Arquivo da categoria: Aldir Blanc

QuimeraShare #09

O QuimeraShare de hoje fala do mineiro mais carioca de todos!

João Bosco, natural de Ponte Nova-MG, se radicou no Rio de Janeiro e lá, principalmente ao lado do parceiro Aldir Blanc, construiu o espírito poético da Cidade Maravilhosa das décadas de 60/70. Composições belíssimas dessa dupla foram interpretadas por outros grandes nomes da MPB, e por tudo considero João Bosco um ícone de nossa música.

O álbum que escolhi é talvez o melhor dele. Apesar de não conhecer a obra de Bosco na sua totalidade, acredito que levando em conta o pouco que eu conheço, Galos de Briga pode ser cogitado ao posto de obra-prima.

Desde a arte da capa até cada detalhe das letras, é uma cultura urbana, boêmia e malandra (no melhor sentido da palavra) que está embutida no álbum.

E tem uma coisa curiosa nesse álbum também, eu, particularmente, escuto muito mais a primeira metade (as seis primeiras canções), do que a segunda. Acho que é pura questão de gosto mesmo, porque o álbum como um todo é muito bom!

“Acendo um cigarro, molhado de chuva, até os ossos. E alguém me pede fogo, é um dos nossos. Eu sigo na chuva de mão no bolso e sorrio. Eu estou de bem comigo e isso é difícil. Eu tenho no bolso uma carta, uma estúpida esponja de pó de arroz e um retrato meu e dela que vale muito mais do que nós dois. Eu disse ao garçom que quero que ela morra, olho as luas gêmeas dos farois e assovio, somos todos sós, mas hoje eu estou  de bem comigo e isso é difícil. Ah, vida noturna! Eu sou a borboleta mais vadia, na doce flor da tua hipocrisia.”

Pra baixar:

QuimeraShare #09 – Galos de Briga – João Bosco.rar   Tamanho: 34.13 MB

Cartas da Mãe

Mais um post com um curta vindo diretamente do site Porta Curtas.

Hoje com o curta Cartas da Mãe.
Tem aquela famosa canção de João Bosco e Aldir Blanc, O Bêbado e a Equilibrista, que diz:
“… e sonha com a volta do irmão Henfil e tanta gente que partiu num rabo de foguete…”

Pois então, Cartas da Mãe é curta que mostra cenas de um Brasil recente, o Brasil marcado pela ditadura militar é o pano de fundo para as cartas de Henfil (o cartunista, o mesmo da música) para sua mãe.
São cartas que tratam de vários assuntos, mas sempre focando a questão do exílio, da liberdade de expressão (ou falta dela), da ditadura, de todo esse universo.
Com depoimentos de Frei Betto, Zuenir Ventura, Luis Fernando Veríssimo, Lula e dos cartunistas Angeli e Laerte, o curta mostrra um importante período de nossa história, aí vai: