Arquivo da categoria: João Bosco

QuimeraShare #09

O QuimeraShare de hoje fala do mineiro mais carioca de todos!

João Bosco, natural de Ponte Nova-MG, se radicou no Rio de Janeiro e lá, principalmente ao lado do parceiro Aldir Blanc, construiu o espírito poético da Cidade Maravilhosa das décadas de 60/70. Composições belíssimas dessa dupla foram interpretadas por outros grandes nomes da MPB, e por tudo considero João Bosco um ícone de nossa música.

O álbum que escolhi é talvez o melhor dele. Apesar de não conhecer a obra de Bosco na sua totalidade, acredito que levando em conta o pouco que eu conheço, Galos de Briga pode ser cogitado ao posto de obra-prima.

Desde a arte da capa até cada detalhe das letras, é uma cultura urbana, boêmia e malandra (no melhor sentido da palavra) que está embutida no álbum.

E tem uma coisa curiosa nesse álbum também, eu, particularmente, escuto muito mais a primeira metade (as seis primeiras canções), do que a segunda. Acho que é pura questão de gosto mesmo, porque o álbum como um todo é muito bom!

“Acendo um cigarro, molhado de chuva, até os ossos. E alguém me pede fogo, é um dos nossos. Eu sigo na chuva de mão no bolso e sorrio. Eu estou de bem comigo e isso é difícil. Eu tenho no bolso uma carta, uma estúpida esponja de pó de arroz e um retrato meu e dela que vale muito mais do que nós dois. Eu disse ao garçom que quero que ela morra, olho as luas gêmeas dos farois e assovio, somos todos sós, mas hoje eu estou  de bem comigo e isso é difícil. Ah, vida noturna! Eu sou a borboleta mais vadia, na doce flor da tua hipocrisia.”

Pra baixar:

QuimeraShare #09 – Galos de Briga – João Bosco.rar   Tamanho: 34.13 MB

QuimeraTube #16

Sem mais:

QuimeraShare #01

Mais uma novidade do Un Quimera pro ano 2010 é o QuimeraShare.

A exemplo do QuimeraTube, o QuimeraShare é voltado pra música.
E começo hoje com o álbum Cruel, de Sérgio Sampaio, lançado em 2006 pela Saravá Discos.
Sérgio Sampaio é considerado um maldito da MPB, pouquíssima gente conhece sua obra, e é por essas e outras que começo o QuimeraShare com ele, tem muita coisa boa que ficou esquecida.
Como compositor ele é ímpar, na minha opinião pelo menos, está no TOP de compositores do cenário nacional.
O disco Cruel é póstumo, foi outro grande compositor da MPB, o maranhense Zeca Baleiro que organizou tudo e nos proporcionou esse belo álbum.
Fã incondicional de Sampaio, Baleiro, além de já ter gravado algumas canções de Sérgio, foi buscar no fundo do baú algumas gravações antigoas e as reuniu nesse álbum.
Destaco como as principais canções do disco, a música título, que já foi regravada por Luiz Melodia, a música de abertura Em Nome de Deus, que já foi regravada por Chico César, Rosa Púrpura de Cubatão, já regravada por João Bosco, Pavio do Destino, já regravada por Lenine e a genial Real Beleza.
“Eu nunca pensei que pudesse querer alguma mulher como quero você, se o mago soubesse e juntasse o meu nome em S ao seu nome em C, nas cartas de todo tarô que houver, em todo ixingue eu podia não ver, mas tudo é tão verde em seus olhos não dá pra não ver, mas tudo é tão verde em seus olhos…”
Tá aí o link do primeiro QuimeraShare:

Cartas da Mãe

Mais um post com um curta vindo diretamente do site Porta Curtas.

Hoje com o curta Cartas da Mãe.
Tem aquela famosa canção de João Bosco e Aldir Blanc, O Bêbado e a Equilibrista, que diz:
“… e sonha com a volta do irmão Henfil e tanta gente que partiu num rabo de foguete…”

Pois então, Cartas da Mãe é curta que mostra cenas de um Brasil recente, o Brasil marcado pela ditadura militar é o pano de fundo para as cartas de Henfil (o cartunista, o mesmo da música) para sua mãe.
São cartas que tratam de vários assuntos, mas sempre focando a questão do exílio, da liberdade de expressão (ou falta dela), da ditadura, de todo esse universo.
Com depoimentos de Frei Betto, Zuenir Ventura, Luis Fernando Veríssimo, Lula e dos cartunistas Angeli e Laerte, o curta mostrra um importante período de nossa história, aí vai: