Rama Ruana é raiz!

Quarta-feira foi dia de reggae no Cine Theatro Central em Juiz de Fora.

A banda local Rama Ruana gravou seu primeiro DVD, o show transgrediu o âmbito musical e dialogou com a cultura indígena (marca característica da banda) e também com a sustentabilidade. O blogueiro aqui esteve presente e este post é pra falar um pouco das minhas impressões desse show.

Antes de mais nada vale ressaltar que depois de “descobrir” Martiataka passei a olhar com olhos sempre mais interessados as bandas daqui de Juiz de Fora, não que antes fosse diferente, mas é que a banda de Del Guiducci e cia. realmente me agradou muito.

Aí então me deparo com Rama Ruana, conhecida banda de reggae daqui, com 12 anos de estrada e que gravaria seu primeiro DVD. Fui bem animado pro show e uma certa demora pra abrir as portas do Cine Theatro Central me deixou um tanto encucado, mas estava tudo programado, é que antes do show de fato, rolou uma pequena apresentação do Projeto Manifesta, em frente ao Cine Theatro Central, vestidos de índios os integrantes do projeto dançaram, cantaram e distribuíram mensagens da cultura indígena pro pessoal.

As portas se abriram e aos poucos o Cine Theatro Central foi enchendo, lá das primeiras filas da plateia vi Rafael Cardoso, Marcelo Magaldi, Bruno Tardio, Diogo Veiga, André Falabella e Marcelo Mattos tocarem várias canções inéditas pra esse primeiro DVD e terceiro disco da banda e algumas antigas e famosas, como “Coração Bondoso” por exemplo. Outro detalhe é a questão da sustentabilidade: o cenário do palco foi montado com jornais e garrafas pet, dando uma ambientação “natural”, bem ao estilo da banda.

“Mineiro da Mata” é uma das canções que mais me chamou atenção, como já disse esse forte resgate da cultura indígena, da mata, da natureza (tão presente na filosofia reggae) também acompanha o Rama Ruana e nessa canção isso é novamente lembrado, também é feita uma relação aparentemente óbvia com a Zona da Mata (região de Minas onde está localizada Juiz de Fora), mas que até então eu nunca tinha ouvido, é uma canção forte que ao mesmo tempo exalta a natureza, Juiz de Fora e Minas Gerais:

“Enquanto tiver a luz e o sol pra guiar também, vou aí, buscar o que me convém. Enquanto o vento for livre pra soprar em qualquer lugar, vou aí, buscar o que é o amar. E há quem diga que nunca se vai encontrar o encantado. Pra sempre, pra sempre eu sou, eu sou, eu sou: mineiro de sangue, raiz, dialeto! Mineiro da Mata! A voz da montanha, a voz da floresta, que canta a liberdade! Guerreiro do amor, o arco e a flecha, guerreiro da mata! Na luta da vida, na luta da paz, querendo a verdade!”

Mas tem bandas que possuem aquela música que todo mundo conhece e que não pode faltar nunca. Rama Ruana é um bom exemplo disso, durante quase todo o show ela foi pedida, e já no fim, Marcelinho dedicou pra família, amigos e fãs (e em especial pra mãe dele), a famigerada “Transição”. Música linda que teve todo o público do Cine Theatro Central cantando junto!

No momento final do show ainda teve uma homenagem ao grande ícone do reggae, Bob Marley. Através de uma votação via facebook, a banda selecionou algumas canções de Bob e fechou o show com elas.

Enfim, mais um belo show e uma bela noite nessa vida juizforana, que, pra variar, terminou com aquela chuvinha caindo, não é atoa que no show teve até música falando do clima dessa cidade.

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