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Os "acontecimentos" de fevereiro/2009

Chega ao fim mais um mês, o menor deles e assim como fiz em janeiro coloco aqui
no Un Quimera os dois grandes “acontecimentos” (na minha opinião, é claro) do mês
de fevereiro.
E também como no mês passado falo sobre esporte e política mais uma vez.
Aí está:
O choro de Federer

Isso aconteceu no primeiro dia do mês de fevereiro.
Na decisão do Australian Open, um dos 4 Grand Slams do calendário do Tênis (os Grand Slams são as grandes competições do Tênis, onde estão os melhores tenistas).
E, pra variar um pouco, a final do Australian Open 2009 foi disputada entre o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal.
Os dois são os melhores tenistas da atualidade sem sombras de dúvida, até eu que não entendo quase nada sobre Tênis sei disso.
E depois de uma partida de pouco mais de 4 horas de duração (a partida em si poderia ter sido um “acontecimento”), na hora da entrega do troféu, Roger Federer simplesmente chorou.
Mas não foi qualquer choro, o suíço perdeu o jogo para Nadal por 3-2 e mais uma vez não conseguiu chegar a marca que deseja: conquistar 14 Grand Slams e igualar assim Pete Sampras, o tenista com maior número de Grand Slams conquistados.
Em um momento de muita emoção, Roger chorou e depois declarou:
– Esse é o pior dos sentimentos.
Como já falei, eu entendo muito pouco de Tênis.
Backhands, quebra de serviço, dupla falta, são palavras meio estranhas para o meu vocabulário.
Mas o que eu coloco como acontecimento está acima de tudo isso, no caso é o
choro do suíço, é a emoção, a vibração que todos os esportes conseguem causar em quem realmente gosta deles. Ainda numa declaração pós-jogo, Federer disse:
– Eu lutei, acho que joguei bem. Estou feliz com meu jogo. Queria que meu saque tivesse estado melhor, mas é algo que depende do dia. Eu amo este esporte. Ele significa o mundo para mim, então dói quando você perde.
Acho que não preciso falar mais nada sobre o assunto, vamos para o próximo.
O referendo venezuelano


No dia 15, na Venezuela, o povo foi as urnas votar em um referendo que poderia fazer com que a reeleição para presidente, governador e prefeito fosse ilimitada.
Com aproximadamente 56% contra 44%, o SIM venceu, e a partir de agora a reeleição na Venezuela é ilimitada.
O referendo foi proposta do atual presidente venezuelano Hugo Chávez.
O acontecimento no caso, foi o referendo, que muda muita coisa na Venezuela, mas é interessante também falar de Hugo Rafael Chávez Frías, uma das grandes personalidades políticas da atualidade.
Resumindo sua vida política: Tentou dar um golpe de Estado em 1992 e se deu mal: foi preso e ficou assim por 2 anos.
Seis anos depois, porém, se candidatou por um partido de esquerda e com 56% dos votos foi eleito presidente.
Daí pra frente Chávez mudou muita coisa no panorama sócio-político-econômico venezuelano.
Desde a criação de programas sociais até a nacionalização de empresas, Hugo, nestes 10 anos começou o que ele chama de Socialismo do Século XXI, ou Bolivarianismo.
Hugo Chávez se espelha no libertador Simon Bolívar, e também tem como modelo o ex-ditador cubano Fidel Castro.
Apesar das idéias claramente socialistas, de extrema esquerda, Chávez sempre manteve relações com o símbolo máximo capitalista (os EUA), o interesse comum entre ambos são os barris de petróleo, vale lembrar que a Venezuela é uma potência mundial quando o assunto é o ouro negro.
Ou seja, a Venezuela, apesar de tudo, ainda é um país capitalista, mas o referendo agora dá a Chávez a oportunidade de continuar com o seu plano socialista, segundo este plano, entre os anos de 2007 e 2021, a Venezuela passará por um processo de transição, e em 2021 será um país socialista, e terá as três principais característas do socialismo do século XXI: Bem Comum, Produção Social e Participação Direta.
Pra finalizar: O referendo é um acontecimento que deverá refletir e ter real importância no futuro. É esperar pra ver…