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QuimeraShare #11

Hoje é dia de mais um QuimeraShare.

Dessa vez permanecemos no Rio de Janeiro dos Los Hermanos pra falar de um cara que pode não ser um band leader, mas que todos os camaradinhas dele o respeitam, essa é razão da simpatia, do poder, do algo mais e da alegria.

Sim, falo de ninguém mais, ninguém menos do que Jorge Ben Jor!

O cara é um dos ícones da música brasileira. Lançou seu primeiro disco lá em 1963, o Samba Esquema Novo, e desde essa época já mostrava uma música suingada e simpática, bem característica. Só pra exemplificar, é desse primeiro disco a canção Mas Que Nada. Talvez a música brasileira mais conhecida fora do país.

Além de Mas Que Nada, Jorge Ben possui vários outros clássicos como País Tropical, Taj Mahal, Fio Maravilha, W/Brasil e por aí vai…

Mas além desses clássicos, Jorge Ben também possui um lado B bem legal, a relação mística-espiritual com a música, em canções mais recentes como O Rei é Rosa Cruz e em toda sua obra, falando de filósofos como Tomás de Aquino, por exemplo.

Também é notável a relação com o futebol. Antes de ser cantor Jorge queria ser jogador do Flamengo, acabou não sendo, mas continuou com sua paixão pelo clube que, por acaso, também é a minha paixão. Músicas como Camisa 10 da Gávea, Zagueiro, Goleiro (Eu vou lhe avisar) entre outras.

Enfim, se ficasse falando de cada vertente ideológica e/ou musical de Jorge Ben gastaria linhas e mais linhas, destaco essas acima e falo agora do CD em questão desse QuimeraShare.

De todos que já ouvi até agora, considero como melhor disco de Jorge Ben o clássico A Tábua de Esmeralda.

Só que acabei resolvendo escolher outro pra colocar aqui.

Na verdade pode-se considerar o A Tábua de Esmeralda como o início de uma espécie de trilogia na carreira de Jorge Ben, que passa pelo Solta o Pavão e vai desembocar no África Brasil.

Este último é o escolhido pro QuimeraShare de hoje.

Eu acho muito maneiro as primeiras notas desse disco. Parece engraçado, mas é que a versão de Umbabarauma (Ponta de Lança Africano) desse disco é muito boa e é a canção de abertura. Além dela várias outras canções bem ao estilo de Jorge Ben mesmo, vale destacar as famosas Taj Mahal e Xica da Silva, além de África Brasil, que é uma releitura da canção Zumbi, que está n’A Tábua de Esmeralda.

Talvez a que eu goste mais seja Camisa 10 da Gávea, mas o álbum como um todo é muito bom.

“Pula, pula, cai, levanta, sobe e desce, corre, chuta, abre espaço, vibra e agradece. Olha que a cidade toda ficou vazia nessa tarde bonita só pra te ver jogar. Umbabarauma, homem gol!”

Baixa aí o samba-rock de primeiríssima qualidade:

QuimeraShare #11 – África Brasil –  Jorge Ben.rar Tamanho: 36.77 MB

Ele voltou!


O primeiro post desse mês de Copa do Mundo poderia ser um QuimeraTube ou um Rabo de Urna, e é meio que uma mistura dos dois.

Durante o fim de semana algo de muito importante aconteceu dentro do Flamengo, o maior ídolo do clube está de volta.

Sim, Artur Antunes Coimbra, o Zico, é o novo diretor executivo de futebol do Flamengo, por si só a notícia já é maravilhosa para todos nós rubro-negros, depois da sua apresentação hoje então fica mais claro ainda: uma nova era rubro-negra se anuncia e se essa era for tão quanto a era de Zico como jogador muitas alegrias estão por vir.

Jorge Ben resume bem quem é o Camisa 10 da Gávea:

O boi que mugiu alto…

“Anima igitur vegetabilis, quae primo inest, cum embryo vivit vita plantae, corrumpitur, et succedit anima perfectior, quae est nutritiva et sensitiva simul, et tunc embryo vivit vita animalis; hac autem corrupta, succedit anima rationalis ab extrinseco immissa (…) cum anima uniatur corpori ut forma, non unitur nisi corpori cuius est proprie actus. Est autem anima actus corporis organici.”
“Assim falou Santo Tomás de Aquino.”

Salve, Simpatia!

“Então que morra o Preconceito e viva a União Racial!”

E ela me faz tão bem

“Pois a minha grande vitória é conseguir
Botar uma mulher brasileira na minha vida…”
*Homenagem ao Dia da Mulher