Arquivo mensal: outubro 2010

Os “acontecimentos” de outubro/2010

Chega ao fim o mês de outubro e talvez o grande “acontecimento” do mês está acontecendo.

Sim, me refiro ao segundo turno das Eleições no Brasil, do duelo entre Dilma e Serra. Porém isso vai ser tratado posteriormente no Un Quimera.

Pra hoje coloco dois “acontecimentos” não brasileiros, mas sul-americanos.

O Resgate dos mineiros no Chile


Esse foi um daqueles “acontecimentos” que serão lembrados por muito tempo. Com certeza o ano de 2010 vai ficar marcado por ele.

No dia 5 de agosto um acidente na mina San José, no deserto do Atacama no Chile, próxima da pequena cidade de Copiapó, soterrou 33 mineiros que trabalhavam ali.

Só depois de duas semanas é que uma sonda identificou que os mineiros estavam ali e aí começaram as medidas para buscar o resgate.

Depois de muito esforço e com ajuda até da Nasa (que teve influência direta na confecção da Fênix 2, cápsula que resgatou os mineiros), os mineiros foram enfim resgatados no dia 13 desse mês.

É interessante ressaltar que todos os 33 mineiros saíram com vida.

Mas além disso o que mais me chama atenção é a festa feita pela populações de Copiapó, com bandeiras, hinos e gritos, a cidade que é caracterizada por ser uma cidade de mineiros, foi palco perfeito para a emoção do povo chileno.

E também a imensa cobertura midiática. O resgate foi atração em várias TVs em todo mundo, o que mostra preocupação em veicular esse importante “acontecimento”, mas também um certo sensacionalismo, porém aí já é outra discussão.

Enfim, o resgate dos mineiros acaba sendo mais um “acontecimento” que teve como palco o Chile. Apesar da alegria de todos os mineiros saírem com vida, uma preocupação também fica evidente: terremotos, acidentes em minas, será tudo azar, coincidência ou falta um pouco de estrutura ao país de Pablo Neruda?

Morre Néstor Kirchner

No dia 27 faleceu em El Calafate, Patagônia, o ex-presidente argentino Néstor Kirchner.

Um “acontecimento” em todos os sentidos, pois envolve alguém que já influenciou muito a Argentina e que ainda influenciará, sua morte já traz influências políticas e sua figura dentro da Argentina ainda será muito lembrada.

Além de tudo, Néstor era marido da atual presidente argentina, Cristina Kirchner, que o sucedeu no posto.

Néstor foi eleito em primeiro turno em 2003, em meio ao turbilhão da crise que se instalava na Argentina, diferindo de seus predecessores no cargo, Néstor se mostrou mais sociável e preocupado com as classes mais baixas, isso lhe rendeu uma enorme popularidade e já começou a moldar o “kirchnerismo” que tem por base outro ismo, o “peronismo”.

Além de quitar a dívida externa argentina, Néstor também se alinhou com Hugo Chávez e Lula, buscando relações mais regionais para a Argentina.

Em 2007, Cristina assumiu a presidência e Néstor passou a exercer dentro do país uma função quase de primeiro ministro, e era o atual secretário-geral da UNASUL.

Desde 2004 vinha passando por alguns problemas de saúde e no dia 27 uma parada cardíaca foi o derradeiro problema, aos 60 anos Kirchner deixa a Argentina, faltando menos de um ano para as próximas Eleições no país, aliás, seu nome era cotado para a uma nova candidatura à presidência.

Com sua morte possivelmente Cristina será candidata à reeleição, e a confiança na força da figura de Néstor será, com certeza, uma das armas da atual presidente para a reeleição.

Dentro do povo argentino existe essa forte idolatria por certas figuras nacionais, Perón e Maradona são os principais, mas Kirchner talvez possa se tornar algo parecido, em menores escalas é claro, e com isso influenciar o jogo político no país do Tango.

É isso, em novembro o Un Quimera está de volta.

Achei foda!

Ontem foi dia de show da Pitty no Cultural Bar, em Juiz de Fora-MG.

Acho que vale a pena falar um pouco disso aqui no Un Quimera, o blogueiro pela primeira vez assistiu um show da Pitty e pela primeira vez pisou nas dependências do Cultural Bar, famosa casa de shows de Juiz de Fora.

E como esperado foi tudo muito bom!

Apesar de um certo atraso e de chegar no lugar quando a cantora baiana já estava cantando a primeira música, Memórias, deu pra curtir muito o show.

A turnê Chiaroscuro, que começou há pouco mais de um ano, traz uma mescla de canções de todos os discos da cantora, compositora e escrevedora.

Muito a vontade, num ambiente que combina muito bem com seu estilo musical, Pitty cantou por mais ou menos duas horas e elogiou o lugar e a cidade durante o show, principalmente quando fez um “neologismo” com o nome da cidade, Juiz de Foda! Deixando bem claro que pra ela foda é adjetivo.

As músicas que mais mexeram comigo e com a galera foram a clássica Máscara, Equalize (perfeita!) e o fechamento com chave de ouro não sei quantos quilates, Me Adora. A canção é o atual hit da Pitty e tem uma vibração muito boa, galera pirou!

Galera que por falar nisso lotou o lugar, nunca tinha ido lá, mas conversando com pessoas que foram, o show de ontem parece ter sido um dos mais lotados do Cultural Bar, pelo menos, quiçá um dos melhores.

Depois do show da Pitty ainda rolou o encerramento com a banda Martiataka, que coroou a noite rock n’ roll.

Com a casa um pouco mais vazia, a banda juizforana mandou muito bem, mesclando o bom e verdadeiro rock nacional com canções como O Pão da Minha Prima (Raimundos) e Eu Não Matei Joana D’arc (Camisa de Vênus) e o rock mais puro possível, com Jumpin’ Jack Flash e Like A Rolling Stone, entre outras.

Enfim, uma grande noite que eleva ainda mais o rock no meu gosto musical, e que me fez conhecer o famoso Cultural Bar e me deleitar com o show da Pitty, não tem o que dizer, achei mesmo foda!

NBA 2010-11

Hoje definitivamente é um dia que marca o início de coisas boas.

Começou na Universidade Federal de Juiz de fora (UFJF) a XVIII Semana de Filosofia, da qual estou participando, por sinal.

Vai até sexta e posteriormente farei alguns comentários sobre isso aqui no Un Quimera, desde já vale dizer que por enquanto está apresentando um nível altíssimo, uma verdadeira efervescência intelectual.

Mas o tema principal do post de hoje, como o próprio título já dia, é outro.

É que hoje começa também a temporada 2010-11 da NBA.

Curto muito basquete e dentro do mundo do basquete incontestavelmente a NBA é superior a qualquer outra liga, por isso o fato de uma nova temporada estar começando é muito animador.

No ano passado e no começo desse ano falei sobre as Finais e os Playoffs da NBA, mas de uma maneira bem superficial, até porque não consegui acompanhar muito bem a liga nessas últimas temporadas.

Pra temporada 2010-11 estou disposto a um maior contato e mais posts no Un Quimera, desde a temporada regular, passando por All Star Weekend e chegando, lógico, aos Playoffs e às Finais.

Não vou determinar nenhuma periodicidade ou coisa do tipo, mas vou tentar colocar um pouco mais de NBA no blog…

Pra hoje vale dizer que logo de cara (como é de costume) já teremos jogões entre postulantes ao título.

Os Celtics que agora possuem Jermaine e Shaquille O’Neal recebem o time que mais causou comentários na pré-temporada, o Miami Heat que agora possui o trio All Star: Chris Bosh, Dwayne Wade e LeBron James.

Pela Conferência Oeste serão dois duelos: O Portland Trail Blazers recebe o Phoenix Suns. Duelo de dois times que com certeza aspiram Playoffs e os atuais bi-campeões Los Angeles Lakers recebem o Houston Rockets, num duelo cheio de rivalidade.

Vale dizer também que pra essa temporada se espera muito do Oklahoma City Thunder, de Kevin Durant, principal jogador dos Estados Unidos na conquista do Mundial da Turquia no mês passado.

Também dos calouros, principalmente Blake Griffin e John Wall.

Não poderia deixar de lembrar também do time que eu torço dentro da NBA. Pois é lógico, assim como sou Flamengo e Liverpool e falo de futebol sem qualquer problema, também sou Memphis Grizzlies.

A franquia do Tennessee vem de uma temporada regular “regular” (40-42) e de uma ótima pré-temporada (8-0), não dá pra esperar muita coisa, pois acredito que o time ainda está se formando, mas nessa temporada em que completa 10 anos uma vaga nos Playoffs seria muito interessante e possível. O time é jovem e tem muito potencial.

Enfim, conforme a temporada for rolando vou dando os meus pitacos aqui…

QuimeraTube #20

A dois tudo fica mais fácil, a genialidade de Arnaldo Antunes e Marisa Monte que o diga:

Lá ou aqui?

“Trecho” do quadro Escola de Atenas, de Rafael.

QuimeraShare #10

 

O décimo QuimeraShare continua no Rio de Janeiro, traz mais um ótimo disco de uma banda que eu descobri, diria, “tardiamente’, mas que hoje é umas das minhas preferidas e que no cenário nacional como um todo, nos anos 90-00 é, com certeza, um dos expoentes máximos do verdadeiro rock brasileiro.

Falo dos Los Hermanos, banda formada por Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba.

A banda se desfez em 2007, mas já se uniu algumas vezes para apresentações esporádicas, como no ano passado no Festival Just a Fest, em São Paulo, abrindo o show da banda Radiohead, no Festival SWU, há dois finais de semana (vide foto) e atualmente fazem uma mini-turnê pelo Nordeste.

Independente da banda estar “viva” ou não, o som que eles já produziram até então é ótimo. O primeiro CD, homônimo, tem uma levada bem underground, um pouco diferente dos que vieram depois, tem como grande hit Anna Júlia, a música que acompanha a banda pra todo sempre, mas que particularmente, considero uma das mais fracas (acho que não só eu, saca só o já clássico: NÃO, PORQUE NEM SEMPRE). No próprio CD músicas como Primavera, Pierrot e Onze Dias são superiores.

Enfim, depois vieram o Bloco do Eu Sozinho, Ventura e 4. Sem contar o Luau MTV, o Ao Vivo no Cine Íris e o Ao Vivo na Fundição Progresso, disco e show de “despedida” da banda.

O QuimeraShare de hoje traz o Ventura. Considerado por muitos o melhor disco dos Hermanos.

Na boa, não dá pra falar qual música é melhor ou não, destacar uma ou outra, esse CD é pleno!

Ainda mais pelo momento da minha vida, se fosse pra escolher uma seria Último Romance, mas reintero: todas as canções do disco são boas, e procurar conhecer as histórias de cada uma delas é uma aventura muito boa (já virou coisa de fã, mas tudo bem…).

“Deixa eu decidir se é cedo ou tarde, espera eu considerar… Vê se eu vou assim chique a vontade qual o tom do lugar? Enquanto eu penso você sugeriu um bom motivo pra tudo atrasar, e ainda cedo pra lá chegando as 6 tá bom demais, Deixa o Verão pra mais tarde.”

Fica então o Ventura, só baixar:

QuimeraShare #10 – Ventura – Los Hermanos.rar   Tamanho: 46.28 MB

 

Criança.

Ser criança é bom demais, e ver um sorriso de criança também!

Ano passado no dia 12 de outubro o Un Quimera explorou o lado religioso do feriado, Nossa Senhora Aparecida.

Esse ano exploro o outro lado, o lado criança, moleque, puro e inocente.

Não pensei em nenhum texto nem nada, como qualquer criança que se preze as palavras não são tão necessárias quando se tem um sorriso, uma felicidade mesmo que pequena.

A ideia é tentar desligar pelo menos um pouco de tudo e parabenizar os pequenos por sua simples existência.

Nuit

“Entender de vinhos, de salgadinhos

Esnoberribamente, trazer o país

Sob o requinte intransigente.”

Tom Zé

Rua Santa Clara. 3 da manhã.

Mais um sábado que acorda com sono, se espreguiçando e sem vontade de levantar, sombrio e soturno. As luzes da cidade se confundem com o colorido dos santinhos dos candidatos que poluem ainda mais a simples cidade.

Primeiro turno, segundo turno. As eleições às vezes se parecem com Campeonato Brasileiro: alguns não torcem e não votam, outros torcem e militam, no fim sempre tem reclamação, com o juiz, o partido, o time, o candidato. O apito final e a contagem final dos votos deixam uma sensação parecida: e agora, João?

Alheia a comparações político-futebolísticas, a Rua Santa Clara agora destila seu sereno frio de madrugada, tão característico e tão sugestivo.

Encostado num daqueles antigos e majestosos casarões está mais um cidadão comum, mais um degredado filho de Eva.

A parede do casarão, que um dia já foi alvíssima, hoje é suja e gasta, senhora de lendas, estórias e muitos outros acontecimentos ali da Rua Santa Clara, é manchada agora pelo vômito de nosso cidadão comum.

Ele voltava de um simples bar, mas não teve uma simples noite. Depois de se deixar atingir pela droga alcóolica ele conversou, cantou, dançou.

Agora seus amigos foram embora e ele ficou. Ficou sozinho e vomitou na rua, quis se esconder, quis se matar, mas nem tudo que ele quis ele conseguiu, acabou parado ali mesmo, deitou-se e dormiu. Depois ainda teve tempo de ter muitos sonhos.

E enquanto ele caia no sono, passava ali pela Rua Santa Clara um carro que transportava dois rapazes: Um, sóbrio, que ocupava o banco do passageiro. Dizia coisas lindas, inteligentes, exatas, práticas. Dizia e não dizia, pois falava de experiências não vividas e sensações não sentidas. Achava-se o dono da verdade, mas não sabia que a verdade não tem dono e que quem acha vive se perdendo.

O outro rapaz, que pilotava o carro, tinha bebido uma cervejinha.

Não falava muita coisa, tinha gastado muito dinheiro na sua cervejinha, na sua roupa, no seu cabelo, no seu carro, na festa enfim, que era de onde a “dupla gente boa” voltava.

Um carro passa e se vai da Rua Santa Clara no mesmo momento em que um casal de namorados adentra a mesma.

Não eram necessárias muitas palavras para os dois, os beijos e os carinhos trocados conseguiam dizer quase tudo que era preciso.

Eles voltavam da casa de um amigo, ambos tinham se exaltado alcoolicamente, tranquilos, sossegados, sem fazer mal a ninguém.

E enquanto entre risadas e beijos o casal cruzava a esquina, quem passava agora pela Rua Santa Clara era um poeta.

O poeta vinha de mãos nos bolsos, converpensando com sua lucidez tão louca e observando os detalhes dessa que nada mais é do que uma de tantas outras “ruas santas”.

E em meio as suas reflexões o poeta percebe que não é no álcool, no falso moralismo, na desinteressante rotina dos normais que está o x da questão. Que o primeiro está como um peixe fora d’água no meio de tanta coisa ruim e que os diferentes pontos de vista é que fazem toda diferença. Há ilusões que merecem ser vividas, o engano pode abrir portas outrora fechadas.

E é converpensando e andando que o poeta vê que Santa Clara clareou e que o sábado finalmente toma coragem e se levanta para dali a pouco se tornar novamente palco para as aventuras da vida cotidiana.

QuimeraTube #19

Antes de mais nada, talvez tenha me excedido ou falado o que não devia nesse último post, não foi totalmente racional não, mas eu precisava escrever e desabafar sobre essa situação toda, hoje vou torcer muito pro Flamengo ganhar do Botafogo…

Mas o assunto agora é QuimeraTube!

E o primeiro QuimeraTube do mês tem um toque de Rabo de Urna, amanhã é 3 de outubro, vamos ficar  com a versatilidade de Bezerra da Silva (já comentada aqui no Un Quimera) e a atitude do O Rappa, banda que acima de tudo faz uma crítica social muito inteligente e inovadora:

Como matar um deus

O post de hoje é muito importante pra mim, sem brincadeira nenhuma, vou falar de uma coisa que está num nível muito elevado na minha vida, na minha concepção de ética, respeito, vivência.

Pra muitos pode não parecer nada disso, pra muitos é só uma baboseira com um quê de passional, isso pode até ser verdade, mas não me importo.

Vou falar de algo que é mais do que um “acontecimento”, vou falar de algo que me deixou verdadeiramente triste e decepcionado, desiludido.

É a saída de Zico do comando de futebol do Flamengo.

Falando em Flamengo uma das primeira imagens que me vem na cabeça é a imagem de grandeza e por n motivos eu torço desde pequeno para esse time. Na minha concepção de mundo quem realmente gosta de futebol e torce para um time, tem de torcer e honrar, é um verdadeiro compromisso, e dentro dos meus valores está essa torcida pelo Flamengo.

Não é clichê nem demagogia, mas quando eu visto a camisa do Flamengo eu me sinto bem, me sinto diferente. Aquele vermelho e preto tem um algo mais e desde criança eu cultivo isso comigo.

Por que estou falando tudo isso? Pra quem não tá muito conectado com o que aconteceu essa semana é bom informar: Zico, ídolo máximo do Flamengo estava no comando do futebol do clube desde 1º de junho desse ano.

Essa sua volta à Gávea foi muito comemorada por todos os flamenguistas, também pudera, o cara ganhou simplesmente TUDO dentro de campo com a camisa do Flamengo, e fora de campo por todos os clubes que passou, seja como técnico, seja como dirigente, sempre apostou em ideias inovadoras e sempre conseguiu sucesso, trabalhando duro com comprometimento e respeito.

Até que chega uma pessoa, ou um grupo de pessoas que não merecem ter os nomes mencionados aqui e inventa histórias de que Zico estaria beneficiando seus filhos com negociações envolvendo jogadores e patrocinadores e de que a parceria do CFZ com o Flamengo também estava beneficiando a família do Galinho de Quintino.

É um assunto que não necessita de discussão, pelo menos na minha opinião, por tudo que Zico já fez, essas acusações são absolutamente inaceitáveis e inverossímeis.

Mas aí o que acontece? Zico pede demissão do comando técnico do Flamengo e explica toda a situação em uma carta aberta publicada em seu site.

A notícia chegou a mim, primeiramente, por um cara que merece todo o respeito que Zico merece, outro flamenguista exemplar, chamado Mário José dos Santos.

Ele é coordenador do meu curso e me falou por alto o que aconteceu, ressaltando a grande perda que foi essa saída de Zico do Flamengo. Isso sendo falado por um cara como ele já me fez sentir que a coisa era séria, bem séria.

Tudo isso, como eu já falei, tem uma importância enorme na minha vida, e essa sucessão de acontecimentos ruins dentro do Flamengo me deixa profundamente desiludido.

Flamengo eu sou e sempre serei, mas não dá mais pra torcer 100% pra um time que tem pessoas tão mesquinhas, que só pensam nelas e no “precioso” dinheiro delas, se esquecendo de dar importância ao que realmente importa e ao que realmente é grande aqui (o Flamengo) e se esquecendo de dar respeito e autonomia a quem realmente honra e respeita essa instituição (o Zico).

Como eu vinha dizendo essa situação ruim pela qual o Flamengo vem passando dentro de campo era algo pequeno pra mim, pois sabia (ou pelo menos pensava) que quem estava no comando ali era o Zico, e sabia que com ele as categorias de base seriam resgatadas, o CT reconstruído, e o clube como um todo revitalizado, voltaria a percorrer um caminho de glórias, voltaria a ser verdadeiramente GRANDE.

Vamos combinar, não é por ser flamenguista que eu digo isso, mas acho que qualquer um que entende e gosta um pouquinho de futebol, sabe que se o Flamengo se reestruturasse ele teria potencial para ser o maior clube do país, tem torcida pra isso, e poderia disputar com reais chances de vencer uma Libertadores e um Mundial.

Mas tudo isso volta a ser apenas um longínquo sonho que dificilmente será realizado um dia, tudo por causa de uns e outros que nunca jogaram bola na vida e que não entendem o que é o Flamengo.

Sem querer ser repetitivo, mas a desilusão é grande, e alegria de ver um gol rubro-negro nunca mais será a mesma, a frase usada pelo próprio Zico é a melhor pra definir o momento, estou escutando Jorge Ben e lendo:

“Morreu no meu coração esse Flamengo de hoje”.

*Galera fundamentalista: vale lembrar que o título do post e a frase de Zico são simbólicas, não vamos levar ao pé da letra…

SRN