Os “acontecimentos” de agosto/2010

De uma maneira totalmente freestyle, muita correria nesse fim de mês (começo de 2º período na faculdade, ainda adequando horários, interesses, etc..) e ficou difícil de elaborar algo mais detalhado pro post dos “acontecimentos”, acabei optando por dividir os acontecimentos do mês em duas partes, bem diferentes uma da outra, vai ficar mais fácil de entender depois de ler:

Rio de Janeiro – Parte 1


A primeira parte (ou primeiro acontecimento) se deu entre os dias 4 e 8, na cidade histórica de Paraty, Rio de Janeiro.

Sim, foi mais uma edição da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), um evento que ocorre todos os anos, mas que merece estar aqui, como o próprio nome diz, uma festa que promove a Literatura (nesse momento meu ex-professor de Literatura acaba de entrar no MSN) é sempre bem-vinda, ainda mais no Brasil, um país tão carente nessa área.

A edição de 2010 teve como homenageado o sociólogo Gilberto Freyre, marcado por sua obra-prima Casa-Grande & Senzala.

Justa homenagem mas que gerou algumas polêmicas durante a festa, como por exemplo na noite de abertura do evento, onde Fernando Henrique Cardoso, sociólogo e ex-presidente do Brasil, soltou algumas críticas ideológicas em relação à obra do homenageado.

Achei isso até interessante, pra dar uma apimentada na coisa, fora isso várias outras participações interessantes e importantes: o historiador Peter Burke, a escritora Isabel Allende e o grande poeta Ferreira Gullar, foram para mim os grandes destaques.

Além deles várias outras atrações rechearam mais uma vez a FLIP de cultura, diversidade e muita alegria, combinação perfeita para uma festa. Mais uma vez fiquei com muita vontade de ir e poder presenciar tudo isso de perto, infelizmente, mais uma vez, não deu. Quem sabe ano que vem.

Enfim, o importante desse acontecimento é ressaltar a importância e a positividade dele para o país como um todo, mostrar que no Brasil existe potencial para eventos desse porte e quem sabe ainda maiores.

Rio de Janeiro – Parte 2


Mas ao mesmo tempo o Brasil também é lugar de tiroteio que mata inocentes e causa pânico na população em geral.

São Conrado, Rio de Janeiro capital, dia 21. Um tiroteio envolvendo traficantes e a PM, por volta das 8h, além de matar uma mulher identificada como Adriana Duarte de Oliveira dos Santos, desembocou ainda na invasão por parte dos traficantes ao Hotel Intercontinental, aonde fizeram 35 reféns.

Houve registros de feridos tanto entre os traficantes, quanto os PM’s e também civis. Ou seja, o que era pra ser apenas mais uma manhã de sábado acaba virando uma grande confusão que atrapalha a vida de muitas pessoas.

Não querendo entrar no mérito de culpados ou inocentes, o fato é que tiroteios como esse as vezes são tratados de uma maneira muito banal, porque sim, não é a primeira vez que isso ocorre, mas trago para os acontecimentos justamente por isso, não é qualquer coisa um tiroteio assim.

Gera, pelo menos em mim, muita indignação e vontade mudar isso, não é simples, querer dizer isso vai acabar assim de uma hora pra outra é utopia, a realidade é que talvez nunca acabe, mas é certo que se cada um fizesse sua parte isso poderia ao menos melhorar.

Assim como acredito que a Literatura da FLIP, e a Literatura do dia-a-dia têm que ser vividas por todos, o questionamento e a ação frente a problemas sociais como esse tiroteio também têm que ser vividos por todos.

É isso, o porquê de dividir os dois acontecimentos em Parte 1 e Parte 2 é justamente esse, mesmo tão distintos podem ser olhados e analisados juntos.

Até setembro.

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