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All Star Weekend – Los Angeles 2011

No último fim de semana (entenda-se 18-20/fevereiro) foi realizado o All Star Weekend, versão 2011, em Los Angeles.

Pra quem não sabe, o All Star Weekend, como o próprio nome já diz é o fim de semana das estrelas da maior liga de basquete do mundo, a NBA. Além de reunir os grandes astros da liga, para jogos e eventos não tão sérios assim, o All Star Weekend marca também a metade da temporada regular.

Neste fim de semana, o blogueiro viajou para a cidade Alfenas e ficou totalmente desligado do mundo da net, portanto não assistiu ao vivo nenhum dos eventos da NBA, mas vale a pena citar os principais acontecimentos desse All Star Weekend e aproveitar para no mesmo post falar um pouco mais da temporada.

Tinha feito um balanço no começo de janeiro, agora dá pra falar um pouco das expectativas para os Playoffs que logo, logo estarão aí.

Enfim, falando mais diretamente agora sobre o que rolou no All Star Weekend, vale destacar o Rookie Challenge, o Slam Dunk Contest e, claro, o All Star Game. Dentre os variados eventos que são realizados nesse fim de semana, esses três são, sem dúvida, os principais, os mais importantes e que atraem o maior número de holofotes.

Na sexta rolou o Rookie Challenge, que é o jogo onde os melhores calouros enfrentam os melhores “segundo-anistas”.

Depois de uma sequência de vitórias dos veteranos, na edição do ano passado os calouros, comandados por Tyreke Evans e Brendon Jennings venceram e na edição desse ano novamente os calouros ficaram com a vitória, 148-140.

John Wall, do Washington Wizards foi eleito o MVP do jogo, e DeMarcus Cousins do Sacramento também fez uma boa partida, sem contar é claro, as enterradas de Blake Griffin. O detalhe é que a dupla Wall-Cousins, já atuou junto na NCAA, espécie de categoria de base da NBA.

Sábado foi dia de vários eventos, como concurso de habilidades, 3 pontos e etc. Mas o principal deles foi o Concurso de Enterradas a.k.a. Slam Dunk Contest.

DeMar DeRozan do Toronto Raptors, Serge Ibaka, do Oklahoma City Thunder, JaVale Mcgee do Washington Wizards e Blake Griffin do Los Angeles Clippers foram os concorrentes.

Os dois últimos foram a fase final e o camisa 32 dos Clippers, que participou dos três dias do All Star Weekend acabou sendo o vencedor, como muitos esperavam. A enterrada que sacramentou sua vitória foi sensacional. Pulando por cima de um carro, recebeu a bola de seu companheiro de time Baron Davis, que estava dentro do carro e cravou:

Pra fechar, no domingo, o mais importante do fim de semana. O jogo entre os melhores jogadores da Conferência Oeste contra os melhores da Conferência Leste.

Pelo Oeste, Chris Paul, Kobe Bryant, Kevin Durant, Carmelo Anthony e Tim Duncan.

Pelo Leste, Derrick Rose, Dwayne Wade, LeBron James, Amare Stoudemire e Dwight Howard.

Como sempre acontece, o jogo foi cercado de muita descontração dos dois lados, diferentemente do que rola durante os jogos normais, no All Star Game o que mais vale é o espetáculo e não os resultados. Os jogadores dão show pra torcida, as defesas dão uma afrouxada, até por isso os placares são sempre muito elevados.

Na edição de 2011, vitória do Oeste por 148-143. O jogo teve em LeBron James e Kobe Bryant seus principais destaques, refletindo o que acontece na liga como um todo já há uns três anos.

Mas o segundo prevaleceu, levando seu time a vitória e conquistando o troféu de MVP do jogo, tudo isso sobre os olhos de sua torcida, afinal o All Star Weekend esse ano foi realizado em Los Angeles.

A vitória do Oeste reflete um pouco também o que vem rolando na liga nessa temporada, aproveito a deixa para falar um pouco sobre isso.

Os records dos times do Oeste, no geral, estão bem melhores, a luta por vagas no Playoffs mostra muito bem isso.

Enquanto o oitavo colocado do Leste, o Indiana Pacers, tem um record de 24-30, o oitavo do Oeste, Utah Jazz, tem 31-26.

E por falar em briga por vaga nos Playoffs, não posso deixar de falar do time pelo qual eu torço, o Memphis Grizzlies.

Depois de um começo de temporada bem mediano, a equipe do Tennessee reagiu no período pós-Natal, e desde lá tem um dos melhores records da Conferência Oeste como um todo, perdendo apenas para o líder San Antonio e os Lakers.

De uma vez por todas os Grizzlies consolidaram um record maior que .500 e entraram na briga pelos Playoffs, a queda de rendimento dos Hornets, dos Nuggets e de Jazz ajudam ainda mais e as possibilidades são reais. Com os pés no chão, tenho esperanças dessa vaga.

Já que falei do Utah Jazz, não tem como deixar passar batido também a aposentadoria de Jerry Sloan. Um dos maiores treinadores da história da NBA, dono de mais de 1,000 vitórias como treinador. Ele comandava o Jazz já há muito tempo e acabou resolvendo se retirar nessa temporada.

Além disso, falando ainda do Oeste, os Spurs vão confirmando o ótimo começo de temporada e mantêm a liderança, outro grande destaque é o Portland Trail Blazers, que vem num straight de 6 vitórias e saiu da nona para a quinta posição na última semana.

Falando agora do Leste, o que mais chama atenção pra mim é o Chicago Bulls de Derrick Rose e cia., o armador talvez seja hoje o melhor posição 1 da liga como um todo e os Bulls também possuem um ótimo record, já chegando na terceira posição do Leste e com reais possibilidades de título.

Os dois primeiros, Boston e Miami, são mesmos os melhores do Leste, mas esperava-se um pouco mais do Heat.

Falando dos Celtics, também cito outro grande acontecimento da temporada, foi a cesta de três de Ray Allen contra os Lakers. O camisa 20 dos Celtics tornou-se o maior pontuador da linha dos 3 pontos da história da liga, ultrapassando o lendário Reggie Miller, famoso por suas cestas de três, principalmente durante sua passagem no Indiana Pacers.

Enfim, pra um balanço bem resumido da liga até aqui acho que tá de bom tamanho, escrevi demais e talvez nem tenha falado muita coisa, mas pelo que acompanho é isso que tenho a dizer.

Falo de NBA agora quando chegarmos aos Playoffs.

Enquanto isso na NBA…

Lá no fim de outubro de 2010, coloquei um post aqui no Un Quimera falando sobre o início da temporada 2010-11 e prometi mais posts falando sobre a maior liga de basquete do mundo.

Apesar de estar acompanhado bem de perto a liga, acabei não escrevendo nenhum até hoje. Chegou a hora.

Animado pela bela vitória dos Grizzlies sobre os Lakers em pleno Staples Center ontem a noite, por 104-85, vou tentar fazer um balanço geral do que está sendo a temporada 2010-11 até agora, dentro do que vi, ouvi e li.

A temporada começou com todas as expectativas voltadas para o Miami Heat, que na verdade teve um mau começo, perdendo pros Celtics na noite de abertura e não conseguindo encaixar bons jogos. Até que o entrosamento foi chegando e Wade, Bosh, James e cia. começaram a vencer, jogar um basquete bom de se ver e hoje ocupam a segunda posição do leste com record de 26-9.

E enquanto o Heat não se ajeitava quem começava bem a temporada era o atual campeão Los Angeles Lakers. A equipe de Phil Jackson porém não continuou no pique do início de temporada com muitas vitórias, com a derrota de ontem para os Grizzlies caem par a quarta colocação do Oeste, com 23-11, é ainda um potencial candidato ao título, mas nem tudo é perfeito para os atuais campeões.

Ainda no Oeste destacam-se dois times texanos: os Spurs e os Mavs. A equipe de San Antonio possui um trio muito pouco badalado, mas que joga um basquete de primeiríssima qualidade: Duncan, Parker e Ginobili. Individualmente nessa temporada o argentino vem se destacando mais ainda e os Spurs possuem hoje o melhor record da liga: 29-4 o que lhes dá a liderança da Conferência Oeste e até comentários da possibilidade de igualar o melhor record da história da NBA, o 72-10 do Chicago Bulls de Michael Jordan em 1996.

Já os Mavs não estão tão bem assim, mas aparecem logo atrás, em segundo no Oeste, com 25-8, a lesão de Dirk Nowitzki na semana passada prejudica muito, mas mesmo sem ele Dallas é um time consistente e candidato ao título, algumas sequências interessantes durante a temporada provaram isso, além de tudo o elenco é bem balanceado.

Dando uma volta pelo Leste agora, além do Heat, vale destacar também o líder Boston, Orlando e suas trocas, além de Chicago e New York.

Os Celtics, que chegaram um pouco desacreditados na atual temporada vêm mostrando que mesmo com um time já bem envelhecido têm chance de título ainda, liderando a Conferência Leste com um 25-7, a equipe conta com medalhões como Garnett, Allen e Shaq, e o medo das contusões se faz presente, por enquanto as coisas vão indo bem em Massachusetts.

O Orlando Magic, que também segue na cola dos líderes com 21-12, foi  o responsável pelas maiores trocas da temporada até agora, trouxe de volta Turkoglu do Phoenix, e do Arizona trouxe também Jason Richardson, além de ir buscar o garoto-problema Gilbert Arenas em Washington D.C. Pra isso deu Vince Carter e mais alguns reservas para os Suns e Rashard Lewis para os Wizards. O novo Magic vem se dando bem, conseguindo vitórias importantes contra Heat e Knicks por exemplo, mas mesmo com as trocas Dwight Howard continua sendo a principal peça do Magic.

O Chicago Bulls por sua vez aparece em terceiro no Leste com 22-10, com Joakim Noah lesionado a equipe acabou perdendo força no garrafão, mas Boozer, Deng e principalmente Derrick Rosa vem dando conta do recado, a equipe de Illinois vem evoluindo muito e pode sim sonhar com o título.

Já o New York Knicks não está com um record tão bom assim é apenas o sexto na Conferência Leste com 19-14, mas vem mostrando um ótimo basquete, Raymond Felton faz talvez sua melhor temporada e Amar’e Stoudemire vem jogando como MVP. Ótimas apresentações do camisa 1, ex-Phoenix, o título talvez seja pretensão demais, mas os Knicks com certeza vão dar muito trabalho ainda.

Considero esses como os principais times da temporada até agora, deixando de lado as franquias vou falar um pouco agora de jogadores.

Começando pelos calouros, não dá pra falar deles sem falar de Blake Griffin. O atlético ala dos Clippers não está conseguindo levar seu time muito longe é apenas o 13º colocado no Oeste, com 10-24, mas independente disso, Griffin vem dando show, são enterradas e mais enterradas, uma mais sensacional que a outra, que o colocam no Top dos Tops, o camisa 32 tem muito futuro e possivelmente será o calouro do ano. Além dele, dentro do grupo dos calouros, vale citar John Wall dos Wizards, DeMarcus Cousins dos Kings e Landry Fields dos Knicks.

Numa análise mais geral da liga, como já disse mais acima, Amar’e Stoudemire vem jogando como MVP, além dele Dirk Nowitzki, ganhador do prêmio de MVP em 2006, volta a jogar como um, sua lesão no entanto pode prejudicá-lo, Derrick Rose, dos Bulls também aparece como potencial candidato ao prêmio de MVP, mas na minha opinião quem está jogando mais mesmo é ele, King James!

Aí já entro num outro assunto que foi o mais comentado da liga esse ano, que é a questão de LeBron ter se tornado free agent e ter assinado com o Heat, uma repercussão enorme envolveu essa polêmica toda e o jogo de sua volta em Cleveland era aguardado por muitos, e ele aconteceu no dia 2 de dezembro, aí coloco primeiro vídeo do post:

Num cenário sensacional, LeBron “voltou pra casa” e mostrou do que é capaz, 118-90 contra seu ex-time, com 38 pontos e 8 assistências, depois desse jogo LeBron e seu Heat voltaram a tona e vieram mais dois jogos repletos de rivalidade e importância, primeiro os Knicks em New York, outro show de LeBron e outra vitória do Heat, depois os Lakers no Staples Center e pra variar outro show de LeBron e outra vitória do Heat.

Pra fechar o post agora, ainda falando um pouco de LeBron e enfim falando dos meus Grizzlies, coloco os dois buzzer-beaters que considero os melhores até agora.

O primeiro aconteceu no FedEx Forum, em 20 de novembro, num Memphis 95-95 Miami, Rudy Gay pegou a bola e partiu pra cima da marcação de James, um chute perfeito que deu a vitória aos Grizzlies e no momento colocou profundos questionamentos sobre o destino do Heat na temporada:

O segundo aconteceu dia 29 de dezembro, quarta passada, e infelizmente foi contra os Grizzlies, depois de O.J. Mayo colocar os Grizzlies a frente por um ponto (98-97), Tyreke Evans chutou pra trás do meio da quadra numa tentativa desesperada de quebrar uma sequência de oito derrotas dos Kings, só que o desespero acabou virando alegria, Tyreke acertou o chute e a Arco Arena veio abaixo, um dos grandes arremessos da história da NBA, ouso dizer:

Por enquanto é isso o que tenho a dizer da NBA 2010-11, se fosse pra falar com mais detalhes o post seria ainda mais longo, não acho que valha a pena, aos poucos vou colocando mais posts sobre a liga aqui.

NBA 2010-11

Hoje definitivamente é um dia que marca o início de coisas boas.

Começou na Universidade Federal de Juiz de fora (UFJF) a XVIII Semana de Filosofia, da qual estou participando, por sinal.

Vai até sexta e posteriormente farei alguns comentários sobre isso aqui no Un Quimera, desde já vale dizer que por enquanto está apresentando um nível altíssimo, uma verdadeira efervescência intelectual.

Mas o tema principal do post de hoje, como o próprio título já dia, é outro.

É que hoje começa também a temporada 2010-11 da NBA.

Curto muito basquete e dentro do mundo do basquete incontestavelmente a NBA é superior a qualquer outra liga, por isso o fato de uma nova temporada estar começando é muito animador.

No ano passado e no começo desse ano falei sobre as Finais e os Playoffs da NBA, mas de uma maneira bem superficial, até porque não consegui acompanhar muito bem a liga nessas últimas temporadas.

Pra temporada 2010-11 estou disposto a um maior contato e mais posts no Un Quimera, desde a temporada regular, passando por All Star Weekend e chegando, lógico, aos Playoffs e às Finais.

Não vou determinar nenhuma periodicidade ou coisa do tipo, mas vou tentar colocar um pouco mais de NBA no blog…

Pra hoje vale dizer que logo de cara (como é de costume) já teremos jogões entre postulantes ao título.

Os Celtics que agora possuem Jermaine e Shaquille O’Neal recebem o time que mais causou comentários na pré-temporada, o Miami Heat que agora possui o trio All Star: Chris Bosh, Dwayne Wade e LeBron James.

Pela Conferência Oeste serão dois duelos: O Portland Trail Blazers recebe o Phoenix Suns. Duelo de dois times que com certeza aspiram Playoffs e os atuais bi-campeões Los Angeles Lakers recebem o Houston Rockets, num duelo cheio de rivalidade.

Vale dizer também que pra essa temporada se espera muito do Oklahoma City Thunder, de Kevin Durant, principal jogador dos Estados Unidos na conquista do Mundial da Turquia no mês passado.

Também dos calouros, principalmente Blake Griffin e John Wall.

Não poderia deixar de lembrar também do time que eu torço dentro da NBA. Pois é lógico, assim como sou Flamengo e Liverpool e falo de futebol sem qualquer problema, também sou Memphis Grizzlies.

A franquia do Tennessee vem de uma temporada regular “regular” (40-42) e de uma ótima pré-temporada (8-0), não dá pra esperar muita coisa, pois acredito que o time ainda está se formando, mas nessa temporada em que completa 10 anos uma vaga nos Playoffs seria muito interessante e possível. O time é jovem e tem muito potencial.

Enfim, conforme a temporada for rolando vou dando os meus pitacos aqui…

Os “acontecimentos” de setembro/2010

Chega ao fim o mês de setembro e é hora do post dos “acontecimentos”.
Acho que vai ficar até estranho, em tempo de Eleições e tudo mais, mas escolhi dois “acontecimentos” esportivos.
Talvez não tenham tanta importância assim num olhar mais geral, porém acredito que são legítimos “acontecimentos”.
O Mundial de Basquete na Turquia e a tão polêmica demissão de Dorival Júnior do Santos.
EUA soberanos na Turquia
O Mundial de Basquete da Turquia realizado entre os dias 28 de agosto e 12 desse mês contou com 24 seleções
divididas em quatro grupos de seis (com quatro times classificados em cada grupo).
Do grupo A classificaram-se para as Oitavas Sérvia, Argentina, Austrália e Angola.
Do grupo B Estados Unidos, Eslovênia, Brasil e Croácia.
Do grupo C Turquia, Rússia, Grécia e China.
E do grupo D Lituânia, Espanha, Nova Zelândia e França.
Os maiores destaques foram os EUA, que já mostravam toda sua força, contando com a experiência de jogadores como
Chauncey Billups e Lamar Odom, e comandados pelo ótimo ala do Oklahoma City Thunder, Kevin Durant. Também a
Lituânia de Linus Kleiza, do Denver Nuggets e os donos da casa, comandados por Ilyasova e Hedo Turkoglu.
O Brasil fez uma campanha mediana, não empolgou muito nos primeiros jogos contra Irã e Tunísia, mesmo vencendo. No terceiro jogo o grande adversário: os Estados Unidos. Em um jogo muito disputado a Seleção Brasileira acabou
perdendo por detalhes, 70 x 68. Depois disso veio uma derrota pra Eslovênia e uma vitória sobre a Croácia, valeu
a classificação pras Oitavas.
Nas Oitavas um grande jogo entre Sérvia e Croácia, 73 x 72 para o time do pivô Nenad Krstic. Além disso a
confirmação das boas campanhas de Turquia, EUA e Lituânia, com todas se classificando para as Quartas, além das
vitórias de Espanha e Eslovênia sobre Grécia e Austrália, respectivamente.
E o embate sul-americano entre Brasil e Argentina. O jogo, revestido de rivalidade, ganhou um tempero a mais, pois
foi disputado justamente no dia da Independência do Brasil, 7 de setembro.
Um bom jogo, em que o Brasil esteve a frente do placar por algum tempo, mas que mais uma vez, assim como tinha
acontecido contra os EUA, perdeu por detalhes. 93 x 89. O grande destaque foi o pivô do Houston Rockets, Luis
Scola. O “sósia” de El “Loco” Abreu fez uma partida muito sólida e cresceu no fim da partida convertendo cestas
importantes. Além disso o aproveitamento da linha dos 3 pontos por parte dos hermanos foi sensacional.
O Brasil teve em Marcelinho Huertas seu principal destaque, o armador que vinha bem desde o início da competição
se superou, fez um belo jogo e depois da derrota saiu chorando de quadra. Leandrinho não conseguiu demonstrar o
seu melhor basquete e a equipe do treinador argentino Ruben Magnano acabou parando nas Oitavas. Mais uma vez o
Brasil sai precocemente de um Mundial, isso é muito ruim, a história do basquete brasileiro é linda e nas últimas
décadas parece estar sendo manchada, valores individuais ainda existem, mas ainda falta algo mais pra essa Seleção.
O Mundial seguiu e nas Quartas os argentinos também voltaram pra casa, tomando um baile da Lituânia, 104 x 85. Os
EUA continuaram seu caminho rumo ao título passando pela Rússia e os turcos eliminaram a Eslovênia. A Sérvia mais
uma vez protagonizou um emocionante jogo contra os então campeões mundiais, a Espanha e mais uma vez venceu por um placar apertado: 92 x 89.
Nas semi-finais em um bom jogo os EUA superaram o bom time de Linas Kleiza e venceram por 89 x 74, cravando sua
vaga na final, apesar da derrota para os EUA nas semi é de se destacar o desempenho da Lituânia nesse Mundial, que
viria ser confirmado na disputa do terceiro lugar, com a vitória por 99 x 89 sobre a Sérvia.
É, a Sérvia foi chegando com vitórias apertadas e nas semi-finais acabou provando do próprio veneno. Derrota para
a Turquia por 83 x 82, com uma cesta no último segundo de jogo, de Tunçeri. Foi talvez o lance mais emocionante
desse Mundial.
Com a classificação para a final a seleção turca fez história! Pela primeira vez chegou a final e coroou sua
torcida, que compareceu em peso nos jogos e o seu treinador Bogdan Tanjevic, um dos símbolos dessa campanha de
superação da Turquia, que não contou com um de seus principais jogadores, o pivô do Utah Jazz, Mehmet Okur.
E enfim chegou 12 de setembro e a grande final. Sinceramente, como era de se esperar, devido a grande soberania
técnica estadunidense, deu Estados Unidos campeão. Com uma vitória de 81 x 64 na final, Durant e cia. quebraram um
tabu de 16 anos se título no Mundial e recolocaram os EUA no topo do basquete.
Interessante ver também que astros como Kobe Bryant, LeBron James e Dwayne Wade sequer jogaram. Contra o Dream Team é realmente muito difícil uma vitória.
O Caso Dorival-Neymar
Vamos combinar que não é qualquer dia que um treinador que conquista dois títulos em seis meses é despedido de um
time por causa de um único jogador. Por isso a demissão de Dorival Júnior é sim um “acontecimento”.
Tudo começou na partida entre Santos x Atlético-GO na Vila Belmiro, no fim do jogo, após pênalti para o Santos,
Neymarr pediu pra bater e não foi atendido, discutiu muito então com o treinador Dorival Júnior. Isso foi o fato.
E a partir desse fato o que se deve ter claro em mente é que nem Neymar nem nenhum outro jogador tem o direito de
sair discutindo assim com o seu treinador.
Isso gerou uma certa tensão dentro do clube e Dorival Júnior decidiu punir o “craque” deixando ele de fora do
próximo compromisso do Peixe contra o Guarani no Brinco de Ouro. O jogo terminou no 0 x 0 e Neymar apenas o
assistiu das cabines.
O próximo jogo do Santos seria na Vila Belmiro contra o rival Corinthians, na quarta, dia 22. Até na terça, Neymar
não jogaria e Dorival era o treinador do Santos, mas uma reunião da diretoria santista decidiu passar por cima das
ordens do comandante, despediu ele e colocou Neymar pra jogar. O resultado do jogo foi 3 x 2 para o então líder
Corinthians, mas o segundo gol do Santos foi dele, Neymar.
Enfim, o que entra em questão aqui é a atitude de Neymar e como ela repercutiu tanto e tomou proporções tão
grandes. Quem sou eu pra fazer qualquer julgamento ou coisa parecida, mas na minha opinião o ato da diretoria
santista foi extremamente infeliz.
Aí vão dizer: Neymar foi um grande investimento para o Santos, sua permanência no Santos após uma oferta milionária
do Chelsea foi algo louvável e ele é a principal atração do time, consequentemente a principal renda do clube
também.
Porém se Neymar é tudo isso e é também indiscutivelmente um bom jogador, com muito futuro, suas atitudes também
deveriam condizer com tudo isso. A responsabilidade e a humildade deveriam entrar em campo junto com o menino de 18 anos, que acabou perdendo até sua vaga na Seleção Brasileira por conta desse incidente.
Dorival, hoje treinador do Atlético-MG, vinha fazendo um belo trabalho no Santos e acabou sendo demitido. Não é o
que ele merecia.
A atitude da diretoria santista cheira mesmo a um pai que vai mimando seu filho, que por melhor que seja não pode
e não deve ser mimado assim. Volto a afirmar, Neymar tem muito potencial e possivelmente estará representando o
Brasil na próxima Copa do Mundo, mas não é nenhum gênio, já existiram muitos outros jogadores do seu nível ou até
superior que souberam ser mais humildes e tiveram grandes conquistas durante a carreira.
Não é querer crucificar o menino, mas sim dizer que ele precisa crescer.
Vale citar a frase que saiu no New York Times sobre essa polêmica toda: “O medo de que ele possa desenvolver mais
hábitos de Maradona do que de Pelé exercita a mente de um país onde o futebol está tão enraizado”.
Acho que é isso, os “acontecimentos” de setembro ficam por aqui. Até outubro.

Os "acontecimentos" de junho/2010


Voltando ao esquema antigo de dois acontecimentos por mês, o Un Quimera fecha o mês de junho com uma grande perda para a Literatura e uma grande conquista no basquete:

Morre Saramago

O dia 18 de junho de 2010 ficou marcado por ter sido o dia da morte de um dos maiores escritores da Língua Portuguesa. Sim, acredito poder colocá-lo no nível de Camões, Pessoa e Machado de Assis. Falo de José Saramago.

Nascido em 1922, em Azinhaga, Portugal, o escritor que recebeu um Nobel de Literatura em 1988 e um Prêmio Camões em 1995, ficou caracterizado fortemente pelo seu ateísmo e seu espírito crítico.

Sua primeira obra publicada foi Terra do Pecado (1947), outros livros como O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991) e contos como O Conto da Ilha Desconhecida (1997) estão estre suas principais obras.

Ensaio Sobre a Cegueira (1995) ficou conhecido por muitos devido a adaptação cinematográfica feita pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles, o livro segundo o próprio autor é:

“Um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso.”

Além de suas obras Saramago deixa a imagem de um homem polêmico, que participou de polêmicas em relação à Igreja Católica e ao Papa Bento XVI, e também em relação ao Estado de Israel.

Mas obras e polêmicas a parte, a Literatura e a arte como um todo com certeza sentirão falta de José Saramago. Mentes inteligentes como a dele são necessárias para o mundo e independente da posição religiosa ou política que assumem merecem muito respeito e admiração.

Pra finalizar, as últimas palavras deixadas por Saramago em seu blog:

“Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de reflexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma.”

LA Lakers chega a 16 títulos da NBA

Pensa num Flamengo x Vasco, pensa num Cruzeiro x Atlético, pensa num Gre x Nal, pensa num Corinthians x Palmeiras,agora junta tudo e imagina esses confrontos decidindo 2 finais de campeonato num período de 3 anos. É mais ou menos isso que rolou nas Finais da NBA nessa temporada 2009/10.

No ano passado fiz uma cobertura maior da NBA aqui no Un Quimera, falei dos Playoffs e das Finais, como nessa temporada acabei não acompanhando direito a melhor liga de basquete do mundo preferi deixar pra comentar apenas sobre as Finais e acredito que colocá-las nos “acontecimentos” é mais do que justo.

Como já disse a rivalidade que envolvia essa decisão era enorme, os Lakers vinham do título mas precisavam vingar a derrota para os mesmos Celtics dois anos atrás, os maiores campeões da NBA por sua vez queriam mais um título e até por terem chegado com muito mais dificuldade nas Finais nessa temporada, o título seria a coroação máxima.

Pois bem, o jogo 1 da série mostrou um sólido Los Angeles Lakers. A dupla Gasol/Bryant estava inspirada e não deu chances para os Celtics: 102-89 num Staples Center lotado.

O jogo 2, ainda no Staples Center foi diferente, a dupla que se destacou foi Allen/Rondo. O primeiro anotou 7 cestas de 3 pontos no primeiro tempo e o segundo conseguiu seu quinto triplo-duplo nos Playoffs. Vitória dos Celtics por 103-94.

O jogo 3, no TD Banknorth Garden poderia ser a chance dos Celtics de abrir vantagem na série depois da vitória fora de casa, mas aí foi a vez de brilhar a estrela de um cara que sempre brilha em Playoffs: Derek Fisher. Com 11 pontos no último quarto, o armador fez a diferença pros Lakers vencerem por 91-84 e voltarem a liderar a série.

No jogo 4 a série foi novamente empatada. Nem mesmo os 33 pontos de Kobe Bryant impediram a vitória dos Celtics que contaram com o auxílio luxuoso do seu banco, que anotou 21 pontos, destaque pra Glen “Big Baby” Davis, vitória por 96-89.

No jogo 5 novamente Kobe Bryant foi decisivo e mostrou porque é o melhor jogador da NBA na atualidade, anotando importantíssimos 38 pontos, porém mais uma vez não foi capaz de bater os Celtics, a equipe da casa não teve um destaque individual, mas sua defesa como um todo foi muito sólida e com muito sacrifício a vitória veio: 92-86.

O jogo 6 poderia ter sido o último da série, os Lakers poderiam mais uma vez ter sido parados pelos Celtics, mas dessa vez foi diferente, sabendo da importância histórica do momento os comandados de Phil Jackson fizeram um jogo quase perfeito e venceram bem por 89-67.

Até que veio o épico jogo 7. Um jogaço digno da história das duas equipes e da qualidade e tradição da NBA. Duas equipes focadas e com muita sede de vitória. Mesmo em Los Angeles e depois de uma avassaladora derrota no jogo 6 os Celtics não se abateram e ficaram a frente do placar boa parte do jogo. Mas dessa vez o título ficaria por ali mesmo, com destaque para o polêmico e eficiente Ron Artest, os Lakers conseguiram virar o jogo e vencê-lo por 4 pontos de diferença: 83-79.

Fim de NBA e o Sweet 16 dos Lakers fica para a história, os Celtics continuam sendo os maiores campeões da NBA com 17 títulos, mas agora a diferença cai para apenas um título.

É a consagração absoluta de Bryant e Phil Jackson, ambos já vinham conquistando muitos títulos com os Lakers mas esse tem um gosto especial, e além deles todo o time merece muito, vale lembrar também Artest e Gasol que nunca haviam conquistado esse título.

Enfim, a NBA mais uma vez confirma o seu alto nível e essa temporada com certeza ficará marcada na memória de muitos.