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A PresidentA

Ontem, 1º de janeiro de 2011, fica marcado como a data da posse da primeira mulher presidente do Brasil, a petista Dilma Rousseff, apesar da extinção da série “acontecimentos”, esse não deixa de ser um.

A aguardada cerimônia de posse contou com algo em torno de 30 mil petistas, políticos, chefes de estado como Hugo Chávez e personalidades internacionais como Hillary Clinton.

Depois de oito anos no poder, Luiz Inácio Lula da Silva deixa Brasília nas mãos de sua aliada Dilma Rousseff, a entrega da faixa presidencial (como sempre) foi o momento mais marcante do dia, o ex-líder sindical, dono de um carisma extraordinário acompanhado de sua esposa Marisa Letícia entregou a faixa à Dilma que, muito emocionada, discursou ao lado de Michel Temer e da esposa dele, a já muito comentada pelos twitters afora, Marcela Temer.

Dilma, em seu primeiro discurso como presidente do Brasil, frisou a importância da “luta obstinada contra a pobreza”, fez elogios à seu antecessor, como era de se esperar, ressaltou também a figura de José de Alencar, que não pode comparecer à cerimônia de posse devido a problemas de saúde.

Outros destaques importantes do discurso foram a exaltação da mulher no território nacional e mundial e as “mãos estendidas” aos opositores, prometendo um governo de muito diálogo e abertura.

Após o discurso um coquetel, os primeiros cumprimentos à nova presidente e o empossamento dos ministros de Dilma.

Enfim, numa análise bem compacta da posse de Dilma, vale destacar a questão da mulher, uma abordagem mais profunda do tema geraria muitas e muitas linhas, mas bem resumidamente o que importa dizer é como a mulher vem ganhando força dentro do Brasil nas últimas décadas, isso é importante e só tem a ajudar o país a crescer, acaba sendo uma ampliação da democracia, uma mulher no poder reflete muito bem isso, porém não dá pra dizer que só por isso tudo será perfeito.

Fazendo uma pequena volta no tempo, após o impeachment de Collor o Brasil meio que foi voltando aos trilhos, a consolidação do Plano Real no governo Itamar foi de suma importância para isso, o então Ministro da Fazenda, principal defensor do Plano Real, Fernando Henrique Cardoso assume a presidência em 1995 e começa a estabilizar ainda mais o país, nos seus oito anos de governo alguns problemas surgiram, destaque para as polêmicas privatizações, o apagão de 2001 e por aí vai, mas numa visão mais geral os dois governos FHC foram de reconstrução, pavimentação de uma estrada esburacada.

Em 2003, Lula, depois de muito tentar, assume a presidência, muitos esperavam e apostavam numa ruptura total do estilo de governo de FHC, mas na verdade Lula acabou dando continuidade a algumas medidas de seu antecessor e soube criar outras.

Como já ressaltei no início do post, o carisma extraordinário de Lula fez muita diferença, principalmente nas relações internacionais, o Brasil cresceu nos seus oito anos de governo, sediou o Pan de 2007 e ficou com a vaga para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Mas problemas também estiveram presentes no governo vermelho. O principal deles, sem sombra de dúvida, foi o Mensalão.

Um ponto que as vezes passa despercebido foi a posição do Brasil durante a grande crise surgida nos EUA em 2008. Devido a atuação de Lula e de seu governo o Brasil acabou sendo um dos países menos prejudicados pela grande crise.

Chegou 2010 e com ele o fim dos mandatos de Lula, muito pelo seu grande apelo popular, Lula conseguiu eleger como seu sucessor Dilma Rousseff, vencendo José Serra nas Eleições de outubro.

E agora voltamos à posse e ao discurso de Dilma, o que se espera é mesmo uma continuação do governo Lula, que em alguns aspectos deu muito certo, porém o carisma de Lula é próprio e não transferível para Dilma, resta saber até que ponto ela saberá segurar a questão de que grande parte da população não a conhece tão bem quanto Lula.

De início seu discurso anima petistas e não faz com que oposicionistas tenham críticas mais contundentes. Com o passar do tempo o Un Quimera vai analisando, dentro do possível, o governo de Dilma.

Os "acontecimentos" de setembro/2009

Acaba o mês de setembro e os acontecimentos do mês estão aqui no Un Quimera:
Acordo Militar Brasil-França
As relações entre Brasil e França sempre foram algo a ser lembrado.
Antigamente no âmbito cultural isso era muito forte, existe aquela velha história de que em tempos idos o Brasil tentava copiar a Europa em tudo, nessa Europa o grande pilar era o país que tem como capital Paris.
Mas hoje o acordo entre Brasil e França se dá em outra área, na militar.
Convidado de honra para o desfile de 7 de setembro, o presidente francês Jean Sarkozy assinou um acordo com o presidente Lula. Um acordo de proporções enormes.
O acordo é assim: a França fornecerá ao Brasil helicópteros, quatro submarinos, um casco para o futuro submarino nuclear e transferência de tecnologias, com exceção da nuclear (que por acaso é uma das maiores e mais evoluídas matrizes de energia francesas).
Tudo isso pela “bagatela” de R$ 25 bilhões. Além disso foi acordado também a compra de 36 caças Rafale, pelo valor aproximado de R$ 7 bilhões.
Bem, é muita grana!
É lógico que o investimento nessa área é muito importante, mas até por isso mesmo é necessário fazer uma melhor pesquisa de preços e de posteriores vantagens que o país poderá ter: é mais ou menos como pesquisar em vários supermercados o melhor preço. Ao invés de fazer isso, Lula escolheu um “supermercado”, entrou nele e comprou tudo de uma vez lá.
Acho que deu pra entender a brincadeira do parágrafo acima, o que quero dizer é que um acordo do tamanho desses ser feito assim da noite pro dia é algo meio estranho, talvez fosse melhor pensar mais um pouco.
Sarkozy é quem agradece, pois além de lucrar muito com esse acordo ainda se livra dos Rafale, um caça que não deu muito certo, e precisava de alguém pra comprá-lo, esse alguém foi o Brasil.
Mas, acordos militares a parte, Vive la France!
Caso Briatore Renault

Continuamos com um pé na França, afinal agora o acontecimento tem como um de seus principais personagens a escuderia francesa de Fórmula 1, Renault.
Na verdade o acontecimento ocorreu há um ano, no Grande Prêmio de Cingapura: o piloto brasileiro Nelsinho Piquet acatou ordens de seus superiores (entenda-se Flávio Briatore, o então homem forte da Renault) para forjar um acidente, que beneficiaria seu companheiro de equipe Fernando Alonso, arriscando-se fisica e moralmente.
Mas aí o leitor pode se perguntar: mas por que isso só veio a tona agora?
É simples: Nelsinho foi mandado embora da Renault, enquanto ainda corria pela equipe não queria revelar isso ao público, depois da demissão ficou “livre”disso e enfim foi tudo revelado.
É meio deprimente ver coisas assim, foram muitas discussões em relação às punições a Briatore, Piquet e outros envolvidos, acredito que nenhum tipo de punição é válida, o que foi feito é algo realmente baixo, que teoricamente não deveria ser feito de maneira alguma, ainda mais em um campeonato da grandeza da F1.
E aí fica o questionamento mais uma vez: práticas como essa podem ser comuns dentro da Fórmula 1? Será que foi a primeira vez que isso aconteceu?
Sinceramente, creio que não em ambas as perguntas.
Porém o que fica é a impressão de que o dinheiro definitivamente ultrapassou as barreiras do esporte, hoje não é mais corrida pra ver a bandeira quadriculada antes de todo mundo, a corrida é pelo dinheiro.
Soa materialista demais, mas essa é a realidade.
*Mês que vem tem Honduras nos acontecimentos…

Os "acontecimentos" de abril/2009

Um terço do ano já se foi, 30 de abril, dia de post “acontecimentos” no Un Quimera.
Pra voltar ao costume dos dois primeiros meses, um político e outro esportivo:
Obama: Lula é o cara!

Essa frase gerou muita repercussão no mundo todo, e foi dita no dia 2 desse mês, num intervalo de uma das reuniões do G-20 (grupo dos 20 países mais ricos do mundo).
Antes de falar da frase especificamente, é bom falar o que foram essas reuniões do G-20 no início do mês, aifnal, sem elas, dificilmente a frase teria sido dita por Obama.
O motivo principal dessas reuniões é a crise mundial que assola a todos desde o segundo semestre de 2008. Foi o primeiro grande teste de Barack Obama como presidente estadunidense, desde sua posse foi a primeira reunião do G-20 que ele participou.
Basicamente as resoluções do G-20 decidiram que deverá ser feita uma vigilância econômica pelos países membros, pela Espanha e pela Comissão Européia, para que crises como a atual não voltem a acontecer. Além disso os 20 países mais poderosos decidiram também inejtar R$ 1 trilhão no FMI (Fundo Monetário Internacional), o dinheiro será usado para aumentar o caixa da instituição.
Como dá pra perceber as reuniões trataram de assuntos muito sérios e importantes para todo mundo, só que o grande acontecimento se deu em um momento de descontração quando Obama, em tom de ironia, brincando com o seu amigo Lula disse que ele é o cara.
Embora Lula atualmente não seja nem sombra daquele Lula de barba preta oposicionista e totalmente “canhoto” é legal ver essa ótima relação dele com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não que isso vá garantir muita coisa ao Brasil, mas pelo menos algumas risadas ao escutar uma frase dessas por exemplo) isso renderá.
A queda do Império
Esse subtítulo pode até indicar algo relacionado a imperadores ou impérios antigos, mas na verdade trata de um imperador que abdicou de seu “poder”, e esse imperador é Adriano Leite Ribeiro.
O Adriano, ex-Flamengo e São Paulo, que usava a camisa 10 da Inter de Milão e que também já passou pela Seleção Brasileira, sendo peça fundamental nas conquistas da Copa América de 2004 e da Copa das Confederações de 2005.
Adriano anunciou no dia 9 desse mês que resolveu “dar um tempo” no futebol, descansar um pouco, voltar as suas origens, na favela de Vila Cruzeiro no Rio de Janeiro e anunciou também que, diferente do que muitos estão dizendo por aí, ele não está com depressão e muito menos envolvido com drogas.
Este é um assunto muito delicado, que ganhou muitos comentários na imprensa em geral. Eu particularmente quando vou me informar ou escrever sobre jogadores de futebol procuro não ficar buscando coisas relacionadas a vida particular deles, me atenho ao futebol que eles jogam, neste caso do Adriano porém, é necessário abrir uma exceção, pois os motivos que o levaram a dar um tempo são extra-campo até porque dentro do campo, embora ele não estivesse jogando atualmente nada em comparação ao Imperador de 2004/05, ele ainda estava em bom nível, sendo convocado para a seleção inclusive.
Muitos estão julgando essa atitude de Adriano, acredito que isso não é interessante, pra mim, o que deve ser analisado em relação a esse acontecimento é que a vida de jogador de futebol também deve cansr, o que parece ser muito bom as vezes pode frustrar e cansar algumas pessoas, como foi o caso de Adriano, não deve ser fácil manter a cabeça no lugar, quando, com 20 e poucos anos se pode ter tudo o que quiser: fama, carro, dinheiro e mulher.
Por essas e outras é que Adriano acabou resolvendo dar um tempo, certa ou errada a atitude do ex-imperador é de homem, de quem soube valorizar as coisas realmente importantes pra ele, e foi sincero e honesto com ele próprio.
Torço pra que ele possa recuperar a alegria de jogar e voltar a jogar em breve, se for no Mengão, como estão especulando, melhor ainda.