Do Amor

Do nada eu achei um poema perdido por aí, não faço a mínima ideia de quem escreveu, mas achei bacana e resolvi publicar aqui, aí vai, “Do Amor”

Amor é flor de campo

que desbota devagar

Amor é um rio caudaloso

que não tem onde desaguar

Eu amei, amei demais

e meu amor orgânico,

sujo e desajeitado

ainda vive dentro de mim

Mas amor nunca foi

e nunca será posse

As circunstâncias dessa

vida sem sentido

fizeram com que eu,

triste e confuso,

a deixasse partir.

E ela ficou lá, sozinha

em meio a bordados,

esmaltes e batons.

Foi um tempo intenso

Foi um tempo que não

era pra ter sido, mas foi

Uma coisa que virou

outra coisa que virou o fim.

Das besteirinhas que a gente fazia

das receitas, ideias e músicas

que compartilhávamos

ecoa a voz do sábio poeta:

“amor só é bom se doer”

e tá doendo viu.

Porém eu sou um homem

E ela é uma mulher

Guiamos nossas vidas

Ulcerizados pelo tempo

Entretanto não esquecemos

Toda nossa força e paixão

Estamos vivos e precisamos viver!

Amor é um caos

que devora corpo e coração

Amor é eterno

espera sempre as dores que virão.

Um pensamento sobre “Do Amor

  1. Maria Eugenia disse:

    Nossa, Monsieur. Que lindo poema! Lindo mesmo, pena nao saber quem escreveu… Voce sabe que nunca fui mto chegada em poemas, sempre fui mais da prosa mesmo. Mas ultimamente tenho descoberto a poesia de verdade, a coisa gostosa dos versos..
    E esse eu achei lindissimo e, como eu sempre digo, mto leve e natural. Bem seu estilo! rs

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