Bilheiro.

Nesses primeiros meses de Juiz de Fora, já fiz alguns amigos e Ivan é um deles, mandou muito bem nesse texto que foi publicado no Tribuna de Minas, e eu pedi a ele a permissão para publicá-lo aqui no Un Quimera, encaixaria perfeitamente na série Rabo de Urna.

Vale lembrar também que Ivan é um dos poquíssimos leitores deste querido blog…

Aí vai:

Educação e Qualidade

O tema educação já não é novidade no debate político. Mas a sociedade brasileira e os políticos precisam encará-lo sob a perspectiva certa: a da qualidade. Neste momento em que o país se prepara para eleger novos representantes e governantes, a oportunidade para corrigir o olhar sobre a educação é imperdível.

Quando se fala do direito à educação, muitas vezes não se fala de qualidade. Assim, mesmo que o direito à educação seja inserido na agenda política dos candidatos, nem sempre isso corresponde ao que, de fato, deve ser buscado: o direito à aprendizagem.

Escolas malconservadas, alunos que tiram pouco proveito de suas horas nas instituições de ensino, professores mal remunerados e pouco motivados: este pode ser o cenário de um país que garante o acesso à educação, mas jamais seria o cenário de um país que luta pela qualidade da educação. Se os estudantes brasileiros tivessem o direito à aprendizagem, consequentemente haveria uma melhora no cenário educacional, pois não há condições de garantir a aprendizagem sem que os professores e as escolas recebam a devida atenção.

Desta forma, deve-se colocar na lista de prioridades o direito à aprendizagem, para que os candidatos que se comprometam com a questão da educação não possam fazê-lo simplesmente para garantir votos, pois a responsabilidade sobre a aprendizagem requer a garantia de uma educação de qualidade, a única que pode oferecer um futuro melhor para o país.

A função de todos os eleitores, na posição de cidadãos responsáveis pela sociedade em que vivem, é lutar pela garantia do direito à aprendizagem, através de uma educação de qualidade, a fim de que o sistema educacional não seja ampliado no âmbito quantitativo, mas que ganhe qualitativamente. Direito à educação sim, mas de qualidade!

Mês que vem tem mais Rabo de Urna, valeu pelo texto Ivan.

Rabo de Urna #06


O Rabo de Urna de junho não vai falar especificamente de Política, muito menos de Eleições, mas não perdendo o seu objetivo principal que é fazer com que o leitor possa se informar mais e questionar muito mais sobre estes assuntos, adentra em um campo que sempre gera muita polêmica: a relação Política/Futebol.

Aproveitando o embalo dessa Copa do Mundo o que pretendo discutir é até onde o futebol pode interferir na Política e qual a influência disso na vida dos cidadãos.

Pra começo de conversa o exemplo mais claro que vem na minha cabeça é de como o governo ditatorial de 1970 fez de uma das melhores seleções de todos os tempos, o seu “time-propaganda”. Isso só aconteceu pela força que o futebol tem dentro do imaginário coletivo da população brasileira.

Em ano de Copa do Mundo, talvez muito mais antigamente, mas ainda hoje em dia, o que se vê é uma mobilização muito grande de boa parte da população para ver os jogos, ficar sabendo da nossa Seleção.

Sim, talvez por pura preguiça ou comodismo, para poder faltar ao trabalho ou a escola no dia de jogo, para esquecer coisas que não podem ser esquecidas como os problemas na Educação do país, a violência, a fome…

Aí logo vem aqueles moralistas que dizem que o futebol não passa disso, um desvio das ditas coisas importantes e que Copa do Mundo, Campeonato Brasileiro e qualquer outro campeonato de futebol não serve pra nada.

São nessas declarações que se encontram as mais inoperantes e preguiçosas mentes, mais ainda do que aquelas que preferem faltar ao trabalho para assistir o Brasil na Copa.

Não dá pra discutir a força que o futebol tem em nosso país, se é o melhor do mundo não é atoa, e se recebesse mais apoio poderia ser ainda melhor, isso serve para todos os esportes, mas aplica-se em especial ao futebol.

Torcer pro seu time ou pela Seleção é algo que traz mais alegria (em alguns momentos tristeza), e que faz do torcedor verdadeiro alguém especial por si só, o futebol pode proporcionar momentos mágicos e participar disso não é sinônimo de inoperância ou falta de pensamento crítico.

O que precisa-se entender é que assim como outros segmentos da sociedade o futebol também tem o seu papel e merece ser respeitado. Todos sabem que hoje em dia muito do futebol é pura politicagem de dirigentes e empresários e o que ele foi um dia jamais voltará a ser, mas isso é irrelevante perto da química que esse esporte desperta em
inúmeros brasileiros, desde o moleque franzino que sonha em um dia estar dentro do campo com a camisa da Seleção, até o senhor de idade que tem em sua memória momentos inesquecíveis de outras Copas e Seleções.

Por tudo isso vale muito a pena ser feliz, gritar, cantar e se emocionar nessa e em todas as outras Copas do Mundo.

Uma coisa é esquecer os outros problemas e pensar que tudo é futebol, outra é colocar o futebol em seu devido lugar, sabendo que ele não é tudo, mas que é sim muita coisa.

Rabo de Urna #05

O quinto Rabo de Urna vem bem sucinto, pois nesse mês o blogueiro está meio sem tempo e vem falando sobre um assunto que ganhou bastante espaço na mídia nesse mês de maio.

É o Projeto Ficha Limpa, um projeto que impede a candidatura de políticos condenados pela Justiça, contou com algo em torno de 4 milhões de assinaturas.

Novas e interessantes propostas são apresentadas no projeto, que só de ser uma iniciativa popular já vale a pena, algumas das mudanças são: ampliar de três para oito anos o período em que o político fica impedido de se candidatar e passa a fiscalizar melhor os crimes dos políticos, entre outras.

Enfim, é isso, o Projeto Ficha Limpa é algo muito positivo para a democracia do nosso país e pra entender melhor fica o vídeo:

Mês que vem tem mais Rabo de Urna.

Rabo de Urna #04

Fechando hoje os posts que falam especificamente dos presidenciáveis, o Rabo de Urna fala de Marina Silva.
Nascida em Rio Branco, Acre, Marina passa de cara a imagem do ambientalismo, tão falado nos dias de hoje e que é realmente o seu principal foco desde o início de sua vida na Política.
Vida essa que começou dentro da Universidade. Marina formou-se em História pela Universidade Federal do Acre e nos anos de faculdade, com intermédio também da Igreja Católica, Marina entrou para o Partido Revolucionário Comunista (PRC).
Muito ativa no movimento sindical fundou ao lado do lendário Chico Mendes a Central Única dos Trabalhadores em 1985. Um ano mais tarde filiou-se ao PT e candidatou-se a deputada federal, porém não foi eleita.
Nas Eleições seguintes foi eleita vereadora de Rio de Branco e deputada estadual do Acre com as maiores votações e em 1994, elegeu-se senadora, também com a maior votação.
Ficou no cargo e em 2003 com a eleição de Lula assumiu o ministério do Meio Ambiente e foi aí que algumas polêmicas começaram a girar em torno de seu nome devido a constantes conflitos com outros ministros, quase sempre por motivos ambientais.
Em 2008 se afastou do cargo de ministra do Meio Ambiente, devido principalmente a desavenças com Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil e Blairo Maggi, governador do Mato Grosso.
No ano passado desligou-se do PT e filiou-se ao PV, o PV Europeu, tão bem sucedido em países como a Alemanha pressionou o brasileiro para que admitisse Marina em seus quadros.
É incontestável a exemplar luta de Marina pelo ambientalismo, desenvolvimento sustentável ou seja lá o que for, isso com certeza é o grande trunfo de sua campanha, mas fora isso ela nunca foi muito ativa em nenhuma outra área e também é muito pouco conhecida em grande parte do país.
Aí vão duas visões contrárias em relação a Marina Silva:
No primeiro turno, meu voto vai para a Marina e, espero, que no segundo também.
A Marina, apesar de suas preferências religiosas exóticas e, do meu ponto de vista, esdrúxulas, é a pessoa que melhor sintetiza o que penso sobre o relacionamento das forças políticas, ao gerenciamento da riqueza pública e ao que fazer para que o país seja um lugar melhor para se viver.
O Rabo de Urna volta no mês que vem.

Rabo de Urna #03

Como prometido no mês passado o Un Quimera continua a série Rabo de Urna falando sobre os presidenciáveis.
O nome de hoje é José Serra, paulista da Mooca, o candidato tucano é o atual governador do estado de São Paulo, mas o que boa parte da opinião pública desconhece, assim como acontece com Dilma, é o seu passado, o início de sua carreira política.
Serra começou sua vida política no meio estudantil (cursava Engenharia na USP) e em 1963 foi eleito presidente da UEE-SP e da UNE.
Exilou-se no Chile no período da Ditadura Militar, onde cursou Economia e estendeu seu exílio para os EUA onde fez mestrado em Ciências Econômicas.
De volta ao Brasil começou uma série de candidaturas que dura até hoje. Foi eleito Deputado Federal em 1986 e 1990. Em 1994 foi eleito Senador, mas não assumiu pois aceitou o convite para o Ministério do Planejamento.
Muito ativo em campnhas de combate a AIDS, foi ministro da Saúde de 1998 a 2002, candidatou-se pela primeira vez à presidência no ano de 2002, quando saiu derrotado por Lula. Assumiu a presidência do PSDB e em 2004 foi eleito prefeito de São Paulo.
Em 2008 assumiu o governo paulista e está lá até hoje.
Diversos são os prós e contras para Serra, o “Sr. Burns” da política brasileira tem como pontos fortes esse histórico acadêmico tão sólido, a grande popularidade em São Paulo e o destaque na área da Saúde.
Porém no próprio governo paulista muitas são as reivindicações e greves nas Universidades, além disso já aconteceram vários “acidentes de percurso” no seu governo, o que mostra também algumas deficiências.
Pra fechar, a exemplo do segundo Rabo de Urna, ficam duas visões completamente opostas sobre o candidato da vez, no caso de Serra ambas giram em torno das greves e manifestações da APEOESP:
No mês que vem é a vez de Marina Silva.

Rabo de Urna #02

O segundo Rabo de Urna abre uma série de três “rabos de urna” que falarão sobre os principais candidatos à presidência da República na minha visão: Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva.
Muitos podem até estranhar, ainda é fevereiro e já vou falar dos candidatos, mas a ideia é essa mesmo. Falar sobre cada um com antecedência, antes do início das propagandas eleitorais.
Tentarei ser o mais imparcial possível, ainda não tenho candidato definido, e escrevendo esses posts vou procurar inclusive ir moldando a minha própria opinião e decidir em quem votar.
Começo com a candidata da situação, que teve candidatura anunciada no último dia 20 inclusive, Dilma Rousseff:
Já cheguei até a escutar o trocadilho “Lula Nova” fazendo menção ao filme Lua Nova e a Dilma. E a ideia é essa: Dilma entra para ser uma sucessora do que
Lula construiu nesses oito anos de mandato.
Se eleita, pouca coisa deve mudar, as mudanças seguirão os mesmo rumos dos programas de Lula.
Essa continuidade, aliada ao discurso feminista poderão ser explorados como os pontos positivos da campanha de Dilma.
Atual ministra da Casa Civil, e considerada também a “mãe” do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Dilma já foi também ministra de Minas e Energia.
Porém nem tudo são flores para essa mineira de Belo Horizonte, que depois de ter sido presa reconstruiu sua vida em Porto Alegre, e é justamente esse período pré-prisão que a grande maioria da população não conhece.
Dilma foi guerrilheira dos grupos COLINA (Comando de Libertação Nacional) e VAR Palmares, esse momento da vida de Dilma poderá ser explorado tanto positiva quanto negativamente.
Aqui vão dois textos, de opiniões completamente diferentes, falando sobre a candidata:
Ainda que eu tivesse cometido algumas injustiças com Lula, coisa de que discordo, de uma certamente eu o teria poupado: jamais o considerei um idiota. Nunca! Até aponto a sua notável inteligência política, coisa que não deve ser confundida, obviamente, com cultura. O governo vive, a despeito das negativas, uma crise militar. Que é muito mais grave do que se nota à primeira vista. Ela foi originalmente pensada nas mentes travessas de Tarso Genro, ministro da Justiça, e
Paulo Vanucchi, titular da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Mas tomou consistência e corpo nos cérebros não menos temerários da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), candidata do PT à Presidência, e de Franklin Martins, ministro da Comunicação Social, hoje e cada vez mais o Rasputin deste rascunho de czarina que pretende suceder Lula.
“Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança”. O bonito trecho da poesia de nosso conterrâneo Carlos Drummond de Andrade foi a senha hoje para a ministra Dilma Rousseff assumir, perante milhares de petistas, sua candidatura à presidência da República pelo PT e aliados. Foi, também, uma auto-definição com a qual ela transmitiu o estado de espírito com que se lança na disputa eleitoral.
É isso, no mês que vem o Rabo de Urna falará de José Serra.

Rabo de Urna #01

A exemplo da série Sawubona, inaugurada no início desta semana aqui no Un Quimera, a série Rabo de Urna será mensal.
Se a Sawubona tratará de um dos eventos mais importantes do ano, que é a Copa do Mundo, o Rabo de Urna tratará de algo mais importante ainda, no caso, as Eleições.
Primeiramente queria deixar claro porque estou fazendo essa série aqui no blog.
Pra mim assim como é errado um político roubar é errado também um eleitor não se informar. É lógico que, nas situações apresentadas, o político está muito mais errado, mas isso não importa, o que importa é que ambos estão errados.
Partindo dessa ideia acredito que, seja pela internet ou por qualquer outro lugar o eleitor pode se informar e votar de uma maneira mais consciente e é por isso que esta série está aqui.
E se nas Eleições existe a Boca de Urna, que faz com que você vote em tal candidato, aqui é o Rabo de Urna, que fará você pensar duas vezes antes de votar em qualquer um, não é apenas uma campanha bonita e promessas “milagorsas” que valem a pena.
E também é bom deixar claro que eu não sou afiliado de partido nenhum, é só olhar na minha apresentação aqui no canto direito do blog que tá lá: com visões políticas inconstantes.
Isso não quer dizer que eu não sei o que quero, pelo contrário, quer dizer que eu tô sempre procurando me informar mais e decidir o que julgo ser o melhor.
Pra começar acho interessante abordar a questão da transparência.
Para um governo funcionar, se livrar da corrupção e ter credibilidade com a população a transparência é algo de suma importância.
E pesquisando na internet encontrei os sites da Câmara de Deputados e do Senado.
Ainda não “vasculhei” muita coisa neles, mas a dica que eu queria deixar aqui é que nesses sites dá pra se informar e muito sobre a situação de cada um dos senadores e deputados.
Projetos de Lei propostos por cada um, quem são seus suplentes, presença nas votações e muito mais.
Eu sei que pouquíssimas pessoas entrariam num desses sites e se informariam, daí esse post, eses sites e tudo mais são de certa forma inúteis, certo?
Pra muitos pode até ser, mas e se não tivéssemos nem isso?
Informação, informação e mais informação. Essa é a melhor arma na hora das Eleições. Mês que vem tem mais Rabo de Urna.