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Le Rouge et Le Noir #01

Série nova no Un Quimera!

Le Rouge et Le Noir vai ser a série que tratará de algo que propaga mundo a fora essas duas cores: o vermelho e o negro.

Sim, não falo de outra coisa senão do Clube de Regatas Flamengo.

Não escondo de ninguém a minha torcida pelo Flamengo e desde a criação do Un Quimera vários textos sobre um dos maiores clubes de futebol do mundo já foram publicados aqui.

Falando sobre momentos gloriosos como os títulos Carioca e Brasileiro de 2009 e sobre momentos vergonhosos como a horrível saída de Zico no fim do ano passado.

A ideia da série Le Rouge et Le Noir é ser publicada mensalmente. Pra que todo mês eu possa falar sobre um dos assuntos que eu mais gosto e mais me sinto a vontade de falar que é o Flamengo. Os textos da série tratarão de assuntos dentro e fora de campo, mas vale lembrar que não é porque existe a série que falarei do Flamengo apenas uma vez por mês sempre, o assunto poderá ser retomado mais vezes.

Pra parar de lenga lenga e começar de vez a série assunto é o que não falta.

E, lógico, vou falar sobre a novela Ronaldinho Gaúcho que se encerrou com final feliz para o Flamengo há poucas horas.

Estava esperando a conclusão dessa novela pra publicar esse post e vale lembrar também que o primeiro QuimeraCast falará sobre futebol e a novela R10 com certeza estará em pauta.

No dia 30 de dezembro de 2010 a mídia solta que Flamengo, Grêmio e Palmeiras estariam negociando para ter Ronaldinho Gaúcho em 2011 e que dessa vez, diferentemente das vezes anteriores em outras janelas de transferências, Milan e jogador estariam dispostos a conversar e a acertar uma transferência.

De lá até a noite do dia 10 de janeiro de 2011 muita coisa aconteceu, uma verdadeira novela mesmo, que gerou muita polêmica e foi a principal atração da imprensa esportiva.

Como sempre acontece nesse período de férias/pré-temporada dos jogadores de clubes brasileiros, como não se tem jogos os flashes voltam-se todos para as transferências, quando anunciada a possível volta de Ronaldinho Gaúcho ao futebol brasileiro os flashes quase todos voltaram-se para ela.

Eu fui acompanhando de perto tudo que rolava, afinal estava interessado no assunto, desde o princípio achava que uma vinda de Ronaldinho Gaúcho para o Flamengo, por mais que os rivais falem e queiram pensar o contrário, trará muito mais coisas boas do que coisas ruins para o Flamengo.

E com o passar dos dias ia sentindo que aquilo estava tomando proporções gigantes, até certo ponto estava ficando chato e uma resolução do assunto era tudo o que eu queria.

Listar o que foi acontecendo dia após dia seria algo muito desinteressante, então prefiro citar alguns pontos que considero importantes dentro da trama.

Primeiro: O empresário (vilão) Assis. Se essa novela precisasse de um vilão ele certamente seria Assis. Após o episódio do último sábado (a reunião de Patricia Amorim com Adriano Galliani), Palmeiras e Grêmio dispararam contra Assis e o elegeram o principal culpado do não acordo com Gaúcho.

Não dá pra saber o que realmente aconteceu, o que foi dito de Assis para os dirigentes verdes e tricolores, as conversas de contratos dentro do futebol são coisas ainda muito obscuras, inúmeras versões sempre surgem e crucificar Assis como alguém mentiroso não é o mais acertado. Palmeiras e Grêmio parecem agir muito mais com paixão do que razão, culpam Assis por não terem conseguido concretizar a transação, o Palmeiras que se gabou de ter a melhor proposta e o Grêmio que usava o discurso de volta pra casa para trazer Ronaldinho e que até botou caixas de som no Olímpico para festejar a vinda do craque, caixas de som que ficaram em silêncio.

No mesmo silêncio de Patricia Amorim e dos dirigentes rubro-negros durante boa parte da negociação. É aí que entra o meu segundo destaque: a presidenta Patricia Amorim.

Muito criticada ano passado, inclusive por mim, de maneira justificada, pois não fez um bom ano no Flamengo, os resultados dentro de campo acabaram sendo apenas reflexo da péssima administração fora dele: contratações ruins, acordos mal feitos e o pecado principal: uma verdadeira omissão no “Caso Zico”.

Porém essa negociação com Ronaldinho Gáucho seja talvez o primeiro passo de sua redenção dentro do comando rubro-negro. Como falei ela se manteve em silêncio durante boa parte da negociação, esquecendo os holofotes da imprensa e focando nas conversas e nos trabalhos que realmente importam para trazer um jogador do nível de Ronaldinho Gaúcho.

Voltando ao episódio do último sábado, que praticamente sacramentou a vinda de Gáucho para o Fla, Patricia aí sim falaou, falou com quem tinha que falar, Adriano Galliani, vice-presidente do Milan, contando com sua simpatia perante ao Flamengo, Patricia conseguiu fechar acordo com ele e o próprio disse: “credo que 99,99% de Flamengo”.

Os elogios a Patricia constrastam com as declarações que forçaram um pouco a barra, por parte de Paulo Odone, presidente do Grêmio e Luiz Felipe Scolari, técnico do Palmeiras.

Ambos crucificram Assis e falaram de uma maneira muito emocionada, deixando claro como queriam e muito contar com Gaúcho, tudo bem, eles têm sua razão em estarem descontentes com o final triste pra eles, mas vamos ser sinceros, mais pareciam aquela criança mimada que não ganhou seu presentinho.

Outro dirigente que entrou de gaiato na novela foi o presidente corintiano Andrés Sanches, o Timão esboçou uma tentativa de ter Ronaldinho Gáucho, mas a declaração de Sanches foi uma mescla de arrogância com ingenuidade. Dizer que não tinha motivos de pagar nada ao Milan por um jogador que no meio do ano estaria liberado para vir de graça, pois seu contrato com o clube italiano acabaria em julho. Como se um jogador do calibre de Ronaldinho Gáucho não assinaria nenhum novo contrato nesse “pequeno” período de janeiro a julho de 2011.

Outro personagem e outro episódio que pra mim foram determinantes para o final feliz rubro-negro foram Adriano Galliani e a reunião de rescisão de contrato no Copacabana Palace, na última quinta.

Do lado de fora do luxuoso hotel rubro-negros com máscara de Ronaldinho Gaúcho pediam a vinda do craque para o rubro-negro, uma situação inusitada, mas que possivelmente pesou a favor do Flamengo, até aí a torcida mostra sua força e mostra que pode fazer diferença.

E em relação a Adriano Galliani acho que nem preciso falar muita coisa, o carismático dirigente rossonero se mostrou amplamente a favor da vinda de Gaúcho ao Flamengo, declarando ser flamenguista e torcendo para que a transferência se concretizasse. O bom relacionamento de Ronaldinho com Galliani fez a opinião do dirigente pesar também.

Esses foram os principais personagens e episódios da novela, que enfim acaba. A apresentação de Ronaldinho Gaúcho deverá acontecer na quinta, além dele o Flamengo acertou também com Felipe, Vander, Wanderley, Darío Bottinelli e Thiago Neves. Muitos nomes e bons nomes, o Flamengo 2011 tem tudo pra superar e muito o Flamengo 2010, Vanderleu Luxemburgo tem a chance de dar a volta por cima e calar a boca de muita gente. Uma ideia que não sai cabeça: a zaga ainda é fraca.

Enfim, acho que é isso, ainda sobrou muita coisa sobre Ronaldinho Gaúcho pra falar. Fica pro QuimeraCast que se tudo der certo sai ainda em janeiro.

Por ora, fica a minha satisfação de ter Ronaldinho Gaúcho no meu time, polêmicas a parte, gostei da vinda do craque e espero que até encerrar sua passagem pelo Flamengo consiga muitos títulos e também consiga de volta sua vaga na Seleção Brasileira. Hoje é dia de sair de camisa do Mengão pra rua.

SRN

“Tropa de Elite 3”

Como prometido no post dos “acontecimentos” de novembro, o Un Quimera volta ao tema Rio de Janeiro.

A brincadeira Tropa de Elite 3 pegou e acho até interessante virar título do post.

O que se vê no Rio é algo que daqui a alguns anos vai ser ainda muito lembrado e comentado e já gerou inúmeras repercussões.

Não sei se é vício de quem um dia já quis ser jornalista (e de uma forma ou de outra ainda quer), mas acho que é muito válido e importante ressaltar o papel da imprensa em “acontecimentos” tão grandiosos quanto esse.

Para isso vou me utilizar de alguns sites e links nos quais deposito extrema confiança e credibilidade e mostrar pontos positivos e negativos da imprensa nessa bagunça toda.

Uma análise mais profunda do “acontecimento” em si é coisa séria e acredito não estar apto para tal, é assunto muito mais complexo do que se imagina e sair opinando no “susto” não é coisa muito boa de se fazer.

Primeiro, esse post do Blog do Tas, que fala sobre como essa crise no Rio fez com que, dentro do meio da internet, surgissem novas formas de se informar, com criatividade e seriedade.

Começando pela internet, um meio mais aberto e maleável (mas não por isso a salvação da informação como muitos proclamam) novas ideias são difundidas e ajudam a transmitir e uma maneira melhor.

Usando agora dos sempre ótimos textos do Observatório da Imprensa, de Alberto Dines, coloco aqui o link do texto de Muniz Sodré, Reality Show em Tempo Real.

Vale a pena ler e compreender com a grande imprensa vem fazendo disso um grande espetáculo, comparado até com a Copa do Mundo, diga-se de passagem, colocando uma polaridade inexistente na cabeça da população, esquecendo da corrupção muito existente.

Ainda no Observatório, o seu big boss Alberto Dines também cita um outro importante texto, talvez o “marco literário” dessa crise no Rio, que é o texto do antropólogo Luiz Eduardo Soares: A crise no Rio e o pastiche midiático.

Enfim, pode até parecer chato ficar só linkando textos, mas acho que de tudo que eu vi e ouvi nesses últimos dias, o que citei aqui é o que há de melhor e mais interessante, vale a pena ler e analisar e aí então tentar entender o que acontece.

Em tempo: as fotos também vêm diretamente do Blog do Tas e são todas de casas de traficantes, de Justin Bieber a piscinas de luxo, essas imagens vão construindo um importante capítulo da história do Brasil.

Rabo de Urna #09

Hoje é dia do último Rabo de Urna.

Dia 3 próximo é dia de votar em um presidente, um governador, dois senadores, um deputado federal e um deputado estadual.

A série Rabo de Urna, desde que “nasceu”, possuia um objetivo único: conseguir um maior número de votos… CONSCIENTES.

Sei que é infímo o número de leitores do blog, mas que pelo menos estes consigam votar melhor, inclusive o próprio blogueiro. O que tentei transmitir é que antes de mais nada é PRECISO votar. Não vale a pena abdicar desse direito e ficar calado e de braços cruzados esperando alguma coisa acontecer ou então votar por votar, recebendo em troca algum favor ou coisa parecida também não é lá grande coisa.

As vezes é difícil acreditar que seu voto pode mudar alguma coisa, vendo tanta corrupção no cenário político, ou então não vendo nenhum candidato realmente bom, como é o meu caso que ainda não consegui me decidir em quem votar, mas mesmo assim o encontro com a urna é importante, acontece de 2 em 2 anos e não vale a pena ser desperdiçado.

Só que esse último Rabo de Urna não vai servir só pra ficar falando de uma coisa que todos já sabem, vai falar sobre uma polêmica que rolou nesses meses de propaganda política e que acabou sendo resolvida.

É a questão da censura ao humor dentro da Política. Atitude deplorável que estava em voga até pouco tempo atrás. Vários humoristas se organizaram a pra lutar contra tal situação, fizeram passeatas e coisas parecidas e acabaram conseguindo permissão para escracharem os candidatos, maneira muito interessante de se informar, sim, as vezes pelo humor se pode conseguir muitas coisas boas, afinal é um canal que abrange boa parte da população de uma maneira direta, sabendo usá-lo pode ser interessante.

E é aí que eu queria entrar: o humor tem que ser usado de maneira adequada, no lugar adequado.

Porque nessas Eleições (já deve ter acontecido coisas parecidas em outras Eleições também, mas enfim) parece que o humor tá no Horário Político. O maior exemplo disso é a febre do “candidato abestado”:

Todo mundo fala do Tiririca – 2222. Numa boa, não dá pra levar a sério. Até achei bem legal essa propaganda, engraçada e tudo mais, só que candidatos assim, se eleitos, não têm CONDIÇÕES de proporcionar algo melhor para o eleitor, não porque eles não queiram, simplesmente porque não podem.

Além dele existem outros exemplos que volta e meia você vê nos horários políticos por aí.

Outra coisa que vale abordar no post, já que falamos de humor, é um outro vídeo que ficou bem famoso também, na verdade também é extraído do Horário Político:

Humor a parte, a ideia principal é ressaltar que o humor é uma arma poderosa quando se fala de Eleições, mas saber usá-la é necessário.

Urna agora só dia 3 de outubro, fim de mais uma série no Un Quimera.

Loucura?

Nas “andanças” pela internet me deparei ontem com um vídeo que foi exibido no programa Fantástico da Rede Globo, falando sobre o novo visual da casa de Oswaldo Montenegro.
O famoso cantor e compositor, de mais de trinta anos de carreira, pintou todo o seu apratamento, começou há cinco anos e finalizou a “obra” por agora.
Perguntado sobre o porquê disso, Montenegro disse:
“É quase como se me desse um vazio insuportável. Começar a pintar isso aqui me deu uma estranha alegria, me deu uma euforia, uma coisa que beirava a loucura no sentido mais feliz da palavra loucura. Até quando eu pintei, a arrumadeira ligou para a Madalena e falou: ‘Eu acho que o Montenegro pirou’. Eu falei: “Minha senhora, quando eu pintar o apartamento de outra pessoa, a senhora me interna, mas enquanto eu pintar o meu, tá tranquilo”.
O que mais me chamou atenção na matéria toda foi a maneira como o repórter e toda a edição do Fantástico tratou o caso. Um abordagem meio irônica e preconceituosa, só pra se ter uma noção a matéria começa com esse parágrafo:
Oswaldo Montenegro resolveu pintar o apartamento dele. Coloriu tudo em casa. O que levaria um cantor famoso da MPB a fazer o que fez no seu próprio lar?
Tá, tudo bem, concordo que uma coisa desse tipo não é nem um pouco normal, a princípio pode e deve causar um pouco de estranheza sim, mas as perguntas feitas a ele parecem ter sido de alguém que nunca viu nada de diferente na vida.
Será que você não tem receio de que achem que é uma maluquice?
Como assim? Oswaldo Montenegro foi simples e categórico na respota:
“O que eu diria é que não precisam se preocupar que eu estou muito bem, e que eu tenho dois privilégios dos quais eu não esqueço nunca. Um é que eu vivo cercado de afeto e o segundo é que eu tenho a sorte de trabalhar no que adoro trabalhar”.
Acabou. Montenegro está muito além das ideias batidas e comuns da grande mídia de hoje em dia, não é loucura, é originalidade.
Será que os repórteres do Fantástico adoram o trabalho deles?
Acho que hoje em dia ocorre uma inversão de valores, em que o comum, fácil e chato é valorizado, é o “correto” e o inesperado, o original, é tratado como loucura.
Não tô falando que é pra todo sair pintando sua casa, não é isso, a questão é a seguinte: existem muitas pessoas inteligentes e originais, que querem e podem viver de uma maneira bem diferente da propagada atualmente, mas as vezes ficam presas aos conceitos impostos a elas.
Outra pergunta “legal”:
Oswaldo Montenegro é lúcido ou louco?
A resposta novamente detona tudo:
“Eu sou lúcido. Eu tenho certeza absoluta que eu sou lúcido. Todo ser humano deve se expressar da maneira mais livre possível. Disso eu tenho certeza absoluta, e nada melhor que a nossa casa pra gente exercer isso”.
Se de tudo o que eu falei ficou a impressão de que eu só estou querendo criticar a Globo ou Fantástico, peço perdão desde já, se não fossem eles fazer essa matéria eu nem iria estar sabendo dessa “loucura” do Montenegro, apenas quero deixar claro que o Brasil carece, dentre muitas outras coisas, de um jornalismo menos bajulativo e previsível.
No mais é isso, a atitude de Oswaldo Montenegro na minha opinião foi sensacional.
E pra terminar o post uma citação do lúcido Oswaldo Montenegro:
“Metade de mim é amor. A outra metade também.”

Veja por outro lado

O vazamento do ENEM foi um assunto que abalou muita coisa nesses últimos dois dias, gerou muito assunto e me deixou com muita raiva também.
Gerou um amplo quadro de possibilidades a serem especuladas, trato hoje do lado jornalístico desse “acontecimento” (os “acontecimentos” aparecem sempre no último dia do mês, mas esse mês promete, e o assunto vazamento do ENEM interferiu muito em minha vida, vale a pena explorá-lo aqui).
Um texto, Veja por outro lado:
Hoje seria um sábado, um pouco diferente de todos os outros.
Um sábado em que eu iria acordar cedo, tomar um café e já ir preparando papeis e documentos.
A minha cidade é um tanto quanto pequena, por isso iria ter que viajar nesse sábado, por volta das 10, 10:30 da manhã.
Chegar em uma cidade vizinha, procurar uma escola com nome engraçado e sentar numa cadeira pra fazer uma prova durante a tarde inteira, 90 questões.
Amanhã, seria um domingo, um pouco diferente de todos os outros.
Um domingo em que eu iria acordar cedo, tomar um café e pegar novamente os documentos, dessa vez já sem os papeis.
A minha cidade é mesmo pequena, por isso iria ter que viajar nesse domingo, por volta das 10, 10:30 da manhã.
Chegar em uma cidade vizinha, voltar àquela escola de nome engraçado e sentar numa cadeira pra fazer mais uma prova durante a tarde inteira, 90 questões e uma redação.
Estaria vivendo isso, o novo ENEM, eu e mais 4 milhões de estudantes.
Mas não viverei isso, pelo menos não nesse final de semana. Por que?
Porque a prova que já tinha gerado muita discussão e polêmica durante o ano foi adiada na madrugada de quarta para quinta (01º/10), o motivo seria uma fraude: dois caras, com as provas em mãos, as ofereceram a uma repórter do jornal O Estado de São Paulo.
A repórter (Renata Cafardo), acompanhada de dois outros repórteres não aceitou pagar R$ 500 mil para os “amadores” e prontamente entrou em contato com o ministro da Educação Fernando Haddad, foi confirmada a fraude e por volta de 1h da madrugada o ENEM estava oficialmente cancelado.
Deve-se destacar primeiramente a atitude exemplar da jornalista do Estadão. Vendo assim todos pensam que o que foi feito, seria feito por qualquer outro no lugar de Renata, sim, pode até ser verdade que ela não fez mais do que obrigação, foi ética, cumpriu seu dever de jornalista exemplarmente, mas será que todos teriam a mesma atitude?
O que aconteceria se os dois homens que estavam com a prova tivessem ido a uma outra empresa de comunicação que gostasse do papo deles e aceitasse pagá-los?
Na verdade é melhor nem pensar, mas dá pra imaginar eu e mais uma legião de estudantes vendo todo o estudo e planejamento feito durante todo o ano indo por água a baixo, até mesmo aqueles que não estudaram teriam o direito da revolta.
Fernando Haddad seria prontamente demitido, o caso ganharia proporções ainda maiores, a festa e a alegria da escolha do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016 (assunto a ser comentado nos “acontecimentos” do fim do mês) seria abafada com algo tão alarmante.
Por essas e outras é que o trabalho que envolve a comunicação tem que ser exaltado, quando o que está em jogo é a opinião pública não se pode ser displicente nem cair em qualquer conversa.
E é por isso que eu digo, em casos tão bombásticos como esse, veja por outro lado.
Rogério Arantes

Os "acontecimentos" de junho/2009

Esse mês que marca o meio do ano foi um mês cheio de acontecimentos, como os posts “acontecimentos” são mensais e sempre no último dia do mês, conforme vão acontecendo as coisas durante o mês já vou esboçando o post e pra ser sincero, o desse mês era pra ser: O desastre do Air France e As Eleições no Irã, mas como o desastre do Air France na verdade ocorreu nas últimas horas do mês de maio e o assunto do Irã pode ser tratado mais a frente, optei por colocar estes outros 2 acontecimentos:
O Fim do Diploma de Jornalismo

No dia 17, o Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu pelo fim da obrigatoriedade do diploma para o curso de jornalismo.
Curso esse que considero de extrema importância, sempre quis ser jornalista e ainda quero muito, esse “acontecimento” seria indispensável.
Por 8 votos a 1, os ministros do Supremo podem ter mudado a história. Uma profissão que exerce influência na opinião pública em todas as áreas, o relator do processo, ministro Gilmar Mendes sacramentou a decisão dizendo que o fato de um jornalista ser graduado não significa mais qualidade aos profissionais da área.
Procurei me informar sobre o assunto e, principalmente pela internet, vi opiniões das mais diversas, alguns totalmente a favor do fim do diploma como a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e alguns totalmente contra, como a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).
Fora do mundo da web, achei muito interessante o Observatório da Imprensa do lendário Alberto Dines, exibido uma semana atrás (23/06), um ótimo debate mostrando os dois lados da moeda, que me ajudou muito a compreender toda essa situação.
Essa decisão, no mínimo polêmica por parte do STF, como já disse, pode alterar muitas coisas dentro das universidades e do mercado de trabalho, boa ou ruim, acredito que seus verdadeiros resultados virão somente a longo prazo, por enquanto muita coisa não deve mudar.
Já existem muitas redações com não diplomados, que são especialistas em um certo assunto e por isso escrevem, casos como esse devem aumentar muito com o fim da obrigatoriedade do canudo.
Porém, as empresas de comunicação não deverão trocar o certo pelo duvidoso quando se tratar de jovens jornalistas, ou seja, dificilmente alguém sem nenhum ou quase nenhum embasamento jornalístico será contratado em detrimento de um jornalista com uma bagagem de quatro anos de universidade.
Foi tudo muito rápido, e devido a essa mudança, cheguei até a cogitar uma mudança de curso no vestibular que vou prestar esse ano, mas pensando bem, gosto mesmo é de jornalismo, e nem que seja para a minha geração ter de reinventá-lo e adaptá-lo a esse novo mundo, virtual, globalizado e não diplomado, não cheguei até aqui pra desistir agora.
A Morte de Michael Jackson
Esse acontecimento é de longe o que teve maior repercussão de todos já falados aqui no Un Quimera.
Era uma quinta-feira, chegava em casa a noite, cansado e quando ligo o computador só pra dar uma olhada na net, tá lá estampado em todas as manchetes de quase todos os sites: Morre o Rei do Pop.
Juro que a princípio não acreditei, além de tudo mais que ainda vou comentar, a morte de Michael Jackson foi inesperada, com apenas 50 anos um dos cantores mais influentes do século XX morreu.
Sinceramente nunca escutei muito o som de Michael Jackson, mas quando escuto dá pra sentir que é algo diferente, em especial duas canções que já escutei demais por causa de Festivais Escolares: Thriller e Beat It, a primeira com certeza é a mais famosa música de Michael, a segunda nem tanto, mas também é muito boa.
O que é incrível também são as coreografias, antes de mais nada o próprio Michael dá uma verdadeira aula quando as executa, e depois vem o impacto dessas coreografias no mundo inteiro, quem nunca dançou como um zumbi do clip de Thriller?
Além dessas, várias outras músicas e coreografias de Michael foram sucesso mundial, como Black Or White, a “brasileira” They Don’t Care About Us, Bad, Billie Jean, Dangerous dentre outras.
Mas além das músicas Michael também ficou conhecido por várias outras coisas: a mudança de cor, os vários processos, as acusações de pedofilia, tudo isso contribuiu para que sua imagem diante da grande mídia e do grande público ficasse um pouco denegrida, mas na verdade Michael foi um gênio da música pop, nenhum outro conseguirá tanta coisa como ele conseguiu, vá em paz Michael!
E nada melhor do que um Moonwalk ao som de Billie Jean pra fechar o post: