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Mundo à milanesa

Ontem foi disputada a final do Mundial de Clubes da FIFA, versão 2010.

Acredito que todos, principalmente os brasileiros queriam ter assistido ao tão esperado duelo de “Inters”, entre o de Milão e o de Porto Alegre.

Porém não foi bem assim. O Inter de Porto Alegre, como todos sabem, acabou ficando pelo caminho, sendo eliminado nas semi-finais pela grande zebra africana, o Mazembe.

Mazembe que soube se comportar muito bem nas semi-finais, o favoritismo do Inter era enorme, e logo no começo do jogo a equipe gaúcha perdeu boas chances, mas os africanos se seguravam e esperavam brechas na defesa vermelha, que apareceram.

2 x o pra Kidiaba (um dos grandes nomes desse Mundial) e cia. O Inter teve que se contentar com a disputa do terceiro lugar contra o Seongnan Ilhwa.

Na disputa do terceiro lugar o Colorado se impôs e com dois gols de Alecsandro, um de Tinga e um D’Alessandro venceu o Seongnan por 4 x 2, os outros dois gols do jogo foram anotados por Molina, ex-Santos.

Na grande final um jogo atípico para uma final de Mundial de Clubes.

Vale lembrar que essa foi a última final em Abu Dhabi, ano que vem o Mundial volta para sua ” casa”, no Japão.

Atípico pois foi o confronto entre um gigante europeu que chegou  com uma certa desconfiança para o Mundial e uma enorme zebra africana, o Mazembe possivelmente nunca teve seu nome escutado em outro continente que não o africano e agora é um dos times mais falados em todo mundo, querendo ou não, mesmo com o vice, esse Mundial foi uma grande vitrine para os congoleses.

Logo com 17 minutos a equipe de Rafa Benítez (que estava pressionado e em caso de derrota possivelmente seria demitido) já abriu 2 x 0. Com gols de Pandev, após rápida jogada e de Samuel Eto’o. O camisa 9 que foi comemorar com o banco e com as sacolas acabou sendo eleito o melhor jogador do Mundial, de maneira merecida! Esteve muito bem na final, ajudando inclusive a defesa em alguns momentos e na frente sempre insinuante e raçudo.

Depois desse forte golpe inicial o Mazembe não conseguiu nenhuma real reação, até tentou chegar, buscar o gol, mas a disparidade técnica era notável, a zebra teria que se contentar mesmo com o vice.

No segundo tempo o jogo continuou parecido, com a Inter sem muito volume ofensivo, mas tendo algumas ótimas chances, e o Mazembe tentando buscar o ataque, mas sem muita eficiência.

No fim, o jovem reserva Biabiany ainda recebeu na frente, tirou de Kidiaba e fez o terceiro gol pra fechar a conta. A Inter termina a competição com dois 3 x 0 e com o seu terceiro título mundial.

Mérito da equipe dos brasileiros Julio Cesar, Maicon, Lucio, Thiago Motta e Phillipe Coutinho. Que mesmo sem ter sido brilhante e mesmo tendo chegado à Abu Dhabi com muita desconfiança por parte da torcida e da imprensa conseguiu se impor e vencer bem.

Vale deixar registrado também uma menção honrosa à equipe africana, jogou com muita raça e até onde deu foi, como já falei Kidiaba com certeza foi um dos grandes personagens desse Mundial, além do cabelo exótico (característica de boa parte do time) sua dancinha de comemoração de gols é característica e muito engraçada.

Ao Inter de Porto Alegre resta as lamentações de um time que entrou na competição como favorito para muitos e acabou ficando com um triste 3º lugar. Ao Inter de Milão a sensação de que mesmo desacreditado, o time tem capacidade para ir longe e os títulos da Liga dos Campeões e do Mundial coroam a ótima temporada milanesa.

América Vermelha

Já virou quase uma tradição do Un Quimera, um post no dia seguinte as finais de Libertadores e Liga dos Campeões da Europa, dessa vez não deu pra colocar o post sobre a final da Libertadores no dia seguinte, ficou pra hoje, uma semana depois da conquista colorada.

Como já havia comentado no post sobre a semi-final entre São Paulo x Inter, o vencedor desse jogo fatalmente seria o campeão da Libertadores, não desmerecendo a equipe do Chivas mas qualquer um dos brasileiros que passasse à final chegaria mais motivado e preparado.

Isso foi comprovado ainda no primeiro jogo da final. Na Cidade do México o Inter entrou melhor e depois de criar algumas boas oportunidades viu o Chivas abrir o placar em um lance isolado no fim do primeiro tempo, com o polêmico Bofo Bautista.

Na volta para o segundo tempo o Inter fez prevalecer o melhor futebol e conseguiu a virada com dois gols de cabeça: primeiro do reserva mais titular de todos, peça fundamental para a conquista colorada, o camisa 11 Giuliano. E depois do capitão Bolívar, após bola ajeitada pelo outro zagueiro colorado, Índio.

Enfim, essa vitória fora de casa no primeiro jogo deu ao Inter a vantagem do empate no segundo jogo. Sem Alecsandro, lesionado no primeiro jogo, o Inter chegou para o confronto final, num Beira-Rio em êxtase, com a obrigação do título e de quebrar um tabu que já durava 3 anos (de times brasileiros chegando e perdendo na final da Libertadores).

Talvez por toda a pressão com que entrou em campo o time de Celso Roth não começou tão bem, e não conseguiu criar muitas chances no primeiro tempo, a não ser um bom chute de Taison, após deixadinha de Rafael Sóbis, que ficou nas mãos do goleiro Michel.

Até que aos 42 minutos do primeiro tempo, assim como tinha acontecido no primeiro jogo, em um lance isolado o Chivas abriu o placar com Fábian.

Os times foram para o vestiário com um resultado que levava a decisão para os pênaltis.

Mas na volta para o segundo tempo o Inter acordou e todo o apoio da torcida fez a diferença.

Após cruzamento de Kléber, Rafael Sóbis desviou e marcou seu primeiro gol na volta ao Inter, empatando o jogo e já deixando o título com o Inter.

Mas o Colorado queria mais, e Celso Roth fez duas alterações que deram muito certo. As entradas de Leandro Damião e de Giuliano pareciam predestinadas. O primeiro, após bela arrancada marcou o segundo gol e o segundo marcou um golaço pra fechar de vez a partida, mais um gol decisivo do camisa 11.

No fim da partida o Chivas ainda fez mais com Araújo e uma confusão generalizada ofuscou um pouco o brilho da final, mas foi coisa pouca perto da grandiosidade desse bi-campeonato do Inter.

Mais do que merecido foi a consagração do tão contestado e rotulado Celso Roth, que pegou o time do meio na competição e conseguiu dar um padrão de jogo, num esquema tático com algumas semelhanças com a Espanha campeã mundial. Um time muito técnico, com intensa troca de passes e muita habilidade.

No gol Renan, que acabou de voltar da Europa e ainda vai se readaptando ao futebol brasileiro. As laterais com Nei e Kléber foram importantes, ao mesmo que tempo que auxiliavam na marcação também apoiavam lá na frente, vale lembrar que o primeiro gol da campanha colorada nessa Libertadores foi de Nei.

A zaga muito sólida, o capitão Bolívar e Índio foram muito seguros durante toda competição e passaram essa segurança para o resto do time, segurança essa que era confirmada pela ótima dupla de volantes: Sandro e Guiñazu talvez tenham sido as peças mais importantes, taticamente falando, o brasileiro, negociado com o Tottenham, ficava sempre na marcação com muita disposição, o argentino marcava e quando precisava, como foi o caso do segundo jogo da final também ia um pouco a frente.

Tinga e D’Alessandro completam o meio de campo dando experiência e técnica, se alternando sempre confundiam a marcação e criavam as jogadas para os atacantes, com Taison um pouco mais recuado, vindo buscar o jogo e Rafael Sóbis centralizado na frente.

É lógico que não se pode esquecer de Alecsandro, titular durante toda a competição e que fazia muito bem esse papel de pivô na frente e de Giuliano, que resolveu partidas importantíssimas, contra Estudiantes e São Paulo por exemplo.

Esse foi o Inter bi-campeão da Libertadores, que devolve esse título ao Brasil e que agora busca também o bi do Mundial, em dezembro, em Abu Dhabi. A organização e profissionalismo da diretoria colorada, que fez renascer o time já trouxe vários títulos como esse bi na Libertadores, o Mundial, a Recopa e a Copa Sul-Americana, além de boas participações em Campeonatos Brasileiros de 2005 pra cá, também devem ser lembradas.

Pra finalizar não dá pra não lembrar do “hit” com o qual a torcida literalmente empurrou o Inter:

Inter, estaremos contigo! Tu és minha paixão! Não importa o que digam, sempre levarei comigo! Minha camisa vermelha e a cachaça na mão! O Gigante me espera para começar a festa!

Colorado na Final


Como antecipei ontem, o Un Quimera hoje trataria do duelo brasileiro pela Libertadores entre São Paulo x Inter, um jogaço dipustado ontem no Morumbi, que honrou o nome das duas equipes e assim como o outro confronto brasileiro dessa Libertadores, entre Corinthians x Flamengo, ficará para a história do futebol.

Depois de um jogo truncado em Porto Alegre, onde o São Paulo só preocupou-se em defender e o Inter não estava muito inspirado no ataque, ontem o Morumbi viu um jogo bem diferente, e a vantagem conquistada pelo Colorado no primeiro jogo fez a diferença. Um golzinho de Giuliano, que tinha acabado de entrar fez com que o Inter chegasse a São Paulo podendo perder de um gol de diferença, caso anotasse um ou mais gols, foi o que aconteceu, assim como na quarta o Santos foi campeão perdendo do Vitória por 2 x 1, ontem o Inter classificou-se perdendo pelo mesmo placar.

A mesma combinação (1 x 0 em casa e 1 x 2 fora) foi a que deu a classificação para o Flamengo em cima do Corinthians nas Oitavas, é muito batido dizer isso, mas esse ano parece que mais do que nunca, o critério do gol fora vem fazendo muita diferença.

O jogo de ontem começou tenso, com muitas faltas dos dois lados, mas aos poucos foi se soltando, o São Paulo, precisando fazer gols entrou com uma formação ousada, Cleber Santana, Rodrigo Souto e Hernanes são volantes que saem jogando, esse trio ficou um pouco mais trás no início do jogo (depois Hernanes acabou indo pra cima também) e teve Fernandão como meia, e os atacantes Dagoberto e Ricardo Oliveira buscando o gol. Na defesa, Jean e Júnior César subiam constantemente ao ataque, e a boa dupla formada por Miranda e Alex Silva ia dando conta do recado.

Gol que saiu ainda no primeiro tempo, mas não foi de nenhum dos homens de frente e sim do zagueirão Alex Silva, após falha escandalosa do goleiro Renan.

O gol animou ainda mais o São Paulo, mas não intimidou tanto assim o Inter, que
diferentemente do que o São Paulo havia feito no Beira Rio, não se retrancou, tentou buscar o gol e ser ofensivo até onde dava. Também com um trio de volantes muito técnico (Sandro, Guiñazu e Tinga) e de muita movimentação, D’Alessandro era o homem para criar jogadas, auxiliado de vez em quando pelas descidas dos laterais Nei e Kléber, que desceram muito pouco é bem verdade, os atacantes Taison e Alecsandro, também pouco apareceram. A zaga formada pelo capitão Bolívar e por Índio jogava com firmeza e seriedade.

O primeiro tempo terminou no 1 x 0, resultado que levaria a decisão pros pênaltis.

Mas logo no início do segundo tempo saiu o empate. Em falta cobrada por D’Alessandro o camisa 9 Alecsandro apareceu no meio do caminho e desviou a bola que morreu no cantinho do gol de Rogério Ceni.

Mal deu tempo pro Inter comemorar e o São Paulo voltou a frente, Ricardo Oliveira
recebeu em posição legal, livre dentro da área e fuzilou o gol de Renan.

O gol deu novo ânimo ao São Paulo, que se jogou ainda mais ao ataque, a entrada de Marlos no lugar de Cleber Santana confirmou ainda mais isso.

Pouco depois outro fator positivo para o Tricolor, Tinga cometeu falta dura em Júnior César e como já havia levado um amarelo levou o segundo e foi expulso.

Com um a mais, Ricardo Gomes ousou ainda mais e colocou Fernandinho e Marcelinho Paraíba em campo, o Tricolor Paulista tentou, tentou, tentou e não conseguiu furar o bloqueio vermelho. Vitória são-paulina e classificação colorada.

Celso Roth perde a invencibilidade no comando do Inter, mas também começa a perder a fama de que chega e não ganha, classificado para a final contra o Chivas Guadalajara, o Inter está muito próximo do bi-campeonato na Libertadores, vencendo ou não a equipe gaúcha já tem vaga garantida no Mundial de Abu Dhabi, por querelas entre a organização da Libertadores e da CONCACAF, em caso de time mexicano campeão da Libertadores o vice é quem representa a América do Sul, pois o representante mexicano no Mundial vem da competição organizada pela CONCACAF que reúne clubes das Américas Central e do Norte.

Enfim, isso tudo só quer dizer que o Inter além de ter merecido a vaga na grande
final ainda contou com a sorte de já estar previamente classificado para o Mundial, porém isso não impede a equipe de Celso Roth de ganhar o título da Libertadores e quebrar a horrorosa sequencia de derrotas brasileiras em finais de Libertadores, que já dura desde 2007 (Grêmio, Fluminense e Cruzeiro perderam respectivamente para Boca Juniors, LDU e Estudiantes em 2007, 2008 e 2009).

Agora é esperar pra ver essa final de Libertadores que promete, o cheiro é de um duelo de “Inters” na final do Mundial…

Copa Libertadores 2010

Assim como no ano passado, quando fiz um preview da Copa Libertadores, faço esse ano novamente.
A maior competição de clubes das Américas começa pra valer nesta terça, dia 9.
Até agora já tivemos confrontos pela chamada Pré-Libertadores, onde o Cruzeiro, único time brasileiro que teve que disputar a Pré-Libertadores conseguiu passar e bem pelo boliviano Real Potosí.
O favoritismo dos times brasileiros na edição deste ano é gritante. Os perigosos Boca Juniors, River Plate e LDU não vão nem disputar a competição e além disso todos os cinco brasileiros são clubes de tradição (com exceção do Corinthians todos já venceram a Libertadores pelo menos uma vez) e que vem com um objetivo claro: o título.
Por essas e outras, ao invés de arriscar os favoritos dessa vez, vou apenas falar um pouco mais de cada um dos cinco times brasileiros, querendo ou não vou falar de algum favorito nessa brincadeira:
Corinthians

A equipe paulista, que completa 100 anos nesta temporada seja talvez, dentre todos os brasileiros, a equipe que mais busca esse título, por vários motivos, mas principalmente por estar em ano centenário e por nunca ter conquistado a Libertadores.
Para que isso aconteça pela primeira vez o Corinthians investiu pesado. Manteve praticamente todo o time que venceu o Paulista e a Copa do Brasil do ano passado e trouxe várias contratações.
De todas as contratações os nomes de Roberto Carlos e Danilo são os mais badalados. O primeiro por estar reeditando a dupla com Ronaldo, que permance no Parque São Jorge. O segundo pelo seu bom futebol e experiência, um legítimo camisa 10, coisa que o Corinthians não tinha desde a saída de Douglas, em meados do ano passado.
Mas o Timão não é só badalação. Mano Menezes é um ótimo treinador, que está no comando do alvinegro há um bom tempo e que tem o time na mão.
O Corinthians é com certeza um dos grandes favoritos ao título. Experiência, aliada a muita técnica e uma torcida que espera por este tíutlo há muito tempo.
A caminhada alvinegra começa no dia 24 contra o Racing de Montevidéu, em São Paulo.
Cruzeiro

A Raposa vem calejada para essa Libertadores.
Depois de ser derrotada nas Oitavas da Libertadores de 2008 para o Boca Juniors e na final da Libertadores de 2009 para o Estudiantes, ambas em pleno Mineirão, a equipe mineira, bem mais experiente e testada vem em busca do tri em 2010.
A campanha, como eu já disse, já começou, foram dois confrontos contra o Real Potosí pela Pré-Libertadores, 1 x 1 na altitude de Sucre e um massacre de 7 x 0 no Mineirão.
Adilson Batista, contestado por parte da torcida em outros tempos, hoje parece ter torcida e time a seu lado. Apesar do Cruzeiro não ter se reforçado muito, a base de 2009 foi mantida e o principal jogador do time, Kléber, que estava praticamente acertado com o Porto, voltou atrás para disputar a Libertadores.
Ano passado muitos subestimaram, o Cruzeiro foi crescendo e chegou a final, esse ano essa história pode se repetir e quem sabe o título pode chegar à Toca da Raposa.
A estreia do Cruzeiro é uma parada difícil, contra o Vélez Sarfield, na Argentina, quarta-feira agora, dia 10.
Flamengo

Flamenguista que sou, estou confiante para essa Libertadores.
Depois de duas eliminações rídiculas, ambas nas Oitavas de Final, em 2007 e 2008, e um ano sem dipsutar a Libertadores, o Flamengo chega à competição como campeão brasileiro e com grandes chances.
Deevido a falta de reforços e ao começo ruim da defesa na temporada 2010, muitos torcem o nariz e não acreditam que o Flamengo possa brigar pelo título, mas, sinceramente, não é porque eu torço não, o Flamengo é sim candidato ao título.
As maiores atenções se concentram no chamado “Império do Amor”, a forte dupla de ataque formada por Adriano e Vagner Love, que vem se entendendo muito bem e promete ainda mais.
Além deles, apesar dos poucos reforços, a base é a mesma do hexacampeonato brasileiro, e ainda tem o fator Maracanã, os últimos jogos do Flamengo no estádio (antes dele ser fechado para as reformas visando a Copa de 2014) serão na Libertadores, apesar de ter sido eliminado lá dentro na última partipação na Libertadores, é bom não subestimar o poder da maior do mundo dentro do maior do mundo (deu pra entender, né?)
A estreia do Flamengo será no Maracanã, no dia 24, contra o vencedor do duelo entre Colón de Santa Fé x Universidad Católica.
Internacional

Vice-campeão brasileiro (do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil), o Inter está de volta a Libertadores e vem querendo o título.
Para isso foi buscar no Uruguai talvez a sua maior contratação para a temporada, o técnico Jorge Fossati.
Campeão da última Copa Sul-Americana pela LDU, o treinador uruguaio chegou, usou do jovem time B do Inter no começo do Gaúchão e depois colocou pra jogar os titulares que não decepcionaram, uma ótima campanha na temporada até agora.
Vieram peças para setores que o Colorado carecia, como o lateral direito Nei e o atacante Kléber Pereira. Além deles, a permanência dos outros principais destaques (Guiñazu, D’Ale, Kléber) faz do Inter um forte candidato.
A estreia colorada é no dia 23, no Beira-Rio contra o vencedor de Emelec x Newell’s Old Boys.
São Paulo

O Tricolor paulista, detentor de três títulos da Libertadores, vem em busca do tetra. O título da Libertadores é quase uma obsessão para a grande maioria dos torcedores são-paulinos e por isso o foco é total nesta competição.
Depois de um começo irregular na temporada 2010, o São Paulo tenta mostrar que o time pode melhorar muito. Chegaram vários reforços, como Marcelinho Paraíba, Cléber Santana, Rodrigo Souto, Alex Silva, dentre outros.
Depois do fim da hegemonia no futebol brasileiro o Tricolor vem se reconstruindo e continua com boa estrutura e um bom plantel, jogadores como Hernanes, Jorge Wagner e Rogério Ceni, que estão na equipe há um bom tempo são os pilares deste sem um destaque individual muito grande, mas com várias peças interessantes.
A estreia do São Paulo é no dia 10, no Morumbi, contra o Monterrey.
Bem, é isso. Agora é esperar a Libertadores começar e ver se o favoritismo brasileiro se confirmará ou não. Durante a competição falarei um pouco mais aqui no Un Quimera, principalmente sobre os jogos do Flamengo.

A Semana em Porto Alegre

Essa semana que abriu o mês de julho, no que se diz respeito a futebol, teve como sua capital a cidade de Porto Alegre.
Na quarta-feira, o segundo jogo da decisão da Copa do Brasil, disputado entre Internacional x Corinthians, no Beira-Rio e no dia seguinte, a decisão pra ver qual brasileiro enfrentaria o Estudiantes de La Plata na final da Copa Libertadores que será disputada nas próximas duas quartas.
Corinthians Tri-Campeão da Copa do Brasil

No primeiro dos dois grandes jogos, o Corinthians se deu bem, superou o trauma do ano passado, quando perdeu a final da Copa do Brasil para o Sport, jogando o segundo jogo fora de casa e com um empate em 2 x 2 se tornou tri-campeão da Copa do Brasil (o jogo de ida no Pacaembu tinha sido 2 x 0 para o Corinthians).


Aqui no Un Quimera, lá em fevereiro, um domingo antes de começar a Copa do Brasil eu dei os meus palpites sobre quem seria o campeão, dentre os times citados por mim, Internacional e Corinthians estavam lá.

O Inter, que talvez tenha percorrido um caminho mais complicado do que o do Corinthians para chegar a final era o grande favorito desde o início da competição, mas depois das quartas contra o Flamengo, muito do misticismo que cobria o Colorado foi quebrado.

Chegou para o primeiro jogo da final muito desfalacado e, não conseguindo fazer gol fora de casa tinha que fazer um resultado muito bom no jogo de volta, em Porto Alegre.

Mesmo com seus principais jogadores em campo, o time de Tite sentiu a pressão de ter que fazer esse bom resultado e entrou nervoso em campo, o Corinthians, que durante toda a competição soube se portar muito bem jogando fora de casa aproveitou esse nervosismo, e com gols de Jorge Henrique e André Santos, abriu 2 x 0 no primeiro tempo, praticamente matando o jogo.

Na volta para o segundo tempo o Inter até conseguiu o empate com dois gols de Alecsandro, o jogo ficou marcado também por muitas briguinhas e expulsões, destaque para o argentino D’Alessandro, camisa 10 do Inter, um excelente jogador de futebol, um dos melhores em atividade no Brasil, mas que perdeu a cabeça nessa final e cometeu atitudes de um verdadeiro “chico”.

O Corinthians mereceu o título e acumula agora 3 títulos em 7 meses (Série B, Paulista e Copa do Brasil), Mano Menezes aos poucos foi montando esse time que hoje é muito maduro, e consistente, tanto defensivamente quanto no ataque, o grande perigo é acontecer um desmanche, afinal, muitos dos titulares do Corinthians estão sendo observados por clubes europeus, e o mercado está aberto.

Cruzeiro na final da Libertadores

Ontem, quase um replay do jogo de quarta.

A situação do Grêmio era muito parecida com a do seu rival estadual, só que o Tricolor gaúcho tinha conseguido marcar um gol no jogo de ida, no Mineirão (que terminou 3 x 1 para o Cruzeiro).

E o time de Paulo Autuori até começou bem, tentando pressionar o Cruzeiro, mas apesar de chegar muito, não chegava com objetividade.

Ao contrário da Raposa que, em duas chegadas, meteu 2 gols.

Aos 34, o Gladiador Kléber fez ótima jogada pela direita e deu o primeiro gol para Wellington Paulista. Dois minutos mais tarde, de novo pela direita, Jonathan cruzou na cabeça do mesmo Wellington Paulista.

2 x 0 e partida praticamente decidida, assim como na quarta.

E pra terminar as coincidências do dia anterior, o Grêmio voltou para o segundo tempo sem desanimar e também conseguiu empatar, com gols de Réver e Souza.

Apesar desses dois resultados adversos é bom não subestimar o futebol gaúcho, que conta com dois bons times, alguns ótimos jogadores e que, desde 2006, vem conseguindo sempre resultados expressivos, até mesmo um Mundial.

Sobre os finalistas da Libertadores: o jogo de estreia será também o último jogo deles.

A exemplo da edição do ano passado, quando os dois finalistas (Fluminense e LDU) sairam do mesmo grupo, esse ano o Estudiantes de Verón e o Cruzeiro de Kléber também chegam a final vindos do mesmo grupo.

Na primeira fase o Cruzeiro venceu no Mineirão por 3 x 0, na estreia de Kléber, com dois gols do mesmo e o Estudiantes venceu em La Plata por 4 x 0. A final será um tira-teima e por ter feito uma melhor campanha na primeira fase, o Cruzeiro decidirá em casa.

Nada melhor do que um duelo Brasil x Argentina numa final de Libertadores, ainda mais numa tão simbólica, essa é a Libertadores de número 50.

O Cruzeiro é sim muito favorito pra essa final, mas o Estudiantes não costuma dar mole, e depois de perder a final da Sul Americana do ano passado para o Inter, esse ano Verón e cia. vem mais calejados para essa outra final contra um time brasileiro.