Poético Temporal

“E se sinta começando, renascendo, solitário

Tendo em vista um novo momento…”

Fernando Catatau

É novo o que se mostra

É tempo, sempre tempo

De questionar e pensar

Chuva mansa que escorre

Tal qual lágrimas solitárias

Calor infernal que escorre

Como o suor na face cansada

É tempo, sempre tempo

De pensar e questionar

O passado quase todo refeito

Em cada nova significação

O futuro que é agora

Perdido em cada novo projeto

É tempo, sempre tempo

De não ter tempo e correr

Correr demais sem saber por quê

E querer mais e mais tempo

Pra saber ainda mais

Não é epistemologia

Muito menos cosmologia

É tempo, sempre tempo

E se é poesia é instante

E o instante desse momento

Só me faz pensar que

É tempo, sempre tempo

Se a poesia se encerra

Dentro da temporalidade

E ainda assim pode

Ser algo infinito

Então é tempo, sempre tempo

E é mais, é outra coisa

Defina leitor, defina!

Eu, preso na finitude desse poema

Apenas digo que o tempo passou

E eu já não sou mais quem eu fui.

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