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QuimeraCast #05 – A perplexidade, a América e o Brasil

Caros leitores e ouvintes, o QuimeraCast está de volta!

Depois de três meses sem dar as caras por aqui, o podcast do Un Quimera enfim voltou. Como já disse desde o início a ideia do podcast sempre foi muito desejada por mim, mas por todo amadorismo e falta de condições mesmo, a ideia de soltar um por mês acabou ficando pra trás.

Com a periodicidade estourada, pelo menos por enquanto, vou ir lançando assim que der, espero poder voltar a ter uma periodicidade mais “garantida” em pouco tempo.

E hoje, o quinto QuimeraCast, a exemplo do primeiro, vai falar sobre futebol. Durante todo esse mês de julho e também agora na primeira semana de agosto, estou passando férias aqui em São Gonçalo do Sapucaí. Paralelamente a isso, também rolou a Copa América, aí conversando com o pessoal daqui resolvemos fazer um podcast falando essa Copa América e o papo acabou seguindo um pouco pros lados do Campeonato Brasileiro 2011.

Pra fechar de vez o assunto Copa América e já dar a deixa para um podcast de fim ano que falará mais especificamente sobre o Campeonato Brasileiro 2011, eu, Rogério Xablau, Mauro Boizão, Marcelo Cabeça, Guilherme Picolé, Lucas Moreno e João Otávio, Bota Fogo, falamos sobre um campeonato que colecionou zebras, frangos, pênaltis perdidos, perplexidade e cavadinhas além de pitacos sobre o início de outro campeonato com ótimas campanhas, algumas decepções, muitos gols e ainda um único invicto.

Duração: 59 min.

É só baixar e ouvir:

QuimeraCast #05 – A perplexidade, a América e o Brasil

Le Rouge et Le Noir #08

Começo o mês de agosto (mês esse que promete muitos posts no Un Quimera) falando do Flamengo. Com mais um post da série Le Rouge et Le Noir.

Escrever sobre o Flamengo as vezes é sinônimo de cobrança, de tentar ver o que está errado e quem sabe ajudar. Isso é muito interessante. Mas escrever quando está tudo “numa relax, numa tranquila, numa boa” também é muito bom. Esse grande momento que vive o Flamengo, alavancado principalmente pelo duelo contra o Santos na última quarta-feira, foi o assunto que tratei no meu post lá no Confio no Mengão. Reproduzo aqui o texto “Construindo a História”:

Construindo a História

O futebol é algo que se encerra no terreno da temporalidade.

Na semana passada escrevi aqui o post que falava da questão do Flamengo ser o último invicto do Brasileirão, mas que ao mesmo tempo vacilava dentro de casa em jogos teoricamente mais fáceis, como no duelo contra o Ceará.

Hoje, uma semana depois, a história é outra. A confiança depositada no time, mesmo depois do empate contra o Ceará dentro de casa, foi válida, em dois jogos depois disso (Santos e Grêmio), duas belas vitórias, históricas.

Muito se falou nesse ponto também. Adjetivando essas duas vitórias como históricas, pelo fato do grande número de gols e do belo futebol apresentado nos dois lados, no duelo da Vila Belmiro, e pelo reencontro de R10 com seu primeiro time, no duelo do Engenhão, têm-se a sensação de algo grandioso dentro da história do futebol e do Flamengo, e realmente é essa a ideia.

Foi pensando nesse aspecto histórico que tive a ideia do que escrever no post de hoje. Como o Diogo bem falou, há muito tempo não se via um Flamengo tão inspirado, tão determinado e com uma sequência tão boa. Começamos hoje o mês de agosto e do início do ano até hoje o Flamengo só perdeu uma partida.

As expectativas criadas em cima desse time não foram pequenas, as vindas de Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves animaram muito a torcida e desde o começo, como é de praxe quando de trata do clube com a maior torcida do mundo, a cobrança foi enorme.

E a equipe foi sendo montada aos poucos, evoluindo, e já tem uma autonomia, já é com certeza uma das melhores equipes do Brasil. O duelo contra o Santos foi crucial pra poder afirmar isso sem medo. Aquele jogo não será esquecido tão cedo e é uma mostra de que o Flamengo tem padrão de jogo, tem elenco, tem raça e respeita os adversários, entrar de salto alto é coisa do passado.

E a cada vitória e cada empate, e até mesmo na única derrota do ano, os pequenos erros e acertos foram sendo avaliados e aos poucos a equipe foi crescendo cada vez mais, até chegar no que parece ser o auge desse time.

Mas é aí que mais uma vez foco no aspecto histórico. Todo esse bom momento pode passar batido caso a equipe faça com que esse bom momento se torne o seu melhor momento. Ainda há muito a evoluir, sem falsa modéstia, todos sabem que o que se quer é a conquista do hepta nesse ano e muito mais nos anos seguintes.

E para conseguir tudo isso o time precisa continuar focado, mostrando esse bom futebol, agressivo, ofensivo e competitivo e com a tranquilidade de saber que no caminho para os títulos derrotas fatalmente virão, mas terão que ser contornadas por mais e mais vitórias.

Encerro o post com a alegria de ver o Flamengo jogando um bom futebol, vencendo e convencendo, e com a calma e a sensatez de saber que ainda tem muita bola pra ser jogada.

#ConfionoMengãoINVICTO , #RumoaoHepta

SRN

Le Rouge et Le Noir #07

Hoje, depois de muito tempo, volto a escrever no blog Confio no Mengão. Pelo nome já deve dar pra sacar que este é blog é produzido por torcedores do Flamengo que gostam de escrever sobre o time. Estou lá desde 2007. A princípio volto a escrever lá todas as segundas-feiras.

Então o esquema vai ser o seguinte: dos 4 posts mensais que eu colocarei lá um será o Le Rouge et Le Noir do mês aqui no Un Quimera. Nesse mês comecei falando sobre as tão faladas contratações, que rondam todos os noticiários esportivos nessa época em que o campeonato ainda não começou de vez, tanto aqui como no Confio no Mengão o texto é o mesmo e aí vai:

Especulações, contratações…

Fala rapaziada do Confio no Mengão.

Depois de um bom tempo volto a postar por aqui. A princípio todas as segundas-feiras.

E hoje venho falar sobre o que mais de fala nesses períodos em que os jogos ainda não estão rolando naquela sequência frenética de domingo-quarta, domingo-quarta. São as contratações.

Acredito que todos pensam que é importante para o Flamengo e para qualquer clube reforçar seu plantel, até porque o Brasileirão é um campeonato longo e difícil e que sem um elenco qualificado é praticamente impossível vencê-lo.

Isso é fato. O que incomoda as vezes é a supervalorização que a imprensa dá pra esse assunto. Pra vender jornal e ganhar ibope surgem os mais variados nomes de potenciais contratações do Flamengo, criam uma expectativa enorme e depois muitas vezes acabam não dando em nada.

A contratação de Ronaldinho Gaúcho é talvez um bom exemplo dessa supervalorização. Enquanto Palmeiras e Grêmio bradavam pra todo mundo que o craque já era deles o Flamengo agia silenciosamente, como tinha que ser feito, e no fim conseguiu acertar com o camisa 10. Se eles está rendendo o que se esperava ou não aí já é outra história que não cabe ser discutida agora.

Mas o que quis dizer com esse exemplo é que apesar de todos ficarmos curiosos e interessados pra saber quem vem pra reforçar o time, é bem melhor não ficar sabendo tanto, somente quando realmente houver o acerto. Nas contratações recentes foi assim, tanto Júnior César quanto Aírton e agora Alex Silva (três ótimas contratações na minha opinião) vieram dessa maneira mais silenciosa, sem muito alarde.

A bola da vez é o atacante e as longas, chatas e arrastadas novelas de Vagner Love, André e Kleber não me parecem coisa que valha a pena ficar acreditando e comentando. Ariel e Amauri são nomes que podem chegar sem tanto oba-oba e funcionar muito bem. O argentino fez boas partidas pelo Coritiba, é jovem e tem muita presença de área. O brasileiro naturalizado italiano foi um dos principais jogadores da Juventus nas últimas temporadas e também sabe fazer gols. Tanto um como outro podem ser boas contratações para o Mengão.

Mas sinceramente, com a vinda de Alex Silva pra fechar ainda mais a zaga, já muito bem protegida pelos cães de guarda Aírton e Willians, acredito que o elenco já é forte o suficiente para a disputa do Brasileirão. A grande maioria da torcida ainda quer mais um nome de peso para o ataque, mas apesar das inúmeras críticas Deivid aos poucos vai voltando a fazer seus gols e jogar bem.

Na quarta-feira temos o duelo contra o Palmeiras pela 10ª rodada do Brasileirão e aí o campeonato vai definitivamente engrenar com uma sequência de jogos contra Ceará, Santos, Grêmio, Cruzeiro e Coritiba, para depois estrear na Copa Sulamericana contra o Atlético-PR.

Hora de confirmar a boa colocação e permanecer de vez na briga pelo hepta!

SRN

Le Rouge et Le Noir #06

O sexto post da série Le Rouge et Le Noir falará um pouquinho desse começo de Brasileirão 2011 e muito sobre a despedida de Dejan Petkovic, o Pet.

O último jogo oficial de Pet foi ontem contra o Corinthians, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Depois de vencer bem o Avaí na estreia e de um empate em 3 x 3 contra o Bahia na segunda rodada, o Flamengo encarou o Corinthians no Engenhão, sem Thiago Neves, que está com a Seleção para outra despedida, a de Ronaldo, mas com Pet de titular.

Sobre o jogo em si nem vou falar muita coisa. Empate em 1 x 1 com gols de Willian pelo Corinthians e Renato pelo Flamengo. A atuação de Pet não foi das melhores, mas levando-se em consideração a falta de ritmo de jogo e a aposentadoria iminente também não foi das piores, Pet se movimentou, deu bons passes e como sempre se importou com o time e não apenas com ele.

Durante a semana que se passou muito foi discutido a questão de se fazer toda essa festa de despedida para o Pet num jogo que valia 3 pontos, e que pode ter consequências lá na frente e muitos foram contrários a essa escolha de Luxemburgo e de todos de escalar o sérvio na partida de ontem. Isso realmente tem coerência, não é preciso ir longe para lembrar da festa feita para Joel Santana no jogo contra o América-MEX pelas Oitavas da Libertadores de 2008, o resultado todo mundo sabe qual foi. Porém, quando se fala de Pet, acredito que a despedida dele num jogo valendo pontos é algo mais positivo do que negativo. O sérvio não comprometeu em momento algum do jogo. Enfim, pra mim foi uma bola dentro essa despedida do Pet num jogo tão importante.

Mas como já adiantei, sobre o jogo não vou falar muita coisa, quero mesmo é falar do Pet.

Pode ser pretensão ou então deslumbramento totalmente parcial de um fã, mas acredito que Dejan Petkovic marcou um importante capítulo da história do Flamengo, após essa sua aposentadoria ontem, penso em Pet não só futebolisticamente, mas também historicamente.

O milagroso e épico gol na final do Carioca de 2001 contra o Vasco, o título da Copa dos Campeões do mesmo ano e a redentora volta em 2009 que culminou no hexacampeonato brasileiro, são feitos da carreira de Pet com a camisa do Flamengo que pude acompanhar de perto (essa volta em 2009 mais perto ainda), e o pensamento de num longínquo dia, num longínquo futuro poder dizer para netos ou outras crianças de duas ou três gerações a frente da minha que VI Pet jogar é algo interessantíssimo.

Porque sim, vejo Pet como um dos grandes jogadores da história do Flamengo, seus números comprovam isso, mas não só pelos exatos números, a raça, a força de vontade do sérvio são gritantes, outro ponto que merece destaque é o seu espírito de equipe, por mais que em vários momentos Pet tenha sido o principal jogador do time, ele parece querer esconder isso e deixar os holofotes para outros jogadores. Isso porque nem falei da técnica do sérvio, “o rei do gol olímpico, o goleiro nem se mexe”, o exímio cobrador de faltas, o jogador cerebral, legítimo camisa 10 (ou 43, que seja).

Dito isto sobre o Pet, falo um pouco também desse começo de Brasileirão. A estreia contra o Avaí foi um dos melhores jogos do Flamengo no ano, belos gols, boas jogadas e tudo mais. No segundo jogo contra o Bahia a grande atuação de Egídio, com direito a gol, foi uma boa surpresa, mas também rolou uma surpresa nada boa, depois de várias mudanças de placar durante o jogo, o 3 x 2 no placar, com um a mais em campo parecia ser o resultado do jogo, mas um gol de Jobson nos últimos minutos do jogo deu ao Flamengo seu primeiro empate no campeonato, com gosto de derrota. Ontem, como já disse mais um empate, dessa vez em casa.

Nono colocado. São 5 pontos em 3 jogos e o melhor ataque da competição com 8 gols. Não é o pior dos começos, porém esses dois empates, principalmente o empate contra o Bahia, já são pontos a serem pensados. Todo mundo sabe que Brasileirão por pontos corridos é aquela coisa complicada, que requer regularidade e frieza na hora de pontuar. Dois empates aparentemente comuns nesse começo podem significar algumas posições a menos na tabela. E como todo mundo também sabe que o Flamengo entrou no campeonato pra não ficar com nenhuma posição a menos que ninguém, é bom parar de tropeçar assim o quanto antes.

Esse aviso contudo não quer apenas criticar, é até comum resultados assim no começo do campeonato, o que muita gente esquece é que já estamos em junho e até agora em 2011 o Flamengo só perdeu um jogo. Quer dizer, o time vem a cada dia crescendo e se encorpando mais, reforços pontuais estão chegando e o título carioca já chegou. Só não pode é perder essa pegada, só não pode é voltar a ser o Flamengo de 2010.

No mais, VALEU PET!

Brasil Tricolor

Como de costume, ao fim dos grandes campeonatos de futebol coloco um post aqui falando sobre o campeonato em geral, o campeão, a final ou os jogos decisivos.

No caso do Brasileirão, como no ano passado o Flamengo foi campeão o post foi mais uma comemoração, hoje, sem comemoração nenhuma, devido a péssima 14ª colocação do Flamengo no Brasileirão desse ano, falo sobre o título do Fluminense, para alguns bi e para outros tricampeão brasileiro.

O Campeonato Brasileiro desse ano teve algumas semelhanças com a edição passada.

Muito competitivo, levou a briga pelo título e por uma possível vaga na Libertadores até a última rodada, sem contar é claro a briga contra o rebaixamento, assim como no ano passado.

Dos 4 times que subiram da segunda divisão no ano passado, 3 permaneceram, o único a cair foi o Guarani, que ao lado de Grêmio Prudente, Goiás e Vitória vão disputar a Série B em 2011. O Prudente desde o início foi mesmo o time mais inofensivo da competição, para o Vitória a queda talvez tenha sido uma surpresa muito grande, o rubro-negro baiano havia chegado até a final da Copa do Brasil e feito boas campanhas nos anos anteriores, caiu muito de rendimento no fim do campeonato e sucumbiu, o Goiás oscilou bons e maus momentos, mas os últimos prevaleceram e o time esmeraldino cai para a segunda divisão, podendo realizar algo inédito no ano que vem: disputar, no mesmo ano, a Série B e a Copa Libertadores da América, é isso mesmo, basta confirmar sua vantagem, hoje, as 22h, contra o Independiente pela final da Sul-Americana, o jogo é na Argentina e no Serra Dourada o Goiás venceu por 2 x 0, as chances goianas de título são grandes.

Essa questão da Copa Sul-Americana, a partir desse ano dar ao campeão uma vaga na Libertadores do ano seguinte influiu muito no Brasileirão, caso o Goiás seja mesmo o campeão, apenas os 3 primeiros colocados do Brasileirão (Fluminense, Cruzeiro e Corinthians) irão a Libertadores. Caso o Goiás perca o quarto colocado Grêmio é quem vai.

Grêmio que garantiu essa vaga na última rodada, num confronto direto contra o Botafogo, que também buscava essa vaga, o Grêmio venceu por 3 x 0 e confirmou o ótimo segundo turno, o tricolor gaúcho depois da entrada de Renato Gaúcho no comando técnico subiu muito de produção, fez ótimos jogos e teve o artilheiro da competição, Jonas, com 22 gols.

Além de Grêmio e Botafogo, que depois de muito tempo fez um bom campeonato, mostrando a força do elenco e de Joel Santana, Atlético/PR, São Paulo e Palmeiras também chegaram a disputar verdadeiramente essa vaga, a equipe paranaense teve bons momentos na competição, principalmente quando estava sob o comando de Carpegiani, e até as últimas rodadas ainda tinha chances reais de conquistar a vaga na Libertadores, já a dupla paulista deu adeus a esse sonho um pouco antes, o Palmeiras na verdade depositava suas esperanças na Copa Sul-Americana, mas acabou sendo eliminado nas semi-finais pelo Goiás, o São Paulo, depois de muito tempo, não consegue essa vaga na Libertadores, fez um campeonato apenas comum e vem passando por uma reformulação nas mãos de Carpegiani.

Faltou falar de Santos e Inter, que por terem conquistado Copa do Brasil e Libertadores, respectivamente não se importaram muito com o Brasileirão, mas até que terminaram bem; Vasco, Ceará, Atlético-MG, Atlético-GO e Avaí tiveram participações bem discretas, os três últimos até certo ponto correram sérios riscos de rebaixamento, já Vasco e Ceará em nenhum momento nem correram reais riscos de rebaixamento nem aspiraram por algo maior.

O Flamengo, como já havia dito, terminou em 14º e apesar de ter corrido risco de rebxaimento não esteve dentro da zona de rebaixamento em nenhum momento nesse campeonato, com a entrada de Vanderlei Luxemburgo o time mostrou uma pequena melhora em relação ao time de Silas, mas ainda sim esteve muito mal e uma grande reformulação deve acontecer agora.

Enfim, esse é um panorama rápido do que foi o rebaixamento e a luta pela Libertadores e as posições discretas da tabela, mas o intuito principal do post é mesmo falar do campeão Fluminense.

O tricolor carioca, dois de 26 anos, conseguiu conquistar o maior título nacional. Alguns momentos foram decisivos dentro da competição para esse título e algumas polêmicas envolvendo os três candidatos ao título também apimentaram ainda mais a competição.

Mas antes disso vale dar os créditos ao Fluminense que vinha de um Brasileirão horrível, onde chegou a ter 99% de chances de cair pra segunda divisão, mas onde também se reergueu e com uma arrancada final exepcional  começou a moldar o que seria esse time campeão de 2010.

Com um primeiro semestre fraco no Carioca e na Copa do Brasil, Muricy Ramalho chegou como o nome que resolveria os problemas do Flu.

E ele mal começou a fazer isso veio um convite pra ser técnico da Seleção Brasileira. Não é qualquer um que recusaria isso, mas ele e o Fluminense recusaram, e o treinador então três vezes campeão brasileiro ficou nas Laranjeiras.

Isso acabou interferindo em outro concorrente ao título, o Corinthians. Quem assumiu a Seleção foi Mano Menezes deixando o Corinthians em ótima posição no Brasileirão, com uma campanha quase perfeita, nas mãos de Adilson Batista.

O ex-técnico do Cruzeiro não conseguiu encaixar seu estilo de jogo no Parque São Jorge, o que fez o Corinthians perder jogos importantes e cair um pouco dentro da competição.

Enquanto isso o Fluminense de Muricy ia ganhando pontos importantes e outro time começava a surgir como potencial candidato ao título, o Cruzeiro de Cuca.

A equipe mineira, comandada pelo argentino Montillo, um dos melhores jogadores desse campeonato, fez um final de primeiro turno e começo de segundo avassalador, jogando um futebol envolvente e chegando até a liderança em determinado momento da competição.

Mas se o Cruzeiro tinha Montillo, o Fluminense tinha Conca. O argentino do Flu jogos todos os jogos do campeonato e em muitos deles decidiu as coisas a favor do tricolor carioca, dentro das semelhanças do campeonato do ano passado com esse, além do campeão carioca, o campeão também contou com um estrangeiro que articulou muito bem o meio de campo e fez o time jogar.

Mas o Fluminense ao longo do campeonato foi tendo uma série de lesões e jogadores importantes como Fred, Emerson, Deco e Diguinho ficaram fora de vários jogos do Flu.

A campanha não foi só alegria, tiveram alguns tropeços e tropeços grandes inclusive, afinal, o Flu perdeu seus confrontos diretos contra Cruzeiro e Corinthians no segundo turno, para o time mineiro por 1 x 0 em Minas e para o Corinthians pro 2 x 1 no Rio, jogo que marcou o último gol de Washington na competição, o atacante que jogou boa parte da competição devido as lesões de Fred, caiu num inferno astral enorme no segundo turno e perdeu gols incríveis.

E nos tropeços do Fluminense, o Corinthians, agora com Tite no comando, aproveitava e chegou à 35ª rodada na liderança da competição, num jogo muito, mas muito polêmico.

Corinthians 1 x 0 Cruzeiro, no Pacaembu. O gol do jogo saiu de um pênalti duvidoso em cima de Ronaldo. O Cruzeiro reclamou muito do juiz nesse, que por acaso seria eleito o melhor árbitro do campeonato, Sandro Meira Ricci.

Depois desse jogo o Cruzeiro praticamente deu adeus ao título, embora tivesse lutado até o fim e conseguido a segunda colocação na última rodada, o moral celeste foi muito abalado e Corinthians e Fluminense pareciam ser os verdadeiros candidatos ao título.

Aí veio mais polêmica, nas rodadas 36 e 37, o Fluminense enfrentou São Paulo e Palmeiras, respectivamente, venceu ambos os jogos por 4 x 1 e 2 x 1, e surgiram as insinuações de que as equipes paulistas teriam entregado os jogos para não ver o Corinthians campeão.

Essa é outra semelhança com o campeonato do ano passado, quando o campeão Flamengo venceu Corinthians e Grêmio nas rodadas 37 e 38, por 2 x 0 e 2 x 1, e os rivais sugeriram que as duas equipes também entregaram os jogos para não verem São Paulo ou Inter campeões.

Na boa, em ambos os casos é óbvio que as torcidas de São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Grêmio não queriam ver seus rivais campeões, mas os times não tinham mais nenhuma ambição dentro do campeonato e não teriam porque jogar tudo e vencer, podem até ter entregado sim, mas queriam que eles jogassem o jogo da vida deles? E também tem aquela, se os times que supostamente entregaram não tivessem em uma situação sem nenhuma ambição maior dentro do campeonato, seriam adversários fortíssimos para os campeões, a questão aí é de tabela, de pontos corridos.

Acredito que isso é um grande problema do sistema de pontos corridos e aconteceu dois anos seguidos, isso traz a tona outra discussão que é sobre a volta do sistema de mata-mata, aí já é outro assunto que talvez mereça até um post próprio, mas desde já me posiciono a favor dessa volta.

Depois disso tudo chegamos a última rodada com o Fluminense na liderança precisando apenas vencer o já rebaixado Guarani dentro de um Engenhão lotado de tricolores. Outra polêmica pra rechear mais um pouquinho o campeonato: a tal falada Mala Branca. O Corinthians teria pago o Guarani para endurecer o jogo, acho que nem preciso comentar sobre isso, se é válido ou não, não importa, o que penso é que se o Fluminense jogar o seu futebol o Guarani, recebendo quantas malas brancas for, não é capaz de vencê-lo, não á atoa que um terminou em primeiro e o outro foi rebaixado, não é querer desmerecer a equipe de Campinas é apenas uma constatação óbvia. O Flu venceu, com gol de Emerson e o Corinthians apenas empatou com o também já rebaixado Goiás no Serra Dourada, o Cruzeiro venceu de virada o Palmeiras e terminou na segunda colocação.

Pra fechar o campeonato e as polêmicas, o presidente corintiano Andres Sanches relembrou que o Fluminense, campeão da terceira divisão em 1999 subiu direto para  primeira em 2000, simplesmente pulando a segunda divisão, isso é outro fato, que realmente aconteceu e que gera sim uma certa revolta.

Mas apesar disso o Fluminense de 2010 era outro, que contava com um bom elenco que soube segurar a barra de tantas lesões e que tinha, principalmente no craque Conca, a grande referência que foi o grande nome do campeonato.

Em 2011 tem mais.

O Un Quimera volta ainda esse ano falando de futebol com post falando sobre a final do Mundial de Clubes da Fifa.

Domingo de clássicos

Independente dos resultados falei pra mim mesmo que iria escrever um post falando sobre os dois clássicos de ontem que envolviam meus times.

É lógico que eu queria estar de uma vitória do Liverpool e outra do Flamengo, mas vou falar mesmo é de uma derrota dos Reds e de um empate do Rubro-negro…

O vermelho diabólico se impõe no clássico vermelho

Começo de temporada na Europa, e logo na quinta rodada da English Premier League o maior clássico do país envolvendo os dois maiores campeões (cada um com 18 títulos): Manchester United e Liverpool.

O jogo foi em Old Trafford e teve um primeiro tempo onde o Manchester foi melhor. Um início com muita pressão por parte dos donos da casa parece ter assustado um pouco o Liverpool. Liverpool que mudou muito da temporada passada pra essa e ainda está se adequando a essas mudanças. Roy Hodgson prefere Gerrard como volante lá atrás, isso deixa o capitão da equipe ao lado do dinamarquês Poulsen a frente da zaga. Maxi Rodríguez, Raul Meireles e Joe Cole completam o meio deixando El Niño Torres sozinho lá na frente.

Esse esquema de jogo não é dos melhores para o Liverpool, os laterais Konchesky e Glen Johnson acabam ficando mais atrás também e a bola não chega com qualidade até Torres.

Tudo isso fez com o Manchester, mais compacto num 4-2-2-2 conseguisse jogar mais no primeiro tempo e no fim da primeira etapa abrir o placar com Berbatov.

Na volta para o segundo tempo o domínio do Manchester parece ter ficado maior ainda. Nani dava um baile em Konchesky e o meio campo dos Reds não conseguia criar. Até que veio o inevitável segundo gol, um golaço diga-se de passagem, Berbatov recebeu da direita e com uma linda bicicleta estufou as redes de Reina.

Hodgson decidiu então colocar N’Gog, o francês, muito criticado pela grande imprensa, vem melhorando consideravelmente e levando em conta só esse começo de temporada é o melhor jogador do Liverpool. A entrada do francês fez com que Torres não ficasse tão sozinho a frente e foi em cima de Torres que aconteceram duas faltas que mudaram o jogo.

A primeira dentro da área. Pênalti muito bem cobrado por Gerrard: 2 x 1.

A segunda na entrada da área. Falta bem cobrada por Gerrard, que ainda contou com um desvio na barreira que matou Van Der Sar: 2 x 2.

A reação do Liverpool parecia sem explicação porque apesar da melhora no ataque com a entrada de N’Gog, a defesa continuava mal. Não é atoa que o Manchester conseguiu o terceiro gol. Mais uma vez pela direita, só que dessa vez ao invés de Nani, foi O’Shea quem cruzou pra Berbatov anotar seu hat-trick e dar números finais ao jogo.

É muito ruim perder pro Manchester United, é um clássico que realmente mexe com o Liverpool e mesmo sendo assim em começo de temporada deixa uma sensação ruim. Mas como frisei o Manchester foi melhor e mereceu a vitória. Para o Liverpool não faltou raça, mas faltou futebol. O time de Hodgson ainda não se encaixou e a opção de deixar Gerrard mais atrás não é das melhores. Além disso Torres parece ter perdido seu futebol em algum lugar que tá difícil de encontrar, com as duas principais peças do time com problemas as coisas realmente ficam difíceis, acredito que as contratações até foram boas: Joe Cole, Raul Meireles, Milan Jovanovic são bons nomes que podem e devem evoluir muito ainda.

Resta esperar, o título já começa a se tornar algo difícil mais uma vez, mas ficar fora da Champions League dois anos seguidos seria o cúmulo!

Tudo igual no Fla x Flu

Mais tarde tivemos o clássico mais charmoso do Brasil: Fla x Flu.

Muita história e rivalidade colocadas a prova num momento importante do Campeonato Brasileiro. Os dois times em situações bem diferentes: o Fluminense brigando pelo título e o Flamengo lá atrás na tabela (ano passado as coisas eram diferentes…).

O jogo foi marcado por muito equilíbrio e muitos gols. Logo no início da partida após cobrança de escanteio de Conca o zagueirão Leandro Euzébio subiu de cabeça para abrir o placar. 1 x 0 Flu.

Mas o Flamengo não tinha começado mal o jogo e logo conseguiu o empate. Após falha do zagueiro Gum, Kleberson cruzou e Deivid, com um belo toque de primeira, deixou tudo igual. Foi o primeiro gol do atacante com a camisa do Flamengo. Ele tem muito potencial e sempre fez muitos gols por onde passou, no Flamengo não deve ser diferente e depois de 4 jogos sem marcar ele finalmente deixou o dele, que seja o primeiro de muitos.

Ainda no primeiro tempo veio a virada rubro-negra. Escanteio na esquerda a bola passou por todo mundo e sobrou para David (o zagueiro) emendar pro gol. O camisa 14 mostra que hoje é talvez o melhor zagueiro do Fla, não só pelo gol mas pela raça e pela boa atuação no jogo de ontem.

No segundo tempo o jogo que já era bom melhorou ainda mais. Os dois times mostravam muita disposição, e o Fluminense que chegava bastante conseguiu o empate aos 18 minutos. Jogada individual de Rodriguinho que cortou David e bateu pro gol, tudo igual.

Poucos minutos depois falta para o Flamengo e aí foi quase um dejávù. Renato Abreu que ainda está muito abaixo do que ele pode mostrar nessa sua segunda passagem pelo Flamengo pegou a bola e disparou o canhão de sua perna esquerda. Não tem como, quando ele acerta chutes assim não há goleiro no mundo que pegue. Belíssima cobrança de falta que relembrou seus velhos tempos no Flamengo, comemoração muito bonita também, Renato honra a camisa.

A vantagem no placar foi perdida pelo desgaste físico e pela ingenuidade defensiva. Mais uma vez em jogada ensaiada de escanteio do Flu o Flamengo sofreu um gol. De novo do camisa 10 Rodriguinho.

Com 3 x 3 no placar o Fluminense foi pra cima devido ao desgaste físico rubro-negro, pressionou e criou chances no fim, mas não conseguiu o quarto gol, o Flamengo foi quem acabou tendo a melhor chance nesse fim de jogo, com Deivid, mas o goleiro Rafael impediu o quarto gol rubro-negro.

Com o empate o Fluminense perde a liderança e começa a ouvir sussurros de “cavalo paraguaio”,  já o Flamengo perde uma posição (agora é o 15º) e continua lá no fundo da tabela. Silas ainda não conseguiu arrumar o time, mas desde sua chegada até hoje mostra evoluções, o elenco não é pra ficar na 15ª posição, acredito que o time pode melhorar ainda mais e buscar uma posição melhor. Mas o que vale lembrar é que o Flamengo, pelo menos pra mim, passa por um processo de renascimento.

Um grande ciclo que durou desde a arrancada contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2005 até a eliminação na Libertadores 2010 acabou com essa eliminação. Depois disso acho que uma nova era começou, essa era é marcada por Zico no comando do futebol, a questão de melhoria do CT e das condições de trabalho como um todo passa a ser mais valorizada e o time é todo repaginado, com contratações (como Diogo, Deivid, Renato) e com a chance para jogadores da base (Diego Maurício, Galhardo, Wellinton…). Por tudo isso não reclamo da atual situação do Flamengo na tabela, espero sim dias melhores nas próximas temporadas.

Enfim, essas foram as minhas impressões desse domingo de clássicos, espero que os próximos clássicos sejam mais felizes para Flamengo e Liverpool.

Eu quero ser processado!

Hoje é dia de falar sobre algo gigantesco dentro da minha história em relação a futebol.
Pela primeira vez (espero que seja a primeira de muitas) vi, com meus próprios olhos, o meu time ser campeão brasileiro.
Há 17 anos (minha idade, por sinal) o Flamengo não vencia um Campeonato Brasileiro, mas o tabu foi quebrado e a alegria que eu senti quando fiquei sabendo (na viagem de volta pra minha cidade, depois de fazer a prova do ENEM) foi indescritível!
A semana inteira foi de ansiedade e expectativa, sabia que estava me aproximando de um momento que ficaria marcada e por tudo isso a semana pareceu durar os 17 anos de jejum do Flamengo, o tempo não passava e a expectativa crescia.
Chegou o fim de semana, as provas do ENEM e enfim o jogo.
O jogo, que muitos davam como ganho não foi nada fácil, o Grêmio, ao contrário do que queriam os seus torcedores não entregou, jogou com seriedade e saiu na frente do placar, com o garoto Roberson.
Mas o Flamengo, mesmo não tendo apresentado um bom futebol nesta última partida do campeonato conseguiu se impor, empatou rápido com o zagueiro David, ainda no primeiro tempo e voltou melhor no segundo tempo, quando o outro zagueiro, Ronaldo Angelim subiu de cabeça pra marcar o gol do título.
Depois do gol o Grêmio ainda tentou pressionar e buscar o empate, mas não tinha mais jeito o hexa havia chegado a Gávea.
Bom falar em hexa, até porque o presidente do Sport disse que processaria todos que dissessem que o Flamengo é hexa, pois considera o título de 1987 do Sport.
É aí que entra o título (seja deste artigo, seja do Flamengo), eu quero muito ser processado, porque pode ter certeza de que ainda vou dizer muitas vezes que o Flamengo é HEXACAMPEÃO brasileiro!
Além disso quero deixar os parabéns para todo o elenco, comissão técnica e diretoria rubro-negra, tão chutados e zoados nos períodos em que o Flamengo ia mal, agora merecem todo o respeito e reconhecimento também.
E parabéns para nós, rubro-negros de sangue e alma, nós que fazemos a festa, que pintamos a cidade de vermelho e preto e que, principalmente, gritamos: É HEXA!

Euforia

Um post que vai aqui pro Un Quimera e também pro Confio no Mengão.
Como o próprio título já diz é um post eufórico, onde deixo transparecer minha torcida, o lado
passional que tem que ser inevitável quando se fala de futebol, pelo menos penso assim, lá vai:
Mais um domingo.
E em reta final de Campeonato Brasileiro os domingos são diferentes, vêm carregados de maiores emoções. E quando o jogo de domingo é um clássico de rivalidade história tudo é maior: as provocações, a importância do jogo, a emoção etc…
E nesse domingo não foi diferente, Atlético/MG x Flamengo fizeram um jogo que foi cercado de expectativas de ambos os lados na semana que passou.
E bastaram 10 minutos para que um dos astros do espetáculo, o camisa 43 Petkovic mostrasse todo seu talento.
Fez um gol que pra muitos é difícil e raro de fazer, mas que pra ele já se tornou algo normal. Escanteio cobrado direto, entre o goleiro e o zagueiro atleticano, o placar estava aberto.
Antes do gol de Pet o alvinegro até tomou atitude e chegou ao gol rubro-negro, mas o gol não saiu.
E depois do gol o Flamengo se tranquilizou, a defesa mostrava seriedade e solidez, o meio campo sabia cadenciar bem o jogo e o ataque, quando chegava, chegava com objetividade e perigo.
Numa dessas, Maldonado (el hombre invisible) veio de trás, cortou o zagueiro atleticano e aumentou o placar, final de primeiro tempo 2 x 0.
Nem mesmo o gol de Ricardinho, logo aos 4 minutos de segundo tempo conseguiu fazer com que o Galo reagisse.
As saídas de Aírton (que, diga-se de passagem, vem fazendo grandes jogos) e de Petkovic poderiam até desestabilizar o time mas ambos entraram muito bem. Toró substituiu o camisa 5 com a mesma raça e pegada e o chileno achou o mapa da mina pela direita.
Chegava e sempre assustava e, numa dessas, aos 36 do segundo tempo que Fierro colocou uma bola na cabeça de Adriano, para fechar o placar: 3 x 1.
Enquanto isso Diego Tardelli do outro lado do campo via o Imperador se igualar a ele na artilharia da competição com 18 gols.
Inapelável. O Flamengo fez um grande jogo, digno de campeão, calou a torcida atleticana num Mineirão lotado e, por forças próprias se credenciou a não mais disputar uma vaga no G4, mas sim o hexa.
Na humildade característica de Andrade o Flamengo agora é candidato ao título sim. Serão 4 jogos difíceis, mas serão 4 jogos que poderão levar o Flamengo a mais uma glória.
Independente dos resultados dos adversários diretos ao título o Flamengo está focado, e a união torcida-time está muito forte!
Jogos como esse contra o Atlético/MG engrandecem ainda mais o orgulho de ser rubro-negro e trazem a alegria e a euforia a tona.
Euforia em São Gonçalo do Sapucaí, euforia nas Minas Gerais, euforia no Rio, euforia no Brasil!
O Flamengo vem chegando forte na humildade e digo sem hipocrisia: RUMO AO HEXA!
SRN

Domingo de clássicos

Não, não é só porque Liverpool e Flamengo venceram ontem que eu vou falar de futebol hoje, é que já fazia tempo que eu não falava sobre meus times aqui no Un Quimera, aproveitando as vitórias nos clássicos de ontem, falo hoje sobre eles.
Vamos começar com o jogo da Premier League:
Liverpool 2 – 0 Manchester United

Um clássico cercado de expectativas dos dois lados.
O meu Liverpool vinha em um momento muito ruim, Rafa Benítez super contestado após 4 derrotas seguidas (Fiorentina, Chelsea, Sunderland e Lyon) e pra piorar a situação, Gerrard não estaria em campo nesse clássico.
Pelo lado do Manchester a situação era bem melhor, o time havia conseguido chegar a liderança da Premier League na rodada passada e vencido no meio de semana pela Champions League.
Mas o jogo era em Anfield Road e o Liverpool não iria deixar por menos.
Logo no início o domínio dos Reds era visível, mas durou pouco.
O Manchester equilibrou as ações, aumentou muito sua posse de bola e diminuiu um pouco esse domínio do Liverpool. Mas quem teve as melhores chances da primeira etapa foi a equipe da casa, principalmente com Fábio Aurélio que jogou mais adiantado. Mas o primeiro tempo acabou mesmo no 0 x 0.
Na volta para o segundo tempo, de novo o Liverpool começou melhor.
Não demorou muito e Fernando Torres, o artilheiro red, que voltava ao time no clássico abriu o placar. Foi aos 19 minutos, ele arrancou, deixando Ferdinand pra trás e fuzilou o gol de Van Der Sar.
O Manchester esboçou uma reação e chegou a acertar a trave de Reina em um chute do equatoriano Valencia.
Só que o jogo era dos Reds, que esperavam um contra-ataque para matar de vez os Devils, e o contra-ataque veio: Kuyt recebeu no meio e achou Lucas, o brasileiro deixou N’Gog cara a cara com Van Der Sar, gol do Liverpool, e a atitude de Pepe Reina mostrou como era importante essa vitória. O goleiro espanhol saiu de sua meta e foi até a linha de fundo comemorar com o autor do gol.
Vitória fundamental para o Liverpool, faz com que as chances de voltar a conquistar a Premier League voltem a ser reais, mesmo ainda estando 6 pontos atrás do líder Chelsea.
YNWA!
E agora Brasileirão:
Botafogo 0 – 1 Flamengo

Clássico de opostos.
O Botafogo, após perder para o Cerro Porteño na Copa Sul Americana, na última quarta, tinha problemas ainda maiores dentro de solos brasileiro: a luta para não cair. Com as vitórias de Santo André e Náutico a situação do alvinegro carioca se complicou ainda mais e não restava nada mais do que vencer.
Pelo lado rubro-negro a situação era bem melhor, uma série invicta que já dura dois meses e Petkovic jogando muita bola, a única notícia ruim era que a consistente dupla de zaga titular (Álvaro e Ronaldo Angelim) não entraria em campo.
O jogo foi no Engenhão, mas quem teve mais atitude foi o Flamengo.
O Flamengo criou melhores oportunidades no primeiro tempo, o Botafogo também criou mas parecia que estava com medo de arriscar.
Não demorou muito e o Imperador mostrou porque recebe essa alcunha, em uma bola despretensiosa cabeçeada no meio de campo, Adriano recebeu passou como um rolo
compressor pelos zagueiros alvinegros e fez o único gol do jogo.
Na volta para o segundo tempo o Botafogo necessitando da vitória melhorou e partiu pra cima.
O Flamengo perdeu Pet logo no início da segunda etapa, para seu lugar entrou o estreante atacante Gil.
E a pressão do Botafogo parecia que ia surtir efeito: André Lima cavou um pênalti aos 23 do segundo tempo e árbitro Luiz Antônio Silva dos Santos foi na dele e marcou.
Lucio Flávio foi pra bola e Bruno defendeu. Mais uma vez um pênalti do Botafogo para no goleiro rubro-negro.
Depois disso o Botafogo até tentou mais alguma coisa, mas emocionalmente a vitória já era rubro-negra.
Agora sção 10 jogos sem perder, uma sequencia fantástica que coloca o Flamengo não só na briga pelo G4 mas também na briga pelo título, afinal, o Flamengo está a apenas 3 pontos do atual líder Palmeiras.
VAMO FLAMENGO, VAMO SER CAMPEÃO VAMO FLAMENGOOO!!
Um domingo perfeito em relação ao futebol, digno de um post aqui.