Primavera na Mente

As influências que cada um tem, creio eu, podem configurar-se em várias e inesperadas criações. A canção “Primavera nos Dentes” sempre me inspirou muito, desde a primeira vez que a escutei. Por vezes tentei escrever algum poema ou qualquer outra coisa que fizesse alusão à essa canção e toda a inspiração que ela me proporciona. Só o que obtive foram fracassadas e inacabadas tentativas. Eis que num momento de criação, escrevendo um poema que a princípio não era pra ter nada a ver com a canção dos Secos e Molhados, encontrei a possibilidade de colocá-la ali. O resultado disso segue abaixo:

Primavera na Mente

Pra abalar um pensador estático
somente um instante extático.
Pra valorizar a estética
é bom não abrir mão da Estética.
O valor de cada pequena e singela história
não precisa do crivo da História.
Tão distintos, tão distantes
são herois e também errantes.
Conceitos e signos tantos
que aceitam concepções outras.
Concepções tantas que geram
frutos e espinhos
nas mais diversas plantas
do verborrágico jardim intelectual.
Há quem segure a primavera nos dentes
– e pra esses todo respeito e admiração –
nós seguramos a primavera na mente.
Na busca constante por uma
experiência nova, viva e estridente.

Rogério Arantes

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