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Adiós Manchester! (2)

O post de hoje já é uma tradição do Un Quimera. Um comentário sobre a final da Liga dos Campeões da Europa, a maior competição de futebol de clubes do mundo. O engraçado é que essas tradição começou logo no ano em que surgiu o blog, 2009, e nesse ano o vencedor da competição foi o Barcelona, em cima do Manchester United. A história se repetiu nessa temporada, por isso o título do post também se repete.

Não é por não ter gostado da qualidade técnica do jogo ou do resultado do mesmo, pelo contrário, mas é que sinceramente nem tenho muito o que falar. O toque de bola do Barça fala por todas as palavras.

Muitos ainda podem torcer o nariz, mas eu digo em alto e bom som: o Barça é sim o melhor time do mundo, diria até com sobras, e essa base que foi estruturada mais ou menos em 2009 e segue firme e forte tem tudo para se tornar (se já não é) uma lendária equipe de futebol. Digo lendária no sentido de garotos lá em 2050 estarem comentando e ouvindo histórias dos mais velhos sobre a segurança de Valdés, a solidez de Dani Alves, Piqué, Puyol, Mascherano e Busquets, a superação de Abidal, a inteligência e visão de jogo de Xavi e Iniesta, a rapidez de Pedro Rodríguez, a precisão de Villa e a genialidade de Messi. O time todo, enfim!

Falando mais especificamente sobre o jogo: um começo em que os comandados de Alex Fergunson até tentaram algo, apertaram a marcação e nos 10 minutos iniciais estavam melhores, mas depois disso em momento algum os ingleses tiveram qualquer tipo de superioridade dentro de campo. O Barça começou a impor seu futebol e não demorou para que Pedro Rodríguez abrisse o placar, após receber ótimo passe de Xavi.

Logo depois do gol do Barça, o Manchester ainda conseguiu o empate, com seu melhor jogador, Wayne Rooney, após tabelar com o “imortal” Ryan Giggs, que estava impedido no lance.

Na volta para o segundo tempo o Barça continuou a impor seu jogo, sem se abalar pelo resultado. E num chute do melhor jogador do mundo, Lionel Messi, voltou a frente. Pouco depois David Villa fez um belo gol, colocando a bola no ângulo de Van Der Sar.

Placar final de 3 x 1. Muita festa para dos tetracampeões (92, 06, 09 e 11) e desolação do lado dos Red Devils.

Nem preciso dizer que o resultado foi mais do que justo e que o Barça vai confirmando a cada competição sua enorme superioridade. O time é muito coeso e compacto, joga um futebol diferente da maioria das equipes, pautado no toque de bola, na posse de bola.

Agora é esperar a próxima edição da Liga dos Campeões para ver como serão as coisas. Uma coisa é certa: o Barcelona é o adversário a ser batido e quem conseguir tal coisa (se conseguir) terá muitos méritos.

Domingo de clássicos

Independente dos resultados falei pra mim mesmo que iria escrever um post falando sobre os dois clássicos de ontem que envolviam meus times.

É lógico que eu queria estar de uma vitória do Liverpool e outra do Flamengo, mas vou falar mesmo é de uma derrota dos Reds e de um empate do Rubro-negro…

O vermelho diabólico se impõe no clássico vermelho

Começo de temporada na Europa, e logo na quinta rodada da English Premier League o maior clássico do país envolvendo os dois maiores campeões (cada um com 18 títulos): Manchester United e Liverpool.

O jogo foi em Old Trafford e teve um primeiro tempo onde o Manchester foi melhor. Um início com muita pressão por parte dos donos da casa parece ter assustado um pouco o Liverpool. Liverpool que mudou muito da temporada passada pra essa e ainda está se adequando a essas mudanças. Roy Hodgson prefere Gerrard como volante lá atrás, isso deixa o capitão da equipe ao lado do dinamarquês Poulsen a frente da zaga. Maxi Rodríguez, Raul Meireles e Joe Cole completam o meio deixando El Niño Torres sozinho lá na frente.

Esse esquema de jogo não é dos melhores para o Liverpool, os laterais Konchesky e Glen Johnson acabam ficando mais atrás também e a bola não chega com qualidade até Torres.

Tudo isso fez com o Manchester, mais compacto num 4-2-2-2 conseguisse jogar mais no primeiro tempo e no fim da primeira etapa abrir o placar com Berbatov.

Na volta para o segundo tempo o domínio do Manchester parece ter ficado maior ainda. Nani dava um baile em Konchesky e o meio campo dos Reds não conseguia criar. Até que veio o inevitável segundo gol, um golaço diga-se de passagem, Berbatov recebeu da direita e com uma linda bicicleta estufou as redes de Reina.

Hodgson decidiu então colocar N’Gog, o francês, muito criticado pela grande imprensa, vem melhorando consideravelmente e levando em conta só esse começo de temporada é o melhor jogador do Liverpool. A entrada do francês fez com que Torres não ficasse tão sozinho a frente e foi em cima de Torres que aconteceram duas faltas que mudaram o jogo.

A primeira dentro da área. Pênalti muito bem cobrado por Gerrard: 2 x 1.

A segunda na entrada da área. Falta bem cobrada por Gerrard, que ainda contou com um desvio na barreira que matou Van Der Sar: 2 x 2.

A reação do Liverpool parecia sem explicação porque apesar da melhora no ataque com a entrada de N’Gog, a defesa continuava mal. Não é atoa que o Manchester conseguiu o terceiro gol. Mais uma vez pela direita, só que dessa vez ao invés de Nani, foi O’Shea quem cruzou pra Berbatov anotar seu hat-trick e dar números finais ao jogo.

É muito ruim perder pro Manchester United, é um clássico que realmente mexe com o Liverpool e mesmo sendo assim em começo de temporada deixa uma sensação ruim. Mas como frisei o Manchester foi melhor e mereceu a vitória. Para o Liverpool não faltou raça, mas faltou futebol. O time de Hodgson ainda não se encaixou e a opção de deixar Gerrard mais atrás não é das melhores. Além disso Torres parece ter perdido seu futebol em algum lugar que tá difícil de encontrar, com as duas principais peças do time com problemas as coisas realmente ficam difíceis, acredito que as contratações até foram boas: Joe Cole, Raul Meireles, Milan Jovanovic são bons nomes que podem e devem evoluir muito ainda.

Resta esperar, o título já começa a se tornar algo difícil mais uma vez, mas ficar fora da Champions League dois anos seguidos seria o cúmulo!

Tudo igual no Fla x Flu

Mais tarde tivemos o clássico mais charmoso do Brasil: Fla x Flu.

Muita história e rivalidade colocadas a prova num momento importante do Campeonato Brasileiro. Os dois times em situações bem diferentes: o Fluminense brigando pelo título e o Flamengo lá atrás na tabela (ano passado as coisas eram diferentes…).

O jogo foi marcado por muito equilíbrio e muitos gols. Logo no início da partida após cobrança de escanteio de Conca o zagueirão Leandro Euzébio subiu de cabeça para abrir o placar. 1 x 0 Flu.

Mas o Flamengo não tinha começado mal o jogo e logo conseguiu o empate. Após falha do zagueiro Gum, Kleberson cruzou e Deivid, com um belo toque de primeira, deixou tudo igual. Foi o primeiro gol do atacante com a camisa do Flamengo. Ele tem muito potencial e sempre fez muitos gols por onde passou, no Flamengo não deve ser diferente e depois de 4 jogos sem marcar ele finalmente deixou o dele, que seja o primeiro de muitos.

Ainda no primeiro tempo veio a virada rubro-negra. Escanteio na esquerda a bola passou por todo mundo e sobrou para David (o zagueiro) emendar pro gol. O camisa 14 mostra que hoje é talvez o melhor zagueiro do Fla, não só pelo gol mas pela raça e pela boa atuação no jogo de ontem.

No segundo tempo o jogo que já era bom melhorou ainda mais. Os dois times mostravam muita disposição, e o Fluminense que chegava bastante conseguiu o empate aos 18 minutos. Jogada individual de Rodriguinho que cortou David e bateu pro gol, tudo igual.

Poucos minutos depois falta para o Flamengo e aí foi quase um dejávù. Renato Abreu que ainda está muito abaixo do que ele pode mostrar nessa sua segunda passagem pelo Flamengo pegou a bola e disparou o canhão de sua perna esquerda. Não tem como, quando ele acerta chutes assim não há goleiro no mundo que pegue. Belíssima cobrança de falta que relembrou seus velhos tempos no Flamengo, comemoração muito bonita também, Renato honra a camisa.

A vantagem no placar foi perdida pelo desgaste físico e pela ingenuidade defensiva. Mais uma vez em jogada ensaiada de escanteio do Flu o Flamengo sofreu um gol. De novo do camisa 10 Rodriguinho.

Com 3 x 3 no placar o Fluminense foi pra cima devido ao desgaste físico rubro-negro, pressionou e criou chances no fim, mas não conseguiu o quarto gol, o Flamengo foi quem acabou tendo a melhor chance nesse fim de jogo, com Deivid, mas o goleiro Rafael impediu o quarto gol rubro-negro.

Com o empate o Fluminense perde a liderança e começa a ouvir sussurros de “cavalo paraguaio”,  já o Flamengo perde uma posição (agora é o 15º) e continua lá no fundo da tabela. Silas ainda não conseguiu arrumar o time, mas desde sua chegada até hoje mostra evoluções, o elenco não é pra ficar na 15ª posição, acredito que o time pode melhorar ainda mais e buscar uma posição melhor. Mas o que vale lembrar é que o Flamengo, pelo menos pra mim, passa por um processo de renascimento.

Um grande ciclo que durou desde a arrancada contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2005 até a eliminação na Libertadores 2010 acabou com essa eliminação. Depois disso acho que uma nova era começou, essa era é marcada por Zico no comando do futebol, a questão de melhoria do CT e das condições de trabalho como um todo passa a ser mais valorizada e o time é todo repaginado, com contratações (como Diogo, Deivid, Renato) e com a chance para jogadores da base (Diego Maurício, Galhardo, Wellinton…). Por tudo isso não reclamo da atual situação do Flamengo na tabela, espero sim dias melhores nas próximas temporadas.

Enfim, essas foram as minhas impressões desse domingo de clássicos, espero que os próximos clássicos sejam mais felizes para Flamengo e Liverpool.

Domingo de clássicos

Não, não é só porque Liverpool e Flamengo venceram ontem que eu vou falar de futebol hoje, é que já fazia tempo que eu não falava sobre meus times aqui no Un Quimera, aproveitando as vitórias nos clássicos de ontem, falo hoje sobre eles.
Vamos começar com o jogo da Premier League:
Liverpool 2 – 0 Manchester United

Um clássico cercado de expectativas dos dois lados.
O meu Liverpool vinha em um momento muito ruim, Rafa Benítez super contestado após 4 derrotas seguidas (Fiorentina, Chelsea, Sunderland e Lyon) e pra piorar a situação, Gerrard não estaria em campo nesse clássico.
Pelo lado do Manchester a situação era bem melhor, o time havia conseguido chegar a liderança da Premier League na rodada passada e vencido no meio de semana pela Champions League.
Mas o jogo era em Anfield Road e o Liverpool não iria deixar por menos.
Logo no início o domínio dos Reds era visível, mas durou pouco.
O Manchester equilibrou as ações, aumentou muito sua posse de bola e diminuiu um pouco esse domínio do Liverpool. Mas quem teve as melhores chances da primeira etapa foi a equipe da casa, principalmente com Fábio Aurélio que jogou mais adiantado. Mas o primeiro tempo acabou mesmo no 0 x 0.
Na volta para o segundo tempo, de novo o Liverpool começou melhor.
Não demorou muito e Fernando Torres, o artilheiro red, que voltava ao time no clássico abriu o placar. Foi aos 19 minutos, ele arrancou, deixando Ferdinand pra trás e fuzilou o gol de Van Der Sar.
O Manchester esboçou uma reação e chegou a acertar a trave de Reina em um chute do equatoriano Valencia.
Só que o jogo era dos Reds, que esperavam um contra-ataque para matar de vez os Devils, e o contra-ataque veio: Kuyt recebeu no meio e achou Lucas, o brasileiro deixou N’Gog cara a cara com Van Der Sar, gol do Liverpool, e a atitude de Pepe Reina mostrou como era importante essa vitória. O goleiro espanhol saiu de sua meta e foi até a linha de fundo comemorar com o autor do gol.
Vitória fundamental para o Liverpool, faz com que as chances de voltar a conquistar a Premier League voltem a ser reais, mesmo ainda estando 6 pontos atrás do líder Chelsea.
YNWA!
E agora Brasileirão:
Botafogo 0 – 1 Flamengo

Clássico de opostos.
O Botafogo, após perder para o Cerro Porteño na Copa Sul Americana, na última quarta, tinha problemas ainda maiores dentro de solos brasileiro: a luta para não cair. Com as vitórias de Santo André e Náutico a situação do alvinegro carioca se complicou ainda mais e não restava nada mais do que vencer.
Pelo lado rubro-negro a situação era bem melhor, uma série invicta que já dura dois meses e Petkovic jogando muita bola, a única notícia ruim era que a consistente dupla de zaga titular (Álvaro e Ronaldo Angelim) não entraria em campo.
O jogo foi no Engenhão, mas quem teve mais atitude foi o Flamengo.
O Flamengo criou melhores oportunidades no primeiro tempo, o Botafogo também criou mas parecia que estava com medo de arriscar.
Não demorou muito e o Imperador mostrou porque recebe essa alcunha, em uma bola despretensiosa cabeçeada no meio de campo, Adriano recebeu passou como um rolo
compressor pelos zagueiros alvinegros e fez o único gol do jogo.
Na volta para o segundo tempo o Botafogo necessitando da vitória melhorou e partiu pra cima.
O Flamengo perdeu Pet logo no início da segunda etapa, para seu lugar entrou o estreante atacante Gil.
E a pressão do Botafogo parecia que ia surtir efeito: André Lima cavou um pênalti aos 23 do segundo tempo e árbitro Luiz Antônio Silva dos Santos foi na dele e marcou.
Lucio Flávio foi pra bola e Bruno defendeu. Mais uma vez um pênalti do Botafogo para no goleiro rubro-negro.
Depois disso o Botafogo até tentou mais alguma coisa, mas emocionalmente a vitória já era rubro-negra.
Agora sção 10 jogos sem perder, uma sequencia fantástica que coloca o Flamengo não só na briga pelo G4 mas também na briga pelo título, afinal, o Flamengo está a apenas 3 pontos do atual líder Palmeiras.
VAMO FLAMENGO, VAMO SER CAMPEÃO VAMO FLAMENGOOO!!
Um domingo perfeito em relação ao futebol, digno de um post aqui.

Adiós Manchester!


O Estádio Olímpico de Roma foi palco de mais uma final da Liga dos Campeões da Europa, a maior competição de clubes do mundo.

E a decisão, além de marcar o duelo dos dois melhores times da temporada 2008/09, marcou também o duelo individual entre dois dos maiores jogadores da atualidade: Cristiano Ronaldo pelo lado do Manchester e Lionel Messi pelo lado do Barcelona.
O jogo começou com o Manchester no ataque, Fergunson entrou com Ronaldo, Rooney e Park na frente, Cristiano Ronaldo teve uma boa chance em uma falta logo no início.
E até os 10 minutos de jogo o Barça mal tinha passado do meio de campo, porém bastou isso acontecer uma vez que a história do jogo foi mudada: Iniesta, (um ótimo meio-campista catalão que garantiu a vaga do Barça nessa final, marcando o gol decisivo na semi-final contra o Chelsea) passou para Eto’o, que com muita categoria e velocidade tirou Vidic do lance e tocou consciente no canto de Van Der Sar, que ainda tentou defender, mas não dava, gol do Barcelona e a festa em azul-grená já se anunciava.
Depois disso, o resto do primeiro tempo foi equilibrado, o Barça soube jogar com o resultado favorável e Cristiano Ronaldo e cia. pareciam não conseguir mostrar o seu melhor futebol.
Na volta para o segundo tempo, Sir. Alex Fergunson arriscou, ao colocar Tevez no lugar de Anderson. O time inglês ficou um pouco desfigurado, jogando numa variação tática pouco usada durante toda a temporada e o Barça pareceu ganhar ainda mais confiança na etapa final.
Como o empate não vinha Fergunson colocou mais um atacante, o búlgaro Berbatov, era a última carta na manga dele, o time ficava com 4 atacantes em campo mas quem vencia ainda era o Barça.
E, aos 25 minutos, Xavi Hernández recebeu na direita fez ótimo cruzamente e Lionel Messi, de cabeça, sepultou de vez os Diabos Vermelhos. Van Der Sar não teve reação a cabeça do pequenino Messi, que, além do gol, fez um ótimo jogo coletivo, tentando sempre servir os companheiros, mas também partindo pra cima com dribles e finalizações, o gol serviu também para mostrar que vencia o duelo individual da noite.
Depois disso o Manchester continuou tentando, mas o Barça era comprovadamente superior, um lance isolado mostra muito bem como estava o jogo, aos 28 do segundo tempo, Puyol, sim, o zagueirão Puyol, que estava improvisado de lateral direito ontem, foi a linha de fundo, cortou Cristiano Ronaldo e sofreu a falta do português, o que se esperava era o contrário não é verdade?
Enfim, a equipe da Catalunha, comandada por Josep Guardiola termina talvez a melhor temporada de sua história.
Venceu a Copa do Rey com certa facilidade, foi campeão espanhol antecipadamente e conquistou a Liga dos Campeões.
É importante destacar o trabalho de Guardiola, ex-jogador do time está apenas na sua primeira temporada como treinador (começou muito bem!) e já conseguiu levar o Barça a todos esses títulos, vale lembrar que na final o Barça teve desfalques importantes como Rafa Márquez e Daniel Alves. Utilizando-se de muitos jogadores formados no clube como Sergio Busquets, Andrés Iniesta, Carles Puyol, Victor Váldez, Pedro Rodriguez etc., Guardiola mostrou que tem elenco e fez o inverso do que muitos treinadores europeus fazem, valorizou a base do time, lógico que com boas contratações também, mas veja o Manchester por exemplo, com exceção dos veteraníssimos Scholes e Giggs, quase todos os outros jogadores do elenco são estranegeiros.
Enfim, parabéns ao Barça por mais essa conquista, gostei de ver o jogo e a vitória catalã, mas é lógico que a vontade era de ver o Liverpool campeão, fica pra 2009/10.

Manchester United 1 – 4 Liverpool

Ontem foi uma data muito importante, principalmente talvez por causa do tão
esperado encontro entre Obama e Lula em Washington.
Mas não é sobre isso que vou falar nesse post, o assunto dele é outro: Trata-se
de um massacre!
É isso mesmo, ontem, em pleno Old Trafford, onde o badaladíssimo Manchester
United não perdia há mais de um ano, o Liverpool foi lá e goleou os donos da casa
por 4 x 1.
Vamos ser coerentes, deixando a minha torcida de lado, o Manchester ainda é líder
com 4 pontos de frente, tem uma excelente equipe, muito bem comandada por SIR
Alex Fergunson, também está nas quartas da Liga dos Campeões e tudo mais, sei de
tudo isso.
Mas, a vitória dos Reds (ontem de cinza, devido ao mando de campo dos Red Devils)
foi incontestável e pode provocar outros deslizes da equipe de Alex Fergunson,
perder para um rival dentro de casa por 4 x 1 é de abalar qualquer um.
E, mais importante, depois de vencer o não menos badalado Real Madrid por 4 x 0
na Liga dos Campeões, garantindo assim a vaga nas quartas-de-final, vencer o
Manchester por 4 x 1 fora de casa, dá uma moral inclassificável pro Liverpool.
Uma semana perfeita para a equipe de Rafa Benítez, agora o Campeonato Inglês vai
pegar fogo de vez e nenhum dos 7 times que ainda estão na Liga dos Campeões
devem estar querendo enfrentar o Liverpool nas quartas (o sorteio dos confrontos
será na próxima sexta-feora, dia 20).
E, como todos sabem, sou Liverpool e essas duas últimas vitórias vão ficar pra
história na minha mente, fazer 8 gols em uma semana nos 2 times mais ricos do
mundo não é pra qualquer um.
Seria bom ninguém mais desprezar o Liverpool, que, apesar de não ser assim tão
rico, é um time da mesma (ou até de uma maior) magnitude que Manchester United e
Real Madrid.
Destaco também as duas ótimas atuações de Fernando Torres, que vem provando ser
mesmo um dos melhores do mundo.
O time como um todo evoluiu muito de algumas semanas pra cá, a rotação de Rafa
começa a dar certo, Gerrard e Torres juntos e 100% novamente fazem uma diferença
enorme, e quando a fase é boa, até Dossena entra e faz gol!
YNWA – SRN