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O inatingível Barcelona

Foi disputada ontem a final do Mundial de Clubes da FIFA de 2011. Seguindo o costume “quimérico” falo um pouco sobre esse jogo de ontem e sobre a trajetória dos dois finalistas.

Depois da vitória do Barcelona sobre o Manchester United na final da Liga dos Campeões e da vitória do Santos sobre o Peñarol na final da Libertadores, a mídia esportiva e todos os que acompanham futebol aguardavam ansiosamente por esse fim de ano. Pra disputa do Mundial de Clubes da FIFA, aguardando o tão esperado embate entre Barcelona x Santos, ou melhor, o grande embate que todos realmente esperavam era entre Messi x Neymar.

Mas pra que isso realmente acontecesse era necessário que Barcelona e Santos cumprissem seus papeis e afirmassem o favoritismo nos duelos da semi-finais, respectivamente contra Al-Sadd e Kashiwa Reysol.

Na quarta o Santos venceu o Kashiwa por 3 x 1, mas sofreu no segundo tempo, o clube japonês comandado pelo brasileiro Nelsinho Baptista e tendo como seus principais jogadores os também brasileiros Jorge Wagner e Leandro Domingues, deu trabalho ao Santos, que não jogou o seu melhor futebol nas semi-finais, apesar do lindo gol de Neymar o futebol santista não foi nem de perto aquele da Libertadores, mas mesmo assim a vaga para a final estava garantida.

Na quinta o Barça também fez sua parte. Vitória sossegada de 4 x 0 sobre o Al Sadd, com três gols brasileiros: dois de Adriano e um de Maxwell. A equipe catalã em momento algum sofreu qualquer perigo real e ainda se deu ao luxo de poupar três titulares: Daniel Alves, Piqué e Xavi.

O tão esperado duelo aconteceu então ontem, em Yokohama. E é até estranho falar sobre o jogo de ontem, porque, com todo respeito ao Santos, não foi de fato um jogo, esteve mais para um baile, um treino ou coisa do tipo. O Barcelona não tomou reconhecimento da equipe brasileira, que, apática, viu o melhor time do mundo desfilar no gramado o seu envolvente, bonito e vencedor futebol. Novo 4 x 0, dessa vez com dois gols de Messi, um de Xavi e um de Fábregas. A única real chance de gol do Santos esteve nos pés de Neymar que cara a cara com Valdés chutou a bola em cima do goleiro espanhol. Um lance em que normalmente o camisa 11 de moicano estilizado não perdoa.

Adjetivos como inatingível, imbatível e outros do tipo são cada vez mais verossímeis pra se qualificar esse time do Barcelona. Foi muito incomum o que aconteceu ontem, por mais que todos já soubessem de toda qualidade do Barcelona o resultado e a maneira como ele foi construído talvez não fosse esperado nem pelo mais otimista dos torcedores catalães. A fraca atuação do Santos no jogo de quarta de certa forma já poderia ser prenúncio pra essa humilhação de ontem, mas mesmo assim, o resultado foi muito incomum para uma final de Mundial de Clubes.

Dentre outras coisas mais, o resultado também confirmou de vez a superioridade do argentino Messi, tudo que indica que ele será eleito pela terceira vez consecutiva o melhor jogador do mundo, fato inédito, e com muito mérito, o argentino de 24 anos ontem mais uma vez decidiu a partida, jogando bem, fazendo dois gols e participando da jogada de outro gol. Em relação às outras peças do Barça só o que dá pra fazer é elogiar, de Valdés à Thiago Alcântara (Guardiola optou por entrar sem nenhum atacante de ofício, depois da lesão de Villa nas semi-finais, e o time parece não ter sentido isso nem um pouco, tamanho o entrosamento e qualidade dos jogadores), todos fizeram o que vêm fazendo já há algum tempo e garantiram mais um título mundial para o Barça.

Já em relação ao Santos de Neymar, coisas precisam ser pensadas, mas acredito que nem tudo tá tão errado assim. Como já frisei neste post não foi só no jogo contra o Barça que a equipe santista não conseguiu jogar bem, na semi-final já havia sofrido pra vencer o Kashiwa e na final o que aconteceu foi um enorme baque. Qualquer time que entrasse pra jogar contra o Barça, no momento que vive hoje, naturalmente iria sentir um baque inicial, mas o Santos deixou isso continuar e em momento algum conseguiu igualar (nem que seja somente na raça) com o Barcelona. Falando assim até parece que seria uma tarefa fácil, pelo contrário, todos sabem que não seria, mas o fato é que o Santos não conseguiu de maneira alguma ser um verdadeiro adversário para o Barça, realmente não tem muito o que falar depois de uma derrota dessas.

Por isso considero as declarações dos santistas até interessantes, ao afirmar que ontem o Santos teve uma aula de futebol Neymar está sendo bem sincero e admitindo que pelo menos por enquanto nem o Santos está a altura do Barcelona e nem ele está a altura de Messi. Mas ainda assim Neymar e o Santos estão na linha de frente do futebol brasileiro, não foi uma derrota que merece críticas, talvez tenha sido uma derrota que mereça apenas o reconhecimento da incapacidade, da insuficiência santista frente ao inatingível Barcelona.

Chega ao fim mais uma temporada e mais uma vez o Barcelona de Guardiola é o supremo campeão de tudo. O acontecimento que já vai virando rotina no mundo do futebol leva todos, cada vez mais, a colocarem esse time do Barça na galeria dos maiores times da história. O mais interessante é perceber que esse time parece estar num auge que não acaba, pelo contrário, vai só aumentando e virando cada vez mais auge. A valorização das categorias de base, da posse e do bom toque de bola, formam o pilar dessa fórmula que vai dando muito certo. Poder estar presenciando isso é bem interessante, pensar que daqui muitos e muitos anos estarão falando daquele  incrível Barcelona dos anos 10…

Resta ao Santos e a todos os outros adversários tentarem encontrar maneiras de destronar esse Barcelona, enquanto isso Messi e cia. vão levantando taças e mais taças.

Adiós Manchester! (2)

O post de hoje já é uma tradição do Un Quimera. Um comentário sobre a final da Liga dos Campeões da Europa, a maior competição de futebol de clubes do mundo. O engraçado é que essas tradição começou logo no ano em que surgiu o blog, 2009, e nesse ano o vencedor da competição foi o Barcelona, em cima do Manchester United. A história se repetiu nessa temporada, por isso o título do post também se repete.

Não é por não ter gostado da qualidade técnica do jogo ou do resultado do mesmo, pelo contrário, mas é que sinceramente nem tenho muito o que falar. O toque de bola do Barça fala por todas as palavras.

Muitos ainda podem torcer o nariz, mas eu digo em alto e bom som: o Barça é sim o melhor time do mundo, diria até com sobras, e essa base que foi estruturada mais ou menos em 2009 e segue firme e forte tem tudo para se tornar (se já não é) uma lendária equipe de futebol. Digo lendária no sentido de garotos lá em 2050 estarem comentando e ouvindo histórias dos mais velhos sobre a segurança de Valdés, a solidez de Dani Alves, Piqué, Puyol, Mascherano e Busquets, a superação de Abidal, a inteligência e visão de jogo de Xavi e Iniesta, a rapidez de Pedro Rodríguez, a precisão de Villa e a genialidade de Messi. O time todo, enfim!

Falando mais especificamente sobre o jogo: um começo em que os comandados de Alex Fergunson até tentaram algo, apertaram a marcação e nos 10 minutos iniciais estavam melhores, mas depois disso em momento algum os ingleses tiveram qualquer tipo de superioridade dentro de campo. O Barça começou a impor seu futebol e não demorou para que Pedro Rodríguez abrisse o placar, após receber ótimo passe de Xavi.

Logo depois do gol do Barça, o Manchester ainda conseguiu o empate, com seu melhor jogador, Wayne Rooney, após tabelar com o “imortal” Ryan Giggs, que estava impedido no lance.

Na volta para o segundo tempo o Barça continuou a impor seu jogo, sem se abalar pelo resultado. E num chute do melhor jogador do mundo, Lionel Messi, voltou a frente. Pouco depois David Villa fez um belo gol, colocando a bola no ângulo de Van Der Sar.

Placar final de 3 x 1. Muita festa para dos tetracampeões (92, 06, 09 e 11) e desolação do lado dos Red Devils.

Nem preciso dizer que o resultado foi mais do que justo e que o Barça vai confirmando a cada competição sua enorme superioridade. O time é muito coeso e compacto, joga um futebol diferente da maioria das equipes, pautado no toque de bola, na posse de bola.

Agora é esperar a próxima edição da Liga dos Campeões para ver como serão as coisas. Uma coisa é certa: o Barcelona é o adversário a ser batido e quem conseguir tal coisa (se conseguir) terá muitos méritos.

É tudo azul e grená!

Ontem, definitivamente o Barcelona provou que é na atualidade o melhor time do mundo, tenho que reconhecer isso.
Nem o mais otimista torcedor catalão poderia imaginar uma temporada tão boa como essa 2008/09.
Simplesmente tudo o que o Barça disputou ele venceu: Campeonato Espanhol, Copa do Rey, Liga dos Campeões da Europa, Supercopa da Europa, Supercopa da Espanha e por fim o Mundial de Clubes da FIFA.
E foi com muita técnica, raça e esforço que a equipe do jovem treinador Pep Guardiola venceu todas essas competições.
A coroação final veio ontem em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Como era de se esperar mais uma vez a final do Mundial de Clubes foi decidida entre o campeão da Libertadores e o campeão da Liga dos Campeões da Europa.
Ambos chegaram na final depois de enfrentar algumas dificuldades nas semi-finais: o Barcelona saiu perdendo para o Atlante do México, logo aos cinco minutos de jogo, mas virou pra 3 x 1, com gols de Messi, Busquets e Pedro e conseguiu a vaga na final. Já o Estudiantes também sofreu para vencer o Pohang Steelers, da Coreia, 2 x 1, com três jogadores da equipe asiática expulsos.
Na final, muita tensão dos dois lados, o jogo começou morno, sem grandes chances para nenhum time, a marcação forte impediu que Messi, Ibrahimovic e Verón, os principais jogadores dos dois times, fizessem um grande jogo.
Nenhuma equipe tinha domínio do jogo no primeiro tempo, mas no fim da etapa inicial, mais precisamente aos 37, cruzamento na área do Barça e gol de cabeça de Mauro Boselli, a bola passou por Puyol e na disputa com Abidal o atacante argentino levou a melhor e levou os torcedores do Estudiantes a loucura, ele já havia feito o gol do título na final da Libertadores contra o Cruzeiro e parecia que este poderia ser outro gol que valia título.
Mas na volta para o segundo tempo tudo mudou. A entrada de Pedro no ataque catalão deu mais vida a equipe de Guardiola que passou a atacar o Estudiantes e a dominar o jogo.
A equipe argentina se retraiu muito, na esperança de conseguir segurar o resultado de 1 x 0. Mas o Barça era forte, mesmo com muita marcação do lado argentino e pouca objetividade do lado espanhol, a pressão era muito grande para ser aguentada.
Até que aos 44 do segundo tempo, o jovem Pedro, também de cabeça empatou o jogo, era mesmo uma questão de tempo e este gol abateu e muito o Estudiantes que foi muito abatido e muito cansado para a prorrogação.
Prorrogação que continuou numa tônica parecida com a do segundo tempo do tempo
normal, Barça no ataque agredindo o Estudiantes. O jovem Jeffren entrou bem na vaga de
henry e infernizou o lado direito da defesa argentina. No fim do primeiro tempo o 1 x 1
permaneceu.
Na volta para os últimos 15 minutos de jogo é que tudo mudou. Com 5 minutos Daniel Alves, peça importantíssima nessa temporada do Barça, cruzou na área e aí apareceu a peça mais importante na temporada, Lionel Messi, de peito, de coração ele se antecipou a zaga e colocou a bola no fundo do gol de Albil, era a virada do Barça, o gol do título, daquele que foi o artilheiro do Barcelona na temporada e que será, sem nenhuma dúvida, o melhor jogador do mundo nesta temporada.
Depois disso o Estudiantes, muito aguerrido, até tentou o empate e no último lance do jogo uma cabeçada do zagueiro Desábato passou muito perto do gol de Valdés, mas não tinha jeito, o título era mesmo do Barça.
Festa azul grená, lamentação alvirrubra, assim como na temporada passada, quando o Manchester venceu a LDU, mais uma vez o título do Mundial de Clubes fica na Europa, e de maneira muito merecida, volto a afirmar sem nenhum medo o Barça é o melhor time do mundo, é muito equilibrado, técnico e também conta com muita raça.
Uma temporada inesquecível para a Catalunha.

Adiós Manchester!


O Estádio Olímpico de Roma foi palco de mais uma final da Liga dos Campeões da Europa, a maior competição de clubes do mundo.

E a decisão, além de marcar o duelo dos dois melhores times da temporada 2008/09, marcou também o duelo individual entre dois dos maiores jogadores da atualidade: Cristiano Ronaldo pelo lado do Manchester e Lionel Messi pelo lado do Barcelona.
O jogo começou com o Manchester no ataque, Fergunson entrou com Ronaldo, Rooney e Park na frente, Cristiano Ronaldo teve uma boa chance em uma falta logo no início.
E até os 10 minutos de jogo o Barça mal tinha passado do meio de campo, porém bastou isso acontecer uma vez que a história do jogo foi mudada: Iniesta, (um ótimo meio-campista catalão que garantiu a vaga do Barça nessa final, marcando o gol decisivo na semi-final contra o Chelsea) passou para Eto’o, que com muita categoria e velocidade tirou Vidic do lance e tocou consciente no canto de Van Der Sar, que ainda tentou defender, mas não dava, gol do Barcelona e a festa em azul-grená já se anunciava.
Depois disso, o resto do primeiro tempo foi equilibrado, o Barça soube jogar com o resultado favorável e Cristiano Ronaldo e cia. pareciam não conseguir mostrar o seu melhor futebol.
Na volta para o segundo tempo, Sir. Alex Fergunson arriscou, ao colocar Tevez no lugar de Anderson. O time inglês ficou um pouco desfigurado, jogando numa variação tática pouco usada durante toda a temporada e o Barça pareceu ganhar ainda mais confiança na etapa final.
Como o empate não vinha Fergunson colocou mais um atacante, o búlgaro Berbatov, era a última carta na manga dele, o time ficava com 4 atacantes em campo mas quem vencia ainda era o Barça.
E, aos 25 minutos, Xavi Hernández recebeu na direita fez ótimo cruzamente e Lionel Messi, de cabeça, sepultou de vez os Diabos Vermelhos. Van Der Sar não teve reação a cabeça do pequenino Messi, que, além do gol, fez um ótimo jogo coletivo, tentando sempre servir os companheiros, mas também partindo pra cima com dribles e finalizações, o gol serviu também para mostrar que vencia o duelo individual da noite.
Depois disso o Manchester continuou tentando, mas o Barça era comprovadamente superior, um lance isolado mostra muito bem como estava o jogo, aos 28 do segundo tempo, Puyol, sim, o zagueirão Puyol, que estava improvisado de lateral direito ontem, foi a linha de fundo, cortou Cristiano Ronaldo e sofreu a falta do português, o que se esperava era o contrário não é verdade?
Enfim, a equipe da Catalunha, comandada por Josep Guardiola termina talvez a melhor temporada de sua história.
Venceu a Copa do Rey com certa facilidade, foi campeão espanhol antecipadamente e conquistou a Liga dos Campeões.
É importante destacar o trabalho de Guardiola, ex-jogador do time está apenas na sua primeira temporada como treinador (começou muito bem!) e já conseguiu levar o Barça a todos esses títulos, vale lembrar que na final o Barça teve desfalques importantes como Rafa Márquez e Daniel Alves. Utilizando-se de muitos jogadores formados no clube como Sergio Busquets, Andrés Iniesta, Carles Puyol, Victor Váldez, Pedro Rodriguez etc., Guardiola mostrou que tem elenco e fez o inverso do que muitos treinadores europeus fazem, valorizou a base do time, lógico que com boas contratações também, mas veja o Manchester por exemplo, com exceção dos veteraníssimos Scholes e Giggs, quase todos os outros jogadores do elenco são estranegeiros.
Enfim, parabéns ao Barça por mais essa conquista, gostei de ver o jogo e a vitória catalã, mas é lógico que a vontade era de ver o Liverpool campeão, fica pra 2009/10.