Colorado na Final


Como antecipei ontem, o Un Quimera hoje trataria do duelo brasileiro pela Libertadores entre São Paulo x Inter, um jogaço dipustado ontem no Morumbi, que honrou o nome das duas equipes e assim como o outro confronto brasileiro dessa Libertadores, entre Corinthians x Flamengo, ficará para a história do futebol.

Depois de um jogo truncado em Porto Alegre, onde o São Paulo só preocupou-se em defender e o Inter não estava muito inspirado no ataque, ontem o Morumbi viu um jogo bem diferente, e a vantagem conquistada pelo Colorado no primeiro jogo fez a diferença. Um golzinho de Giuliano, que tinha acabado de entrar fez com que o Inter chegasse a São Paulo podendo perder de um gol de diferença, caso anotasse um ou mais gols, foi o que aconteceu, assim como na quarta o Santos foi campeão perdendo do Vitória por 2 x 1, ontem o Inter classificou-se perdendo pelo mesmo placar.

A mesma combinação (1 x 0 em casa e 1 x 2 fora) foi a que deu a classificação para o Flamengo em cima do Corinthians nas Oitavas, é muito batido dizer isso, mas esse ano parece que mais do que nunca, o critério do gol fora vem fazendo muita diferença.

O jogo de ontem começou tenso, com muitas faltas dos dois lados, mas aos poucos foi se soltando, o São Paulo, precisando fazer gols entrou com uma formação ousada, Cleber Santana, Rodrigo Souto e Hernanes são volantes que saem jogando, esse trio ficou um pouco mais trás no início do jogo (depois Hernanes acabou indo pra cima também) e teve Fernandão como meia, e os atacantes Dagoberto e Ricardo Oliveira buscando o gol. Na defesa, Jean e Júnior César subiam constantemente ao ataque, e a boa dupla formada por Miranda e Alex Silva ia dando conta do recado.

Gol que saiu ainda no primeiro tempo, mas não foi de nenhum dos homens de frente e sim do zagueirão Alex Silva, após falha escandalosa do goleiro Renan.

O gol animou ainda mais o São Paulo, mas não intimidou tanto assim o Inter, que
diferentemente do que o São Paulo havia feito no Beira Rio, não se retrancou, tentou buscar o gol e ser ofensivo até onde dava. Também com um trio de volantes muito técnico (Sandro, Guiñazu e Tinga) e de muita movimentação, D’Alessandro era o homem para criar jogadas, auxiliado de vez em quando pelas descidas dos laterais Nei e Kléber, que desceram muito pouco é bem verdade, os atacantes Taison e Alecsandro, também pouco apareceram. A zaga formada pelo capitão Bolívar e por Índio jogava com firmeza e seriedade.

O primeiro tempo terminou no 1 x 0, resultado que levaria a decisão pros pênaltis.

Mas logo no início do segundo tempo saiu o empate. Em falta cobrada por D’Alessandro o camisa 9 Alecsandro apareceu no meio do caminho e desviou a bola que morreu no cantinho do gol de Rogério Ceni.

Mal deu tempo pro Inter comemorar e o São Paulo voltou a frente, Ricardo Oliveira
recebeu em posição legal, livre dentro da área e fuzilou o gol de Renan.

O gol deu novo ânimo ao São Paulo, que se jogou ainda mais ao ataque, a entrada de Marlos no lugar de Cleber Santana confirmou ainda mais isso.

Pouco depois outro fator positivo para o Tricolor, Tinga cometeu falta dura em Júnior César e como já havia levado um amarelo levou o segundo e foi expulso.

Com um a mais, Ricardo Gomes ousou ainda mais e colocou Fernandinho e Marcelinho Paraíba em campo, o Tricolor Paulista tentou, tentou, tentou e não conseguiu furar o bloqueio vermelho. Vitória são-paulina e classificação colorada.

Celso Roth perde a invencibilidade no comando do Inter, mas também começa a perder a fama de que chega e não ganha, classificado para a final contra o Chivas Guadalajara, o Inter está muito próximo do bi-campeonato na Libertadores, vencendo ou não a equipe gaúcha já tem vaga garantida no Mundial de Abu Dhabi, por querelas entre a organização da Libertadores e da CONCACAF, em caso de time mexicano campeão da Libertadores o vice é quem representa a América do Sul, pois o representante mexicano no Mundial vem da competição organizada pela CONCACAF que reúne clubes das Américas Central e do Norte.

Enfim, isso tudo só quer dizer que o Inter além de ter merecido a vaga na grande
final ainda contou com a sorte de já estar previamente classificado para o Mundial, porém isso não impede a equipe de Celso Roth de ganhar o título da Libertadores e quebrar a horrorosa sequencia de derrotas brasileiras em finais de Libertadores, que já dura desde 2007 (Grêmio, Fluminense e Cruzeiro perderam respectivamente para Boca Juniors, LDU e Estudiantes em 2007, 2008 e 2009).

Agora é esperar pra ver essa final de Libertadores que promete, o cheiro é de um duelo de “Inters” na final do Mundial…

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