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Grandes Personagens – V – Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins)

Esse é o último post da série Grandes Personagens, completa 5 personagens, é lógico que existem muitos outros Grandes Personagens no mundo do cinema, mas esses cinco que citei são especiais, o de hoje talvez seja um dos melhores, senão o melhor desses cinco.
Baseado nos livros de Thomas Harris, uma série de 4 filmes foi gravada, os filmes em questão são: Dragão Vermelho, O Silêncio dos Inocentes, Hannibal e Hannibal – A Origem do Mal.
Todos eles giram em torno de serial killers, homicídos, FBI, e distúrbios psicológicos, a figura central de todos esses filmes é o nosso personagem de hoje: Dr. Hannibal Lecter.
Antes de entrar de vez no personagem, vale um parágrafo pra falar do ator, que é Anthony Hopkins.
Sir Philip Anthony Hopkins, britânico naturalizado estadunidense, teve em Hannibal Lecter seu personagem de maior destaque, porém já interpretou vários outros importantes personagens durante sua enorme carreira, tais como: Zorro, no filme A Máscara do Zorro, Quasímodo, em O Corcunda de Notre-Dame, Abraham Van Helsing no Drácula de Bram Stoker, entre outros.
Entrando na história agora, tudo começa pelo final.
É estranho isso, mas é o seguinte, o último dos 4 filmes gravados (Hannibal – A Origem do Mal) foi gravado em 2007 e é nesse filme, como o próprio nome já diz, que tudo começa, nele são expostas a infância e juventude do que viria a se tornar “Hannibal Canibal”.
Seguindo a cronologia, o segundo filme seria Dragão Vermelho, onde logo no início, o Dr. Hannibal Lecter, agora já adulto e com alguns crimes já cometidos, é capturado pelo agente do FBI Will Graham, ele passa todo o filme dentro da prisão, mas enquanto isso surge a figura do Dragão Vermelho, codinome de Francis Dolarhyde, serial killer que matava famílias inteiras e tinha uma verdadeira admiração pelo Dr. Lecter, até consegue se comunicar com o próprio via carta, e é instigado por Lecter a destruir Will Graham e sua família.
Depois vem o que eu considero o melhor filme da série, Silêncio dos Inocentes.
Nesse filme é introduzida na trama a atraente agente Clarice Starling, que é colocada frente a frente com Hannibal, quando este ainda está sob o controle do asqueroso Dr. Chilton (chefe do presídio-manicômio em que está Hannibal), e Starling, aos poucos, vai conseguindo tirar informações do Dr. Lecter, que iriam ajuda-la a solucionar o caso desse filme, o caso do serial killer Buffalo Bill, que matava mulheres para fazer roupas com a pele delas.
É neste filme também que, após compartilhar informações, Hannibal consegue ser transferido do presídio de Baltimore para Memphis, muito inteligente e astuto, consegue fugir do presídio e termina o filme em liberdade.
No terceiro filme, Hannibal, Dr. Lecter está com outra identidade, vivendo em Florença, cidade que ele já tinha citado no filme anterior, é muito interessante também essa vertente do Dr. Lecter, canibal sim, psicopata sim, mas um grande admirador das artes como um todo, e um ser humano inteligentíssimo.
Nesse filme, que se passa 10 anos depois do Silêncio dos Inocentes, Manson Verger, um antigo paciente do Dr. Lecter e um dos únicos que conseguiram sair com vida após terem sido atacados por Hannibal, planeja uma vingança, contrata homens, corrompe alguns membros do FBI e consegue enfim capturar Hannibal, que havia voltado de Florença para os EUA, por causa de Clarice Starling, nessa altura o Dr. Lecter já estava apaixonado pela agente do FBI.
Mas a captura de Verger não atinge o sucesso máximo, é só assistir o filme que dá pra ver como termina toda essa história, cheia de suspense, inteligência e muito mais, um quase thriller muito refinado, sensacional!

Grandes Personagens – IV – Catherine Tramell (Sharon Stone)

Quarto post da série Grandes Personagens, não é machismo, mas apenas hoje aparece uma atriz (e que atriz).
O Grandes Personagens de hoje fala da sedutora Catherine Tramell, personagem que deu a Sharon Stone o título de símbolo sexual.
Além de Instinto Selvagem, Sharon Stone também se destacou em Diabolique, Cassino, Mulher-Gato entre outros, a sensualidade é sim sua principal característica, porém a inteligência e a personalidade de Sharon também são muito fortes, não é a toa que ela possui uma estrela na Calçada da Fama.
O filme (Instinto Selvagem) é famosíssimo, e muito dessa fama foi conquistada pela indescritível cruzada de pernas de Catherine quando está sendo interrogada na delegacia.
Mas não é só por isso que o filme e o personagem de Sharon Stone são tão famosos e elogiados.
A trama é alucinante, e logo no início acontece um sórdido crime: o ex-astro do rock, Johnny Boz, é assassinado na cama por uma mulher, que literalmente o picou com um “Ice Pick”.
O crime é motivo para uma forte investigação policial. E a grande suspeita é Catherine Tramell, namorada de Johnny Boz.
Quando é chamada para ser interrogada vai sem pedir advogados, cruza as pernas, passa pelo detector de mentiras e parece que realmente não tem nada a ver com o assassinato.
Porém, durante o filme parece que tudo a incrimina. Ela é uma escritora, e todos os seus romances são relacionados a assassinatos ou tragédias que aconteceram durante sua vida, a morte dos pais, a morte de um professor da faculdade, a morte de um ex-namorado.
Para deixar o filme ainda mais picante, Catherine Tramell começa a escrever um romance sobre um detetive, que, pra variar também morre no final, mas no caso o detetive da “vida real” em que ela se inspira é Nick Curran. E Nick é
quem tenta provar que ela é culpada, mas aos poucos vai se envolvendo de uma maneira perigosa com Catherine, até chegar ao ponto da “transa do século”.
Depois desse episódio as coisas começam a se revelar verdadeiramente, até que se descobre quem realmente assassinou Johnny Boz.
Um filme como esse não dá pra contar o final, recomendo mesmo que assistam e reparem principalmente na estonteante Catherine Tramell.

Grandes Personagens – III – Henry Gondorff (Paul Newman)

Hoje é dia de Grandes Personagens aqui no Un Quimera.
E o post de hoje vem um tanto quanto saudosista, o personagem é o grande vigarista Henry Gondorff, do filme Golpe de Mestre, vencedor do Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora e Melhor Roteiro Original.
Depois de tantas estatuetas dá pra perceber que o filme e o personagem não são ruins, mas talvez melhor ainda seja o ator: Paul Newman.
Talentosíssimo, Newman teve inúmeras interpretações marcantes, como em Gata em teto de zinco quente, O Indomado, A Cor do Dinheiro e por aí vai.
Em Golpe de Mestre, onde interpretou Henry Gondorff talvez não tenha sido tão falado, mas o personagem é muito interessante e caiu como uma luva para o estilo de Paul.
A primeira aparição de Gondorff no filme é bem engraçada, bêbado, adormecido do lado da cama, quando Johnny Hooker vê essa cena não dá nada para Henry, mas aos poucos o personagem de Paul Newman vai mostrando porque é um grande personagem e vigarista.
A frieza e sagacidade de Gondorff, aliada a vontade de Hooker em vingar Luther levam os dois e muitos amigos a tramarem um legítimo Golpe de Mestre pra cima do poderoso gângster novaiorquino Doyle Lonnegan.
O filme vai desenrolando-se aos poucos e o golpe do Telégrafo vai sendo meticulosamente executado, até que chega o momento em que Lonnegan aposta meio milhão de dólares em Lucky Dan, o golpe é concluido com perfeição, o dinheiro fica com Gondorff e Hooker, e, além disso, o “guardinha” Snyder também é enganado, num gran finale sensacional.
A importância de Henry Gondorff para o filme é enorme e todo o estilo de Paul Newman dão ao personagem um ar superior aos outros, um verdadeiro vigarista de classe.
Fugindo um pouco do personagem, vale destacar também a ótima trilha sonora do filme, composta toda por Scott Joplin, no maior estilo ragtime da década de 1910, as músicas se encaixam perfeitamente na Chicago da década de 1930, época e lugar nos quais são ambientados o filme. O destaque maior é para a famosa “The Entertainer”, pra fechar o post nada melhor do que clicar no link abaixo e escutá-la:

Grandes Personagens – II – John Keating (Robin Williams)

No segundo post da série Grandes Personagens, que até agora conta com a presença de Saruman, brilhantemente interpretado pro Christopher Lee, vou falar sobre um filme muito bom!
O detalhe é que a primeira vez que assisti esse filme foi há 3 anos, e foi um professor que passou, em sala de aula.
O filme em questão é: Sociedade dos Poetas Mortos.
Um filme que mostra uma escola tradicional dos Estados Unidos, com normas rígidas e conservadoras, sendo repensada por um novo professor (John Keating) e pelos seus alunos, que passam a ter novas idéias, depois das aulas de Keating.
É legal essa idéia de tentar retratar em um caso isolado, como esse do filme, o que um bom professor pode fazer na vida de seus alunos, na verdade sou muito influenciado por meus professores e se gosto tanto de escrever e pensar muito disso tudo é culpa deles.
Mas não tô aqui pra puxar saco de ninguém, mas sim falar do filme, mas especificamente do personagem de Robin Williams.
Antes, falo do ator, que dispensa muitos comentários, consagrado, tem vários filmes e prêmios no currículo, poderia até pesquisar a filmografia dele e etc, mas quando o assunto é Robin Williams, logo me lembro de Patch Adams, outro filme de muito sucesso do Robin Williams, um longa que retrata bem o que é esse grande ator.
Mas voltando a “sociedade”, o filme deixa para quem o vê, duas frases principais, que têm relação direta com o personagem John Keating, por isso, o post vai consistir em citá-las e comentá-las:
“Oh! Captain! My Captain!”
Logo quando se apresenta aos alunos John Keating diz que gosta de ser chamado assim: Oh! Captain! My Captain!, uma citação de um poema do poeta estadunidense Walt Whitman, precursor do verso livre naquele país, o “captain” em questão era Abraham Lincoln.
Dá pra perceber no filme também, que além de Whtiman outros poetas são citados, mesmo que de uma maneira mais disfraçada como é o caso de Shelley e Shakespeare.
“Carpe Diem”
Pesquisando descobri que o conceito Carpe Diem é do poeta latino Horácio (65 a.C. – 8 a.C.) e quer dizer: Aproveite o dia.
É isso que John Keating tenta passar a toda hora para seus alunos, mostrando a eles que cada um
tem seu próprio estilo (cena do pátio) e que cada um pode ter visões diferentes (famosa cena em que ele sobe em cima da mesa), outra parte que eu também gosto muito é quando John Keating manda seus alunos rasgarem uma página do livro que fala várias coisas sobre poesias mas na verdade não quer dizer nada.
Utilizando desses dois conceitos John Keating muda muita coisa na escola de Welton, um filme que me marcou e uma atuação fantástica de Robin Williams, pra fechar esse post nada melhor do que alguns versos:
Existo como sou,
isso é o que basta:
se ninguém mais no mundo
toma conhecimento,
eu me sento contente;
e se cada um e todos
tomam conhecimento,
eu contente me sento.

Existe um mundo
que toma conhecimento,
e este é o maior para mim:
o mundo de mim mesmo.
Se a mim mesmo eu chegar hoje,
daqui a dez mil ou dez milhões de anos,
posso alcançá-lo agora bem-disposto
ou posso bem-disposto espetar mais.
Walt Whitman

Grandes Personagens – I – Saruman (Christopher Lee)

Este é o primeiro de uma série de posts dos quais vou falar sobre persongens do
mundo do cinema que merecem o adjetivo grandes.
Grandes na importância para a trama, grandes no nível do ator que os interpretou,
grandes em todos os aspectos.
E, pra começar, um personagem que aparece numa trilogia que saiu dos livros para
as telonas.
Sim, falo de O Senhor dos Anéis, obra do escritor J.R.R. Tolkien, um dos
dessa fantástica obra que, no início da década foi transportada para os cinemas
e contou com a direção de Peter Jackson.
Num elenco recheado de talentos como Cate Blanchett, Liv Tyler, Hugo Weaving,
Viggo Mortensen, Sir Ian McKellen e por aí vai, surge Christopher Lee, consagrado
ator, dono de uma voz indescritível e famoso por trabalhos mais antigos, como a
sublime interpretação do Conde Drácula, décadas atrás.
A relação entre Christopher Lee e o seu personagem Saruman foi perfeita, na obra
de Tolkien uma característica marcante do mago branco é o poder de sua voz, a
segunda parte da trilogia (As Duas Torres) contém um capítulo inteiro falando
sobre este peculiar poder exercido pela voz de Saruman, intitulado justamente de
“A Voz de Saruman”, um trecho do capítulo está aqui:
“As pessoas que escutavam aquela voz desavisadamente mal conseguiam depois
reportar as palavras que tinham ouvido; e quando conseguiam titubeavam, pois
pouca força restava nelas. A maior parte do que conseguiam lembrar era o prazer
que sentiram ao ouvir a voz falando, e que tudo o que ela dissera parecera sábio
e razoável, despertando neles um desejo de, mediante um acordo rápido, parecerem
sábios também. Quando outras vozes falavam, pareciam por contraste rudes e
grosseiras; e se se opusessem à voz o ódio se acendia no coração dos que estavam
sob o efeito do encanto.”
Christopher Lee soube muito bem como explorar isso, e no filme, apesar dessa
questão da voz não ter tanto destaque assim, a voz de Saruman faz diferença, em
cenas como o encontro de Gandalf e Saruman, na Sociedade do Anel, bem no começo
do primeiro filme, quando Saruman propõe a Gandalf uma aliança com Sauron.
Além disso, Lee também conseguiu expor muito bem o lado “mal” de Saruman, apesar
de parecer um grande vilão no filme, na verdade Saruman é um personagem meio
dividido entre a benevolência do Conselho Branco e da Ordem dos Istari (afinal,
participava das duas) e a sua ambição em dominar a TM. E o lado ambicioso de
Saruman ficou muito claro com Lee.
No mais, acho que bom mesmo seria assistir a trilogia (Saruman aparece apenas nos
dois primeiros filmes) e poder ver bem toda a sagacidade, poder e ousadia de
Saruman, também chamado de Curunír na língua élfica.
Obs.: Pra entender um pouco de como a voz de Christopher Lee é tão potente quanto
a de Saruman é só dar uma olhada nessa música: The Magic of the Wizard Dreams.