Arquivo mensal: janeiro 2011

Salve a molecada rubro-negra!

Como já havia adiantado no primeiro post da série, os posts sobre o Flamengo não se restringirão apenas à série Le Rouge et Le Noir, ocasiões especiais como a conquista de título, por exemplo, terão seu post a parte.

E não foi isso que aconteceu ontem, no Pacaembu (Pacaembu que, diga-se de passagem, estava parecendo um estádio sitaudo no Rio de Janeiro, a massa rubro-negra invadiu o estádio e provou mais uma que independente da categoria, a Magnética sempre tá lá)?

O Flamengo, com seu time sub-18, conquistou o primeiro título de 2011, campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a competição mais importante da categoria em território nacional.

Tem muita coisa pra ser lembrada e destacada.

O Flamengo começou a competição com um empate, não empolgando muito, porém, logo na segunda rodada, aplicou uma sonora goleada de 7 x 1 sobre o Gurupi-TO, na terceira rodada outra boa vitória, mas não o suficiente para se classificar como primeiro colocado do grupo, conseguiu vaga na segunda fase como um dos melhores segundos colocados.

Na segunda fase, logo de cara, o confronto contra o Cruzeiro, um dos favoritos ao título, depois de um bom jogo a decisão foi para os pênaltis e o Flamengo conseguiu a vaga nas Oitavas.

Nas Oitavas duelo contra o São Paulo, campeão da edição de 2010 da Copa SP, outro jogo duro e vitória magra do Flamengo, com gol já nos minutos finais, 1 x 0.

Nas Quartas um dos grandes jogos dessa Copinha, o Flamengo não tomou conhecimento do Coritiba e aplicou 6 x 2, garantindo a vaga nas semi-finais.

Contra o Desportivo Brasil mais sofrimento e nova decisão por pênaltis. O Flamengo venceu mais uma vez e se classificou para a grande final.

E ontem, diante do Bahia, jogo difícil e mais uma vitória rubro-negra, dessa vez por 2 x 1, garantindo assim o bi-campeonato da Copa SP, o outro título tinha sido conquistado em 1990 pela geração que contava com Djalminha, Paulo Nunes, Marcelinho Carioca, Júnior Baiano e Nélio.

Citando esses nomes, acho que fica claro, pra quem ainda não tinha percebido isso, que eu falei de toda a campanha do Flamengo na competição em 2011 sem citar nenhum nome de jogador, isso é porque queria falar de uma maneira mais especial deles, não só falar quem fez o gol da classificação ou coisa assim.

É muito díficil (eu pelo menos nunca tinha visto antes) ver um time de futebol júnior ser inteiro bom, com toda sinceridade, é lógico que existem alguns destaques individuais que vou ressaltar daqui a pouco, mas o time como um todo é muito bom. Teve falhas sim, e inclusive reclamações dos próprios jogadores após o título das condições de treino e etc, mas mesmo assim é um timaço.

César no gol, foi o heroi da final, fazendo grandes defesas e também se destacou nas disputas por pênaltis contra Cruzeiro e Desportivo Brasil.

Nas laterais os irmãos Alex e Anderson, ambos com bom porte físico, apoiam muito bem o ataque.

A zaga tem Marllon e Frauches. Muito segura e destaque para o segundo, autor de gol na final, exímio batedor de pênaltis (por incrível que pareça) e capitão do time.

No meio Luis Felipe “Muralha” e Lorran ficam mais atrás, Muralha, que pelo nome foi meio discriminado não é aquele volante brucutu, também sabe sair jogando, prova disso foi a jogada que resultou no pênalti que deu o título ao Flamengo. Lorran também sabe jogar e tem bom posicionamento.

Mais a frente no meio, Negueba e Adryan, talvez os dois maiores destaques do time. Negueba já tinha feito partidas no profissional no fim do ano passado e fez uma ótima Copa SP, fazendo inclusive o gol do título num pênalti muito bem batido. Adryan é o caçula do time, com apenas 16 anos, ele vestiu uma coisa chamada camisa 10 da Gávea e não decepcionou, fez um ótima Copa SP também.

Na frente Rafinha e Lucas. O primeiro acabou ficando no banco vários jogos, mas sempre que entrava fazia a diferença e Lucas é o camisa 9 típico que se destacou muito na partida contra o Coritiba com 3 gols.

Destaque também pra Thomas e Victor Hugo que tiveram uma participação efetiva dentro da competição.

De todos esses acredito que Negueba, Frauches, César, Luis Felipe e Anderson já podem subir direto para o time profissional e, com cuidado para não serem queimados, irem sendo aproveitados por Vanderlei Luxemburgo, que acompanhou de perto essa decisão.

Os outros com certeza futuramente também estarão no profissional, a não ser que algum empresário venha vendê-los para a Europa.

Enfim, é muito bom ser campeão e quando se é campeão de uma competição que revela jogadores, a sensação é diferente, a esperança de um futuro melhor é renovada e o ditado de que “craque o Flamengo faz em casa” mais ainda.

Que tenha sido primeiro de vários outros títulos nesse 2011 que promete pro Mengão!

SRN

Inclinação Literária #01 – Benzedrina, café e a estrada…

Hoje é dia de começar mais uma nova série no Un Quimera.

Inclinação Literária é uma tentativa de colocar com uma frequência maior, análises próprias de livros que eu estiver lendo, já fiz algumas poucas resenhas aqui no Un Quimera, mas foram muito esparsas e se perderam, destaque pra resenha de O Que É Isso Companheiro?, de Fernando Gabeira, um dos posts mais acessados do blog.

Já adiantando, Inclinação Literária fará uma parceria com uma outra nova série: Inclinação Cinematográfica, o esquema vai ser o seguinte: mês ímpar é mês de Inclinação Literária e mês par é mês de Inclinação Cinematográfica.

Pra começar, falo de On The Road de Jack Kerouac.

Li este livro, que eu já tinha ouvido falar muito, em dezembro de 2010. Foi o primeiro das férias de 2010/11.

O livro tem uma influência muito grande em toda cultura e contra-cultura estadunidense e de também de outras partes do mundo, tem a alcunha de “Bíblia da Geração Beat” e um estilo de narrativa bem característico.

Antes de mais nada, falo do autor Jack Kerouac. Um cara que também influenciou praticamente todos que vieram depois dele. Seja no “submundo” de hipsters e beats até dentro das salas de aula acadêmicas.

É interessante e intrigante ressaltar também a maneira e o tempo em que foi escrito. Jack Kerouac, movido por benzedrina e café em apenas três semanas escreveu o manuscrito original do que viria a ser o On The Road.

Eu sempre paro pra imaginar esses momentos de criação, a intensidade disso é de assustar e também me deixou muito curioso pra saber o que verdadeiramente era aquilo que marcou profundamente boa parte da juventude pós 1950.

O livro é repleto de referências indiretas a poetas e amigos de Kerouac, representantes assíduos do Movimento Beat, como por exemplo Allen Ginsberg (parceiro também de Bob Dylan) que no livro é Carlo Marx e William Burroughs que no livro é Old Bull Lee.

O enredo gira em torno de Sal Paradise e Dean Moriarty, confesso que vendo esses dois nomes, misturados a carros, estradas e EUA, não pude deixar de lembrar do seriado Supernatural, não tenho nenhuma informação concreta, mas não consigo tirar da cabeça que o seriado, filmado já no século XXI e com episódios novos ainda saindo, também recebeu essa forte influência do On The Road.

Influências a parte, Sal Paradise e Dean Moriarty estão a todo momento viajando pelos EUA, de canto a canto, reencontrando amigos, conhecendo gente nova, pegando carona, fazendo bicos, sempre regados por boas doses de bebidas, jazz e muito mais.

O mapa abaixo mostra os caminhos percorridos por eles durante a história:

Falando assim, de viagens para todos os cantos dos EUA, parece algo vago, mas o espírito contido dentro dessas viagens é algo maior. Como já falei, bebidas, músicas e gente, muita gente, fazem parte dessa história que tem um ambiente muito underground e alternativo, as inúmeras influências automaticamente foram chegando a vários grupos, principalmente os beats.

Um trecho desse livro que considero emblemático e representa muito bem o que ele é, é essa fala de Dean:

“Agora saca só esses pessoal aí na frente. Estão preocupados, contando os quilômetros, pensando em onde irão dormir essa noite, quanto dinheiro vão gastar em gasolina, se o tempo estará bom, de que maneira chegarão onde pretendem – e quando terminarem de pensar já terão chegado onde queriam, percebe? Mas parece que eles têm que se preocupar e trair suas horas, cada minuto e cada segundo, entregando-se a tarefas aparentemente urgentes, todas falsas; ou então a desejos caprichosos puramente angustiados e angustiantes, suas almas realmente não terão paz a não ser que se agarrem a uma preocupação explícita e comprovada, e tendo encontrado uma, assumem expressões faciais adequadas, graves e circunspectas, e seguem em frente, e tudo isso não passa, você sabe, de pura infelicidade, e durante todo esse tempo a vida passa por eles e eles sabem disso, e isso também os preocupa num círculo vicioso que não tem fim.”

Acho que nem preciso comentar muito em cima do trecho citado. Outro ponto interessante de ser ressaltado é em relação as influências que teve Jack Kerouac, pois muito se fala das influências de On The Road no que veio depois. Quando se pensa o On The Road como o depois, retorna-se, literariamente falando, à técnica do Fluxo de Consciência, utilizada por James Joyce e Thomas Wolf, onde o pensamento da personagem meio que se desencadeia juntamente com a sua fala, isso é algo bem forte, que valoriza a narrativa e de uma maneira ou de outra a torna mais real. O próprio trecho citado acaba tendo um pouco disso.

Voltando a falar da história, após inúmeras viagens por praticamente todo os EUA e frustrado sonho de uma viagem à Itália, o final do livro conta como a dupla Dean e Sal foi parar no México e depois de se esbaldarem debaixo do sol caliente coroam suas aventuras pela estrada.

Contar os detalhes da história, falar de todos os outros personagens que vão surgindo serão algo cansativo e desnecessário, por isso paro por aqui, dando um panorama geral do que é o On The Road e querendo destacar principalmente a  dupla intensidade contida ali dentro: tanto em relação ao tempo e à maneira como foi escrito quando em relação à sua enorme influência em praticamente tudo do “mundo underground”.

Livro bom de se ler, acredito que todas as expectativas criadas por mim em cima desse livro foram correspondidas, coisa que nem sempre acontece.

QuimeraTube #26

Manu Chao e essa canção que pra mim é uma versão reggae de Mr. Tambourine Man, com direito a camiseta da Raça Rubro Negra e tudo:

QuimeraCast #01 – Futebol e etc.

Outra novidade no Un Quimera 3.0!

Enfim chegou a hora de postar o tão sonhado Podcast do Un Quimera, o QuimeraCast.

Daqui a pouco vai vir o link para ouvi-lo, mas antes faz-se necessário deixar aqui algumas ressalvas.

Como já disse acima o QuimeraCast foi muito sonhado por este que vos fala e enfim concretizado, a ideia é continuar e publicar um por mês, mas neste primeiro muitos erros com certeza apareceram.

Todos os participantes não tinham muita intimidade com o microfone e algumas gaguejadas, descontinuidades, ruídos e outros probleminhas mais facilmente serão notados durante o QuimeraCast, peço compreensão, pois ainda estamos começando, a ideia é prosseguir e ir melhorando QuimeraCast a QuimeraCast.

Outro ponto a se destacar é em relação à edição, feita toda ela por mim, não está lá grandes coisas, fui baixando programinhas comuns e aos poucos fazendo alguns cortes e adicionando algumas músicas e narrações para dividir as partes.

Feitas todas essas ressalvas, acho que chega a hora também de exaltar um pouco o QuimeraCast, imaginava algo em torno de 30 minutos e conseguimos logo de cara mandar um papo que fluiu bem de 76 minutos. Achei isso bem positivo e a nível de experiência conta muito.

No primeiro QuimeraCast sobre Futebol e etc., eu, Rogério Xablau, Mauro Boizão, Lucas Moreno, Marcelo Cabeça e João Otávio, Bota Fogo, falamos sobre as contratações e expectativas para a temporada 2011 do futebol brasileiro e demos palpites sobre os campeões, falamos também das emoções vividas na última Copa do Mundo, dos nossos jogos inesquecíveis, além, é claro, dos narradores e narrações engraçadas, salpicadas com “paiaçadas” internas de membros e amigos do QuimeraCast.

Duração: 76 min.

Sem mais palavras agora, chegou a hora de escutar, críticas, elogios e sugestões nos comentários, please.

QuimeraCast #01 – Futebol e etc.

*Provisoriamente fica só o link para download, é baixar e ouvir. A falta de técnica do blogueiro fez com que não tivéssemos um player aqui no post para ouvir direto, por enquanto vai ter que ficar assim, mas em breve dou um jeito de conseguir arrumar isso.

Le Rouge et Le Noir #01

Série nova no Un Quimera!

Le Rouge et Le Noir vai ser a série que tratará de algo que propaga mundo a fora essas duas cores: o vermelho e o negro.

Sim, não falo de outra coisa senão do Clube de Regatas Flamengo.

Não escondo de ninguém a minha torcida pelo Flamengo e desde a criação do Un Quimera vários textos sobre um dos maiores clubes de futebol do mundo já foram publicados aqui.

Falando sobre momentos gloriosos como os títulos Carioca e Brasileiro de 2009 e sobre momentos vergonhosos como a horrível saída de Zico no fim do ano passado.

A ideia da série Le Rouge et Le Noir é ser publicada mensalmente. Pra que todo mês eu possa falar sobre um dos assuntos que eu mais gosto e mais me sinto a vontade de falar que é o Flamengo. Os textos da série tratarão de assuntos dentro e fora de campo, mas vale lembrar que não é porque existe a série que falarei do Flamengo apenas uma vez por mês sempre, o assunto poderá ser retomado mais vezes.

Pra parar de lenga lenga e começar de vez a série assunto é o que não falta.

E, lógico, vou falar sobre a novela Ronaldinho Gaúcho que se encerrou com final feliz para o Flamengo há poucas horas.

Estava esperando a conclusão dessa novela pra publicar esse post e vale lembrar também que o primeiro QuimeraCast falará sobre futebol e a novela R10 com certeza estará em pauta.

No dia 30 de dezembro de 2010 a mídia solta que Flamengo, Grêmio e Palmeiras estariam negociando para ter Ronaldinho Gaúcho em 2011 e que dessa vez, diferentemente das vezes anteriores em outras janelas de transferências, Milan e jogador estariam dispostos a conversar e a acertar uma transferência.

De lá até a noite do dia 10 de janeiro de 2011 muita coisa aconteceu, uma verdadeira novela mesmo, que gerou muita polêmica e foi a principal atração da imprensa esportiva.

Como sempre acontece nesse período de férias/pré-temporada dos jogadores de clubes brasileiros, como não se tem jogos os flashes voltam-se todos para as transferências, quando anunciada a possível volta de Ronaldinho Gaúcho ao futebol brasileiro os flashes quase todos voltaram-se para ela.

Eu fui acompanhando de perto tudo que rolava, afinal estava interessado no assunto, desde o princípio achava que uma vinda de Ronaldinho Gaúcho para o Flamengo, por mais que os rivais falem e queiram pensar o contrário, trará muito mais coisas boas do que coisas ruins para o Flamengo.

E com o passar dos dias ia sentindo que aquilo estava tomando proporções gigantes, até certo ponto estava ficando chato e uma resolução do assunto era tudo o que eu queria.

Listar o que foi acontecendo dia após dia seria algo muito desinteressante, então prefiro citar alguns pontos que considero importantes dentro da trama.

Primeiro: O empresário (vilão) Assis. Se essa novela precisasse de um vilão ele certamente seria Assis. Após o episódio do último sábado (a reunião de Patricia Amorim com Adriano Galliani), Palmeiras e Grêmio dispararam contra Assis e o elegeram o principal culpado do não acordo com Gaúcho.

Não dá pra saber o que realmente aconteceu, o que foi dito de Assis para os dirigentes verdes e tricolores, as conversas de contratos dentro do futebol são coisas ainda muito obscuras, inúmeras versões sempre surgem e crucificar Assis como alguém mentiroso não é o mais acertado. Palmeiras e Grêmio parecem agir muito mais com paixão do que razão, culpam Assis por não terem conseguido concretizar a transação, o Palmeiras que se gabou de ter a melhor proposta e o Grêmio que usava o discurso de volta pra casa para trazer Ronaldinho e que até botou caixas de som no Olímpico para festejar a vinda do craque, caixas de som que ficaram em silêncio.

No mesmo silêncio de Patricia Amorim e dos dirigentes rubro-negros durante boa parte da negociação. É aí que entra o meu segundo destaque: a presidenta Patricia Amorim.

Muito criticada ano passado, inclusive por mim, de maneira justificada, pois não fez um bom ano no Flamengo, os resultados dentro de campo acabaram sendo apenas reflexo da péssima administração fora dele: contratações ruins, acordos mal feitos e o pecado principal: uma verdadeira omissão no “Caso Zico”.

Porém essa negociação com Ronaldinho Gáucho seja talvez o primeiro passo de sua redenção dentro do comando rubro-negro. Como falei ela se manteve em silêncio durante boa parte da negociação, esquecendo os holofotes da imprensa e focando nas conversas e nos trabalhos que realmente importam para trazer um jogador do nível de Ronaldinho Gaúcho.

Voltando ao episódio do último sábado, que praticamente sacramentou a vinda de Gáucho para o Fla, Patricia aí sim falaou, falou com quem tinha que falar, Adriano Galliani, vice-presidente do Milan, contando com sua simpatia perante ao Flamengo, Patricia conseguiu fechar acordo com ele e o próprio disse: “credo que 99,99% de Flamengo”.

Os elogios a Patricia constrastam com as declarações que forçaram um pouco a barra, por parte de Paulo Odone, presidente do Grêmio e Luiz Felipe Scolari, técnico do Palmeiras.

Ambos crucificram Assis e falaram de uma maneira muito emocionada, deixando claro como queriam e muito contar com Gaúcho, tudo bem, eles têm sua razão em estarem descontentes com o final triste pra eles, mas vamos ser sinceros, mais pareciam aquela criança mimada que não ganhou seu presentinho.

Outro dirigente que entrou de gaiato na novela foi o presidente corintiano Andrés Sanches, o Timão esboçou uma tentativa de ter Ronaldinho Gáucho, mas a declaração de Sanches foi uma mescla de arrogância com ingenuidade. Dizer que não tinha motivos de pagar nada ao Milan por um jogador que no meio do ano estaria liberado para vir de graça, pois seu contrato com o clube italiano acabaria em julho. Como se um jogador do calibre de Ronaldinho Gáucho não assinaria nenhum novo contrato nesse “pequeno” período de janeiro a julho de 2011.

Outro personagem e outro episódio que pra mim foram determinantes para o final feliz rubro-negro foram Adriano Galliani e a reunião de rescisão de contrato no Copacabana Palace, na última quinta.

Do lado de fora do luxuoso hotel rubro-negros com máscara de Ronaldinho Gaúcho pediam a vinda do craque para o rubro-negro, uma situação inusitada, mas que possivelmente pesou a favor do Flamengo, até aí a torcida mostra sua força e mostra que pode fazer diferença.

E em relação a Adriano Galliani acho que nem preciso falar muita coisa, o carismático dirigente rossonero se mostrou amplamente a favor da vinda de Gaúcho ao Flamengo, declarando ser flamenguista e torcendo para que a transferência se concretizasse. O bom relacionamento de Ronaldinho com Galliani fez a opinião do dirigente pesar também.

Esses foram os principais personagens e episódios da novela, que enfim acaba. A apresentação de Ronaldinho Gaúcho deverá acontecer na quinta, além dele o Flamengo acertou também com Felipe, Vander, Wanderley, Darío Bottinelli e Thiago Neves. Muitos nomes e bons nomes, o Flamengo 2011 tem tudo pra superar e muito o Flamengo 2010, Vanderleu Luxemburgo tem a chance de dar a volta por cima e calar a boca de muita gente. Uma ideia que não sai cabeça: a zaga ainda é fraca.

Enfim, acho que é isso, ainda sobrou muita coisa sobre Ronaldinho Gaúcho pra falar. Fica pro QuimeraCast que se tudo der certo sai ainda em janeiro.

Por ora, fica a minha satisfação de ter Ronaldinho Gaúcho no meu time, polêmicas a parte, gostei da vinda do craque e espero que até encerrar sua passagem pelo Flamengo consiga muitos títulos e também consiga de volta sua vaga na Seleção Brasileira. Hoje é dia de sair de camisa do Mengão pra rua.

SRN

QuimeraTube #25

Hoje começam as “séries” do Un Quimera 3.0. Como prometido novidades virão, mas quem dá as caras hoje é um velho conhecido, o QuimeraTube.

Que continua no mesmo formato de vídeos musicais que eu estiver curtindo no momento ou que por uma acaso me recordar.

Pra começar o ano vou colocar uma banda que eu só fui conhecer neste ano, é isso mesmo, mais precisamente no dia 2 de janeiro.

Falo de Acústicos e Valvulados, banda famosa no cenário gaúcho, mas nem tão famosa assim no cenário nacional. A razão deles estarem aqui é que comecei o ano escutando muito rock gaúcho, desde Engenheiros, passando por Bidê ou Balde e Cachorro Grande até chegar no Acústicos e Valvulados.

Conheci até agora o Ao Vivo e a Cores, disco que parece ser uma reunião de suas melhores canções, gostei bastante e escolhi Milésima Canção de Amor pra abrir o QuimeraTube 2011:

Os números de 2010

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Mais fresco do que nunca.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 1,500 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 4 747s cheios.

 

In 2010, there were 110 new posts, growing the total archive of this blog to 209 posts. Fez upload de 82 imagens, ocupando um total de 4mb. Isso equivale a cerca de 2 imagens por semana.

The busiest day of the year was 22 de novembro with 43 views. The most popular post that day was O Que É Isso Companheiro?.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram unquimera.blogspot.com, twitter.com, brazucasnomundo.com.br, globoesporte.globo.com e orkut.com.br

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por o que é isso companheiro, quimera, o que é isso companheiro?, o que é isso companheiro filme e acontecimentos setembro 2010

Atrações em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

O Que É Isso Companheiro? julho, 2009

2

 

Os “acontecimentos” de outubro/2010 outubro, 2010

3

 

Os “acontecimentos” de setembro/2010 setembro, 2010

4

 

Un Quimera 2.0 janeiro, 2010

5

 

Como matar um deus outubro, 2010

Obs.: Esse foi um post “automático”, recebei por e-mail da equipe do Worpress e resolvi publicar aqui.

Enquanto isso na NBA…

Lá no fim de outubro de 2010, coloquei um post aqui no Un Quimera falando sobre o início da temporada 2010-11 e prometi mais posts falando sobre a maior liga de basquete do mundo.

Apesar de estar acompanhado bem de perto a liga, acabei não escrevendo nenhum até hoje. Chegou a hora.

Animado pela bela vitória dos Grizzlies sobre os Lakers em pleno Staples Center ontem a noite, por 104-85, vou tentar fazer um balanço geral do que está sendo a temporada 2010-11 até agora, dentro do que vi, ouvi e li.

A temporada começou com todas as expectativas voltadas para o Miami Heat, que na verdade teve um mau começo, perdendo pros Celtics na noite de abertura e não conseguindo encaixar bons jogos. Até que o entrosamento foi chegando e Wade, Bosh, James e cia. começaram a vencer, jogar um basquete bom de se ver e hoje ocupam a segunda posição do leste com record de 26-9.

E enquanto o Heat não se ajeitava quem começava bem a temporada era o atual campeão Los Angeles Lakers. A equipe de Phil Jackson porém não continuou no pique do início de temporada com muitas vitórias, com a derrota de ontem para os Grizzlies caem par a quarta colocação do Oeste, com 23-11, é ainda um potencial candidato ao título, mas nem tudo é perfeito para os atuais campeões.

Ainda no Oeste destacam-se dois times texanos: os Spurs e os Mavs. A equipe de San Antonio possui um trio muito pouco badalado, mas que joga um basquete de primeiríssima qualidade: Duncan, Parker e Ginobili. Individualmente nessa temporada o argentino vem se destacando mais ainda e os Spurs possuem hoje o melhor record da liga: 29-4 o que lhes dá a liderança da Conferência Oeste e até comentários da possibilidade de igualar o melhor record da história da NBA, o 72-10 do Chicago Bulls de Michael Jordan em 1996.

Já os Mavs não estão tão bem assim, mas aparecem logo atrás, em segundo no Oeste, com 25-8, a lesão de Dirk Nowitzki na semana passada prejudica muito, mas mesmo sem ele Dallas é um time consistente e candidato ao título, algumas sequências interessantes durante a temporada provaram isso, além de tudo o elenco é bem balanceado.

Dando uma volta pelo Leste agora, além do Heat, vale destacar também o líder Boston, Orlando e suas trocas, além de Chicago e New York.

Os Celtics, que chegaram um pouco desacreditados na atual temporada vêm mostrando que mesmo com um time já bem envelhecido têm chance de título ainda, liderando a Conferência Leste com um 25-7, a equipe conta com medalhões como Garnett, Allen e Shaq, e o medo das contusões se faz presente, por enquanto as coisas vão indo bem em Massachusetts.

O Orlando Magic, que também segue na cola dos líderes com 21-12, foi  o responsável pelas maiores trocas da temporada até agora, trouxe de volta Turkoglu do Phoenix, e do Arizona trouxe também Jason Richardson, além de ir buscar o garoto-problema Gilbert Arenas em Washington D.C. Pra isso deu Vince Carter e mais alguns reservas para os Suns e Rashard Lewis para os Wizards. O novo Magic vem se dando bem, conseguindo vitórias importantes contra Heat e Knicks por exemplo, mas mesmo com as trocas Dwight Howard continua sendo a principal peça do Magic.

O Chicago Bulls por sua vez aparece em terceiro no Leste com 22-10, com Joakim Noah lesionado a equipe acabou perdendo força no garrafão, mas Boozer, Deng e principalmente Derrick Rosa vem dando conta do recado, a equipe de Illinois vem evoluindo muito e pode sim sonhar com o título.

Já o New York Knicks não está com um record tão bom assim é apenas o sexto na Conferência Leste com 19-14, mas vem mostrando um ótimo basquete, Raymond Felton faz talvez sua melhor temporada e Amar’e Stoudemire vem jogando como MVP. Ótimas apresentações do camisa 1, ex-Phoenix, o título talvez seja pretensão demais, mas os Knicks com certeza vão dar muito trabalho ainda.

Considero esses como os principais times da temporada até agora, deixando de lado as franquias vou falar um pouco agora de jogadores.

Começando pelos calouros, não dá pra falar deles sem falar de Blake Griffin. O atlético ala dos Clippers não está conseguindo levar seu time muito longe é apenas o 13º colocado no Oeste, com 10-24, mas independente disso, Griffin vem dando show, são enterradas e mais enterradas, uma mais sensacional que a outra, que o colocam no Top dos Tops, o camisa 32 tem muito futuro e possivelmente será o calouro do ano. Além dele, dentro do grupo dos calouros, vale citar John Wall dos Wizards, DeMarcus Cousins dos Kings e Landry Fields dos Knicks.

Numa análise mais geral da liga, como já disse mais acima, Amar’e Stoudemire vem jogando como MVP, além dele Dirk Nowitzki, ganhador do prêmio de MVP em 2006, volta a jogar como um, sua lesão no entanto pode prejudicá-lo, Derrick Rose, dos Bulls também aparece como potencial candidato ao prêmio de MVP, mas na minha opinião quem está jogando mais mesmo é ele, King James!

Aí já entro num outro assunto que foi o mais comentado da liga esse ano, que é a questão de LeBron ter se tornado free agent e ter assinado com o Heat, uma repercussão enorme envolveu essa polêmica toda e o jogo de sua volta em Cleveland era aguardado por muitos, e ele aconteceu no dia 2 de dezembro, aí coloco primeiro vídeo do post:

Num cenário sensacional, LeBron “voltou pra casa” e mostrou do que é capaz, 118-90 contra seu ex-time, com 38 pontos e 8 assistências, depois desse jogo LeBron e seu Heat voltaram a tona e vieram mais dois jogos repletos de rivalidade e importância, primeiro os Knicks em New York, outro show de LeBron e outra vitória do Heat, depois os Lakers no Staples Center e pra variar outro show de LeBron e outra vitória do Heat.

Pra fechar o post agora, ainda falando um pouco de LeBron e enfim falando dos meus Grizzlies, coloco os dois buzzer-beaters que considero os melhores até agora.

O primeiro aconteceu no FedEx Forum, em 20 de novembro, num Memphis 95-95 Miami, Rudy Gay pegou a bola e partiu pra cima da marcação de James, um chute perfeito que deu a vitória aos Grizzlies e no momento colocou profundos questionamentos sobre o destino do Heat na temporada:

O segundo aconteceu dia 29 de dezembro, quarta passada, e infelizmente foi contra os Grizzlies, depois de O.J. Mayo colocar os Grizzlies a frente por um ponto (98-97), Tyreke Evans chutou pra trás do meio da quadra numa tentativa desesperada de quebrar uma sequência de oito derrotas dos Kings, só que o desespero acabou virando alegria, Tyreke acertou o chute e a Arco Arena veio abaixo, um dos grandes arremessos da história da NBA, ouso dizer:

Por enquanto é isso o que tenho a dizer da NBA 2010-11, se fosse pra falar com mais detalhes o post seria ainda mais longo, não acho que valha a pena, aos poucos vou colocando mais posts sobre a liga aqui.

A PresidentA

Ontem, 1º de janeiro de 2011, fica marcado como a data da posse da primeira mulher presidente do Brasil, a petista Dilma Rousseff, apesar da extinção da série “acontecimentos”, esse não deixa de ser um.

A aguardada cerimônia de posse contou com algo em torno de 30 mil petistas, políticos, chefes de estado como Hugo Chávez e personalidades internacionais como Hillary Clinton.

Depois de oito anos no poder, Luiz Inácio Lula da Silva deixa Brasília nas mãos de sua aliada Dilma Rousseff, a entrega da faixa presidencial (como sempre) foi o momento mais marcante do dia, o ex-líder sindical, dono de um carisma extraordinário acompanhado de sua esposa Marisa Letícia entregou a faixa à Dilma que, muito emocionada, discursou ao lado de Michel Temer e da esposa dele, a já muito comentada pelos twitters afora, Marcela Temer.

Dilma, em seu primeiro discurso como presidente do Brasil, frisou a importância da “luta obstinada contra a pobreza”, fez elogios à seu antecessor, como era de se esperar, ressaltou também a figura de José de Alencar, que não pode comparecer à cerimônia de posse devido a problemas de saúde.

Outros destaques importantes do discurso foram a exaltação da mulher no território nacional e mundial e as “mãos estendidas” aos opositores, prometendo um governo de muito diálogo e abertura.

Após o discurso um coquetel, os primeiros cumprimentos à nova presidente e o empossamento dos ministros de Dilma.

Enfim, numa análise bem compacta da posse de Dilma, vale destacar a questão da mulher, uma abordagem mais profunda do tema geraria muitas e muitas linhas, mas bem resumidamente o que importa dizer é como a mulher vem ganhando força dentro do Brasil nas últimas décadas, isso é importante e só tem a ajudar o país a crescer, acaba sendo uma ampliação da democracia, uma mulher no poder reflete muito bem isso, porém não dá pra dizer que só por isso tudo será perfeito.

Fazendo uma pequena volta no tempo, após o impeachment de Collor o Brasil meio que foi voltando aos trilhos, a consolidação do Plano Real no governo Itamar foi de suma importância para isso, o então Ministro da Fazenda, principal defensor do Plano Real, Fernando Henrique Cardoso assume a presidência em 1995 e começa a estabilizar ainda mais o país, nos seus oito anos de governo alguns problemas surgiram, destaque para as polêmicas privatizações, o apagão de 2001 e por aí vai, mas numa visão mais geral os dois governos FHC foram de reconstrução, pavimentação de uma estrada esburacada.

Em 2003, Lula, depois de muito tentar, assume a presidência, muitos esperavam e apostavam numa ruptura total do estilo de governo de FHC, mas na verdade Lula acabou dando continuidade a algumas medidas de seu antecessor e soube criar outras.

Como já ressaltei no início do post, o carisma extraordinário de Lula fez muita diferença, principalmente nas relações internacionais, o Brasil cresceu nos seus oito anos de governo, sediou o Pan de 2007 e ficou com a vaga para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Mas problemas também estiveram presentes no governo vermelho. O principal deles, sem sombra de dúvida, foi o Mensalão.

Um ponto que as vezes passa despercebido foi a posição do Brasil durante a grande crise surgida nos EUA em 2008. Devido a atuação de Lula e de seu governo o Brasil acabou sendo um dos países menos prejudicados pela grande crise.

Chegou 2010 e com ele o fim dos mandatos de Lula, muito pelo seu grande apelo popular, Lula conseguiu eleger como seu sucessor Dilma Rousseff, vencendo José Serra nas Eleições de outubro.

E agora voltamos à posse e ao discurso de Dilma, o que se espera é mesmo uma continuação do governo Lula, que em alguns aspectos deu muito certo, porém o carisma de Lula é próprio e não transferível para Dilma, resta saber até que ponto ela saberá segurar a questão de que grande parte da população não a conhece tão bem quanto Lula.

De início seu discurso anima petistas e não faz com que oposicionistas tenham críticas mais contundentes. Com o passar do tempo o Un Quimera vai analisando, dentro do possível, o governo de Dilma.

Un Quimera 3.0

“Poesia não compra sapatos, mas como andar sem poesia?”