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QuimeraCast #03 – Mestre Tolkien: Palavras, anéis e mais…

No ar mais um QuimeraCast!

Enfim chegou o dia do terceiro QuimeraCast. Gravado ainda em janeiro, este QuimeraCast vem bem diferente dos dois primeiros.

O assunto agora é Literatura. Mais precisamente, a vida e a obra de um dos grandes escritores do século XX, o sul-africano J.R.R. Tolkien.

Vale lembrar que um dos primeiros posts da história do Un Quimera foi em homenagem a ele, sua obra influencia muito o blogueiro e um QuimeraCast sobre ele, mais cedo ou mais tarde, com certeza sairia.

É importante ressaltar também o porque dele estar indo pro ar nesse 25 de março. Hoje é o dia mundial de ler Tolkien, portanto, nada melhor do que além de ler, também escutar um pouco sobre ele.

Os probleminhas de edição continuam, mas aos poucos vamos melhorando, falando ainda nessa parte mais técnica, esse possivelmente será um dos QuimeraCasts de maior duração, o assunto é muito amplo e essas quase duas horas talvez tenham sido até pouco.

Eu, Rogério Xablau e Marô Tinúviel, falamos sobre a vida de um nerd apaixonado, professor de várias línguas e inventor de tantas outras, e também sobre suas principais obras: uma espécie de “bíblia”, uma história pra crianças, onde um hobbit e um bando de anões vai atrás de um tesouro guardado por um dragão e uma trilogia que se transformou em sucesso absoluto na cinematografia contemporânea. Além das influências disso tudo em outras áreas, como nos jogos de RPG e na música.

Duração: 105 min.

Pra baixar:

QuimeraCast #03 – Mestre Tolkien: Palavras, anéis e mais…

Grandes Personagens – I – Saruman (Christopher Lee)

Este é o primeiro de uma série de posts dos quais vou falar sobre persongens do
mundo do cinema que merecem o adjetivo grandes.
Grandes na importância para a trama, grandes no nível do ator que os interpretou,
grandes em todos os aspectos.
E, pra começar, um personagem que aparece numa trilogia que saiu dos livros para
as telonas.
Sim, falo de O Senhor dos Anéis, obra do escritor J.R.R. Tolkien, um dos
dessa fantástica obra que, no início da década foi transportada para os cinemas
e contou com a direção de Peter Jackson.
Num elenco recheado de talentos como Cate Blanchett, Liv Tyler, Hugo Weaving,
Viggo Mortensen, Sir Ian McKellen e por aí vai, surge Christopher Lee, consagrado
ator, dono de uma voz indescritível e famoso por trabalhos mais antigos, como a
sublime interpretação do Conde Drácula, décadas atrás.
A relação entre Christopher Lee e o seu personagem Saruman foi perfeita, na obra
de Tolkien uma característica marcante do mago branco é o poder de sua voz, a
segunda parte da trilogia (As Duas Torres) contém um capítulo inteiro falando
sobre este peculiar poder exercido pela voz de Saruman, intitulado justamente de
“A Voz de Saruman”, um trecho do capítulo está aqui:
“As pessoas que escutavam aquela voz desavisadamente mal conseguiam depois
reportar as palavras que tinham ouvido; e quando conseguiam titubeavam, pois
pouca força restava nelas. A maior parte do que conseguiam lembrar era o prazer
que sentiram ao ouvir a voz falando, e que tudo o que ela dissera parecera sábio
e razoável, despertando neles um desejo de, mediante um acordo rápido, parecerem
sábios também. Quando outras vozes falavam, pareciam por contraste rudes e
grosseiras; e se se opusessem à voz o ódio se acendia no coração dos que estavam
sob o efeito do encanto.”
Christopher Lee soube muito bem como explorar isso, e no filme, apesar dessa
questão da voz não ter tanto destaque assim, a voz de Saruman faz diferença, em
cenas como o encontro de Gandalf e Saruman, na Sociedade do Anel, bem no começo
do primeiro filme, quando Saruman propõe a Gandalf uma aliança com Sauron.
Além disso, Lee também conseguiu expor muito bem o lado “mal” de Saruman, apesar
de parecer um grande vilão no filme, na verdade Saruman é um personagem meio
dividido entre a benevolência do Conselho Branco e da Ordem dos Istari (afinal,
participava das duas) e a sua ambição em dominar a TM. E o lado ambicioso de
Saruman ficou muito claro com Lee.
No mais, acho que bom mesmo seria assistir a trilogia (Saruman aparece apenas nos
dois primeiros filmes) e poder ver bem toda a sagacidade, poder e ousadia de
Saruman, também chamado de Curunír na língua élfica.
Obs.: Pra entender um pouco de como a voz de Christopher Lee é tão potente quanto
a de Saruman é só dar uma olhada nessa música: The Magic of the Wizard Dreams.

Homenagem a Tolkien


Se estivesse vivo o escritor John Ronald Reuel Tolkien completaria hoje 117 anos.

Por que falo disso aqui no blog?

Porque Tolkien foi um marco na minha vida em relação a literatura, depois de ler uma obra
sua (a mais famosa: O Senhor dos Anéis) foi que eu comecei a me interessar verdadeiramente
por livros, revistas e jornais.

Hoje eu leio coisas totalmente distintas da obra de Tolkien, mas ainda leio Tolkien também
da mesma maneira que eu lia quando descobri Frodo, Gandalf e etc…

Então, resolvi fazer uma pequena homenagem ao “professor” aqui, apenas citar algumas
passagens e frases dele, pra quem nunca leu, não se assuste, o cara era bom mesmo, e pra
quem já leu, é uma boa oportunidade pra relembrar um pouco esse grande escritor:

O Canto de Despedida

Talvez a mais bela história já criada por Tolkien, a história de Beren e Lúthien, contada
em prosa no Silmarillion (um dos livros do escritor) e em verso na Balada de Leithian
contém o chamado Canto de Despedida, de Beren para sua amada Lúthien:

“Adeus doce Terra e céu do norte,
Eternamente abençoados,
pois aqui esteve
e aqui com passos ágeis correu
à luz da Lua, à luz do Sol
Lúthien Tinúviel
mais bela do que se pode dizer a língua dos mortais.
Mesmo que o mundo caia em ruínas
que se dissolva e seja lançado de volta
desfeito no caos primordial,
ainda assim foi boa sua criação…
o anoitecer, o amanhecer, a terra, o mar…
para que, por um tempo,
Lúthien existisse.”

A Grande Guerra

Tem também um relato de quem viveu e lutou na Primeira Guerra Mundial, sim, Tolkien era
escritor, professor, mas também soldado britânico:

“Na verdade, é preciso estar pessoalmente sob a sombra da guerra para sentir totalmente sua
opressão; mas, conforme os anos passam, parece que fica cada vez mais esquecido o fato de
que ser apanhado na juventude, por 1914, não foi uma experiência menos terrível do que
ficar envolvido com 1959 e com os anos seguintes. Em 1918 todos os meus amigos íntimos,
com a exceção de uns, estavam mortos(…) O lugar em que vivia na infância estava sendo
lamentavelmente destruído antes que eu completasse 10 anos, numa época em que automóveis
eram objetos raros (eu nunca tinha visto um) e os homens ainda estavam construindo
ferrovias suburbanas…”

E pra finalizar, um trecho extraído da Carta nº 183:

Assim eu sinto que a inquietação-esfraquecimento em revisões, e correspondência sobre eles,
sobre se minhas ‘pessoas boas’ eram amáveis e misericordiosas e dividiam (de fato eles
fazem), ou não, está totalmente além do ponto. Alguns críticos parecem determinados em me
representar como um adolescente simplório, inspirado por, digamos, o espírito de
Com-a-bandeira-para-Pretoria, e intencionalmente distorcem o que é dito em meu conto.
Eu não tenho aquele espírito, e ele não aparece na história. A figura de Denethor sozinha é
bastante para mostrar para isto; mas eu não fiz nenhuma das pessoas do lado ‘certo’,
Hobbits, Rohirrim, Homens de Vale ou de Gondor, nada melhor do que os homens tem sido ou
foram, ou podem ser. O meu não é um ‘mundo imaginário’, mas um momento histórico imaginário na ‘Terra-Média’ – que é nossa habitação.

PS – No site Valinor temos simplesmente TUDO sobre Tolkien, inclusive um artigo sobre este
aniversário dele
, vale a pena dar uma olhada lá também.

Salve, salve o mestre Tolkien!