Arquivo mensal: agosto 2011

QuimeraTube #40

E esse clip do Marcelo Jeneci, hein?

Lembrei de São Gonçalo, da família, da infância…

“Felicidade é só questão de ser”:

Inclinação Cinematográfica #04 – Porrada Intelectual

Dia de mais um post da série Inclinação Cinematográfica. E seguindo a linha das outras três inclinações cinematográficas, falarei de um filme que na verdade é adaptação de uma obra literária.

Clube da Luta, dirigido por David Fincher é a bola da vez.

Começando falando um pouco do livro e do autor que deram origem ao filme. Clube da Luta foi o primeiro romance do escritor estadunidense Chuck Palahniuk, lançado em 1996, e enquanto livro não teve uma recepção muito boa, só quando a obra foi adaptada para as telonas em 1999 é que despertou uma maior atenção e se tornou a obra mais conhecida de Palahniuk. Outro romance seu, O Sobrevivente é cotado para ser uma nova adaptação cinematográfica. Chuck Palahniuk retrata muitas vezes personagens marginalizados na sociedade e utiliza-se de um humor irônico. Considera seu estilo como uma ficção transgressional.

Dada essa pequena introdução do autor, falo agora mais especificamente de Clube da Luta. Não li o livro, conheço mesmo só o filme. Por isso a ideia é falar um pouco de David Fincher e depois já entrar no filme de vez.

Assim como não conheço o livro também conheço muito pouco o trabalho de David Fincher. Mas só pelos títulos de suas obras (algumas delas muito famosas e muito comentadas) já dá pra perceber sua qualidade cinematográfica. Se7en, O Curioso Caso de Benjamin Button e mais recentemente A Rede Social são seus principais filmes.

Em O Clube da Luta, o diálogo entre Fincher e Palahniuk parece ter sido intenso. O filme absorve muitas das características do autor do livro e é realmente uma porrada intelectual, como disse no título do post. O interessante é ver como através da luta, um tema a primeira vista totalmente anti-intelectual, se dá esse contato com várias mensagens altamente intelectuais, como a questão do desapego, da liberdade. Foca mesmo a existência humana em uma época esquizofrênica, em um tempo que muitas vezes as coisas (como os apartamentos, carros, etc…) te possuem e não o contrário.

Essa é basicamente a panorâmica de todo filme. O narrador (Edward Norton) é uma pessoa aparentemente comum, que tem seu emprego, seu apartamento, tudo certinho, mas que sofre de insônia. Começa então a frequentar um grupo de apoio para pessoas com cancro testicular e nessa experiência consegue um certa libertação da insônia e mais, da angústia que existia em sua vida. Isso acaba se tornando uma espécie de vício e aí então o narrador passa a frequentar outros grupos similares (para pessoas com AIDS, hepatite, etc…) e conhece Marla Singer (Helena Bonham Carter), personagem que também estará presente durante boa parte do filme. A presença de Marla nos grupos de apoio incomoda muito o narrador, que parece não conseguir mais se libertar com a presença dela, os dois então combinam de frequentar diferentes grupos.

Esse primeiro momento do filme de certa forma já retrata a doentia sociedade em que vive o narrador e a necessidade de refúgio, de extravasar, que sentia o narrador. Isso será retomado, obviamente, quando surgir o tal Clube da Luta.

Acontece que a vida “comum” do narrador sofrerá drásticas mudanças quando ocorre um incêndio em seu apartamento. Pouco antes deste acontecimento, numa viagem de avião, o narrador conhece Tyler Durden (Brad Pitt. Personagem essencial dentro da trama. Ele diz ser um fabricante de sabonetes e deixa seu telefone com o narrador. Quando acontece o incêncio o narrador resolve ligar para Tyler, os dois se encontram em um bar e aí as mudanças começam a surgir.

Tyler Durden amplia a visão do narrador, mostra um outro lado da vida, foca mesmo na questão já pontuada: até que ponto é você que possui um apartamento? Será que não é o apartamento que está te possuindo? Essa inversão de valores é altamente, em última análise, filosófica. Essa mensagem anti-consumista vai ser uma constante nas ideias de Tyler Durden.

O narrador e Tyler tornam-se amigos e fundam o Clube da Luta. Que nada mais é do que um ambiente onde através da luta, as pessoas extravasam suas angústias. É como uma ampliação dos grupos de apoio que o narrador frequentava, após o surgimento do Clube da Luta ele até deixa de frequentá-los e outras pessoas que também frequentavam os grupos de apoio passam a integrar o Clube da Luta, como Bob por exemplo, personagem emblemático dessa história.

A partir desses momentos inicias a trama vai se desenvolvendo. Dando uma pequena parada do enredo, que já, já será retomada, falo um pouco também dos aspectos mais cinematográficos da obra. Além de ter concorrido ao Oscar de melhores efeitos sonoros, o filme conta com uma fotografia e efeitos especiais muito concisos, nada de extraordinário, mas nada também que não melhore ainda mais essa bela e questionadora história.

História essa que também questiona a História em si. Sim, outra faceta do filme é questionar a geração 90-00. Que se encontra em um mundo onde quase tudo é de certa forma já dado (crítica a um certo comodismo que se dá através da internet, do consumismo, etc…) e do qual as pessoas parecem não querer sair. Quer dizer, tudo que se quer é uma vida estável, sem grandes transgressões ou desafios, essa seria a marca dessa geração que passaria então a não ter nenhum grande valor histórico, aqui vale a citação de Tyler Durden:

“Somos uma geração sem peso na história. Sem propósito ou lugar. Nós não temos uma Guerra Mundial. Nós não temos uma Grande Depressão. Nossa Guerra é a espiritual. Nossa Depressão são as nossas vidas. Fomos criados através da TV para acreditar que um dia seríamos milionários, estrelas do cinema ou astros do rock, mas não somos.”

Através de várias metáforas (inclusive a cena final do filme pra mim é uma outra grande metáfora) o filme vai se construindo. Após o surgimento do Clube da Luta várias outras coisas acontecem durante a trama, algumas viradas e revelações e sempre essa mensagem intelectual mesclada a um ambiente marginal. A ideia de desconstrução, que requer esforço, mudança e vontade, é pra mim a chave de leitura desse filme.

Enfim, Clube da Luta é um filme subversivo sim e não fascista como muitos dizem, que amplia a nossa visão, nos faz lembrar de coisas talvez esquecidas e desperta a vontade de crescer, de transgredir. Desinteresse e conformismo são palavras estranhas demais pra esse filme.

Em outubro tem mais Inclinação Cinematográfica.

QuimeraTube #39

É samba, é rap, é preto, é branco, é Criolo, man!

Coruja de Minerva #03

Hoje é dia do terceiro post da série Coruja de Minerva.

Pra quem ainda não sabe, esta série é totalmente dedicada à Filosofia. A ideia é publicar artigos e textos sobre variados temas da Filosofia, na tentativa de divulgar a Filosofia em um meio mais “pop” que são os blogs e ao mesmo tempo complementar o meu curso de graduação.

Comecei o 4º período na última segunda e no período passado um tema em especial me chamou muito a atenção. Esse tema foi a Fenomenologia. Um nome que, penso eu, parece muito estranho pra quem não tem um maior contato com a Filosofia. A Fenomenologia foi muito desenvolvida e ganhou status de ciência de rigor após as obras do filósofo alemão Edmund Husserl. Estudos em cima de Husserl me levaram a produzir o texto que publico agora, uma visão bem superficial desta corrente filosófica que influenciou muito o pensamento filosófico contemporâneo.

Voltar às coisas mesmas

O início da Filosofia Contemporânea está intimamente ligado à Fenomenologia. O ponto de partida para todo um pensamento renovado, que se mostra em escolas filosóficas do século XX como o Existencialismo.

O presente texto buscará analisar, compreender e questionar os principais pontos do texto “A Fenomenologia Husserliana como Método Radical”.

Edmund Husserl é considerado o fundador dessa nova filosofia que se preocupa, em síntese, com a relação sujeito-objeto e vem para tentar por fim em um verdadeiro “solepsismo filosófico” que se desenrolava no pensamento filosófico de seu tempo: o Racionalismo, que tinha como principais representantes Descartes, Spinoza e Leibniz se contrapondo ao Empirismo de Locke e Hume.

A Fenomenologia não quer ir lá, nem cá. Propõe um esquema novo, é um método radical, pois vai até a raiz das coisas, fazendo valer a frase que é um verdadeiro lema dessa filosofia: “zu den sachen selbst” (voltar às coisas mesmas).

Husserl tenta fundamentar um método em que a nossa relação com as coisas volte a ser verdadeira, é aí que entram os principais pontos dessa filosofia: a valorização da subjetividade, a intencionalidade da consciência e a redução eidética ou epoqué.

Antes de explicitar melhor todos esses conceitos, vale deixar bem claro o conceito-chave dessa filosofia, que dá nome a ela. O que é o fenômeno? “Por fenômeno, no sentido originário e mais amplo, entende-se tudo o que aparece, que se manifesta ou se revela” (pág. 16). 

Posto isso, passemos aos outros pontos já citados. Existe uma valorização da subjetividade pois é nela que se funda a Fenomenologia, uma ciência legitimamente humana, diferente do famigerado objetivismo do Empirismo, a apreensão do fenômeno é totalmente dependente da subjetividade e a afirmação disso, para não se cair em “anarquismo epistemológico” se dá com a intersubjetividade.

A intencionalidade da consciência é o que a constitui, a consciência aqui não é uma consciência-substância como era para Descartes, mas sim um movimento, é sempre consciência de alguma coisa, é o ato de ver.

A redução fenomenológica procura colocar o mundo entre parênteses, sem duvidar de sua existência, mas sim para focar na experiência que está tendo com determinada coisa (seja ela o que for), contrapõe a atitude fenomenológica com a atitude natural, a segunda seria uma simples e ingênua atitude, já a primeira seria uma verdadeira experiência da consciência, uma apreensão legítima do conhecimento.

Analisados todos esses conceitos fica a constatação de que a Fenomenologia foi um divisor de águas dentro da História da Filosofia, e impulsionou muitas escolas filosóficas posteriores, colocar a subjetividade transcendental como centro de uma ciência é ir além e abrir infinitas possibilidades.

Páginas de Convivência

Hoje, pela segunda vez na sua história (a primeira tá aqui) o Un Quimera tem a honra de publicar um texto de Ivan Bilheiro.

Apesar de não ter divulgado por aqui, no último mês de maio participei da publicação do segundo livro do Movimento Literário Saberes e Sabores – MLSS de São Gonçalo do Sapucaí-MG, minha cidade natal. O livro contém textos de vários autores que participam do Movimento Literário, inclusive dois poemas e um conto meu.

Meu amigo Ivan Bilheiro comprou um exemplar e gostou bastante do que viu, me elogiou, comentou comigo sobre o livro e o movimento e pra comprovar tudo isso também escreveu um texto sobre. É este o texto que publico aqui. Valeu, Ivan!

Páginas de Convivência

Escrevi certa vez enaltecendo os livros que aproximam pessoas. Acho fantástica a utilização da leitura para criar conexões entre as pessoas, diálogos, trocas… As leituras pessoais dos livros passam por releituras na criatividade dos diálogos sobre eles.

Mas há outra forma bastante louvável de agregar pessoas e gerar boas relações através das letras: a escrita. Símbolo disso é o livro que, felizmente, chegou até mim: Memórias Sapucaienses (Ottoni Editora, 2011, 303 páginas) organizado por Alitta Guimarães Costa Reis e Márcia Magalhães Pereira. A obra reúne frutos do trabalho do Movimento Literário Saberes e Sabores, da cidade mineira de São Gonçalo do Sapucaí.

São páginas que registram o que povoa a mente desta comunidade de praticantes da escrita, como bem dito na apresentação da obra. E o passeio por estas memórias sapucaienses oferece-nos muito: desde homenagens emocionadas a familiares, professores, à natureza e a Deus, textos que registram a admiração; até as singelas utopias de uma cidade do futuro nos sonhos escritos pelas crianças, como “São Gonçalo no Futuro” da jovem Alana de Souza Evangelista, que li como ao som de uma marchinha, sabe-se lá por força de qual encantamento…

Há também muita história, como não poderia deixar de ser: laços com o passado registrados em construções, “causos” de família, lembranças… Revolta pelo abandono patrimonial, sob a pena de Tadeu de Paula; as lembranças de Dagmar Pereira de Almeida sobre sua chegada a São Gonçalo do Sapucaí, ainda de trem, em 1931, que dizem muito sobre o caminhar da própria cidade; bem como a acolhida aos recém-chegados, escrita por Rosa Mattar Lorieri, que conjuga história e genealogia.

Reflexões e poesias, sonhos e revoltas, tradição e política, nostalgia e observações… De tudo um pouco nas letras do emelessianos (termo que designa os membros do Movimento Literário que ensejou a publicação), de forma a encantar novos leitores.

Destaco dois bons e jovens “escrevinhadores”, cujas palavras podem resumir minhas impressões: Maria Eugênia Arantes Gonçalves, que reflete sobre a leitura, e Rogério Arantes Luis, que trata da escrita. Em “Reflexos, reflexões”, pode-se ler: “É verdade que os livros são portais encantados que levam a cômodos secretos da própria mente de quem lê, é neles que se vêem pensamentos desconhecidos para quem os pensa, é neles que se encontram, colocados em palavras, os sentimentos mais profundos de quem sente.” Já em “Escrevivendo”, a passagem: “O que eu escrevo é que eu tenho/ O que eu escrevo é o que eu amo/ O que eu escrevo é o que eu sinto.” Assim concebo a aproximação da escrita: leituras em que nos reconhecemos, as quais nos levam a escritas de nossas vidas, que despertarão sentimentos em novos leitores, que poderão “escreviver”… Então segue-se nessa sequência, criativa e prazerosa.

Leituras de vida, diálogos de escritores, vida das letras nas páginas das Memórias Sapucaienses! Reproduzo Elza Arantes: “Escrever é uma arte que alimenta a imaginação e as palavras brotam do coração. Nesse movimento, boas leituras vão ouvir. E muitos textos, com carinho, construir.” É assim a singela aproximação das pessoas pela escrita.

Poético Existencial

Enquanto aquela canção

não parar de ecoar

não será meu o poema.

Será esse o meu dilema?

Destilando toda poesia

nesta sala vazia

Lembro da história perdida

da conversa esquecida

da fala sofrida.

Enfim, de toda Ana e toda Maria

de todo Zé e todo João

do outro.

Da presença viva

que altera minha vida.

Dessa existência cruel

efêmera e inconstante

que sobrevoa o mundo

carne, osso e dinheiro

que penetra o diálogo

tese, síntese e antítese

que transa o poético

sutileza, amor e veracidade.

Rogério Arantes

QuimeraCast #05 – A perplexidade, a América e o Brasil

Caros leitores e ouvintes, o QuimeraCast está de volta!

Depois de três meses sem dar as caras por aqui, o podcast do Un Quimera enfim voltou. Como já disse desde o início a ideia do podcast sempre foi muito desejada por mim, mas por todo amadorismo e falta de condições mesmo, a ideia de soltar um por mês acabou ficando pra trás.

Com a periodicidade estourada, pelo menos por enquanto, vou ir lançando assim que der, espero poder voltar a ter uma periodicidade mais “garantida” em pouco tempo.

E hoje, o quinto QuimeraCast, a exemplo do primeiro, vai falar sobre futebol. Durante todo esse mês de julho e também agora na primeira semana de agosto, estou passando férias aqui em São Gonçalo do Sapucaí. Paralelamente a isso, também rolou a Copa América, aí conversando com o pessoal daqui resolvemos fazer um podcast falando essa Copa América e o papo acabou seguindo um pouco pros lados do Campeonato Brasileiro 2011.

Pra fechar de vez o assunto Copa América e já dar a deixa para um podcast de fim ano que falará mais especificamente sobre o Campeonato Brasileiro 2011, eu, Rogério Xablau, Mauro Boizão, Marcelo Cabeça, Guilherme Picolé, Lucas Moreno e João Otávio, Bota Fogo, falamos sobre um campeonato que colecionou zebras, frangos, pênaltis perdidos, perplexidade e cavadinhas além de pitacos sobre o início de outro campeonato com ótimas campanhas, algumas decepções, muitos gols e ainda um único invicto.

Duração: 59 min.

É só baixar e ouvir:

QuimeraCast #05 – A perplexidade, a América e o Brasil

Le Rouge et Le Noir #08

Começo o mês de agosto (mês esse que promete muitos posts no Un Quimera) falando do Flamengo. Com mais um post da série Le Rouge et Le Noir.

Escrever sobre o Flamengo as vezes é sinônimo de cobrança, de tentar ver o que está errado e quem sabe ajudar. Isso é muito interessante. Mas escrever quando está tudo “numa relax, numa tranquila, numa boa” também é muito bom. Esse grande momento que vive o Flamengo, alavancado principalmente pelo duelo contra o Santos na última quarta-feira, foi o assunto que tratei no meu post lá no Confio no Mengão. Reproduzo aqui o texto “Construindo a História”:

Construindo a História

O futebol é algo que se encerra no terreno da temporalidade.

Na semana passada escrevi aqui o post que falava da questão do Flamengo ser o último invicto do Brasileirão, mas que ao mesmo tempo vacilava dentro de casa em jogos teoricamente mais fáceis, como no duelo contra o Ceará.

Hoje, uma semana depois, a história é outra. A confiança depositada no time, mesmo depois do empate contra o Ceará dentro de casa, foi válida, em dois jogos depois disso (Santos e Grêmio), duas belas vitórias, históricas.

Muito se falou nesse ponto também. Adjetivando essas duas vitórias como históricas, pelo fato do grande número de gols e do belo futebol apresentado nos dois lados, no duelo da Vila Belmiro, e pelo reencontro de R10 com seu primeiro time, no duelo do Engenhão, têm-se a sensação de algo grandioso dentro da história do futebol e do Flamengo, e realmente é essa a ideia.

Foi pensando nesse aspecto histórico que tive a ideia do que escrever no post de hoje. Como o Diogo bem falou, há muito tempo não se via um Flamengo tão inspirado, tão determinado e com uma sequência tão boa. Começamos hoje o mês de agosto e do início do ano até hoje o Flamengo só perdeu uma partida.

As expectativas criadas em cima desse time não foram pequenas, as vindas de Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves animaram muito a torcida e desde o começo, como é de praxe quando de trata do clube com a maior torcida do mundo, a cobrança foi enorme.

E a equipe foi sendo montada aos poucos, evoluindo, e já tem uma autonomia, já é com certeza uma das melhores equipes do Brasil. O duelo contra o Santos foi crucial pra poder afirmar isso sem medo. Aquele jogo não será esquecido tão cedo e é uma mostra de que o Flamengo tem padrão de jogo, tem elenco, tem raça e respeita os adversários, entrar de salto alto é coisa do passado.

E a cada vitória e cada empate, e até mesmo na única derrota do ano, os pequenos erros e acertos foram sendo avaliados e aos poucos a equipe foi crescendo cada vez mais, até chegar no que parece ser o auge desse time.

Mas é aí que mais uma vez foco no aspecto histórico. Todo esse bom momento pode passar batido caso a equipe faça com que esse bom momento se torne o seu melhor momento. Ainda há muito a evoluir, sem falsa modéstia, todos sabem que o que se quer é a conquista do hepta nesse ano e muito mais nos anos seguintes.

E para conseguir tudo isso o time precisa continuar focado, mostrando esse bom futebol, agressivo, ofensivo e competitivo e com a tranquilidade de saber que no caminho para os títulos derrotas fatalmente virão, mas terão que ser contornadas por mais e mais vitórias.

Encerro o post com a alegria de ver o Flamengo jogando um bom futebol, vencendo e convencendo, e com a calma e a sensatez de saber que ainda tem muita bola pra ser jogada.

#ConfionoMengãoINVICTO , #RumoaoHepta

SRN