Rabo de Urna #06


O Rabo de Urna de junho não vai falar especificamente de Política, muito menos de Eleições, mas não perdendo o seu objetivo principal que é fazer com que o leitor possa se informar mais e questionar muito mais sobre estes assuntos, adentra em um campo que sempre gera muita polêmica: a relação Política/Futebol.

Aproveitando o embalo dessa Copa do Mundo o que pretendo discutir é até onde o futebol pode interferir na Política e qual a influência disso na vida dos cidadãos.

Pra começo de conversa o exemplo mais claro que vem na minha cabeça é de como o governo ditatorial de 1970 fez de uma das melhores seleções de todos os tempos, o seu “time-propaganda”. Isso só aconteceu pela força que o futebol tem dentro do imaginário coletivo da população brasileira.

Em ano de Copa do Mundo, talvez muito mais antigamente, mas ainda hoje em dia, o que se vê é uma mobilização muito grande de boa parte da população para ver os jogos, ficar sabendo da nossa Seleção.

Sim, talvez por pura preguiça ou comodismo, para poder faltar ao trabalho ou a escola no dia de jogo, para esquecer coisas que não podem ser esquecidas como os problemas na Educação do país, a violência, a fome…

Aí logo vem aqueles moralistas que dizem que o futebol não passa disso, um desvio das ditas coisas importantes e que Copa do Mundo, Campeonato Brasileiro e qualquer outro campeonato de futebol não serve pra nada.

São nessas declarações que se encontram as mais inoperantes e preguiçosas mentes, mais ainda do que aquelas que preferem faltar ao trabalho para assistir o Brasil na Copa.

Não dá pra discutir a força que o futebol tem em nosso país, se é o melhor do mundo não é atoa, e se recebesse mais apoio poderia ser ainda melhor, isso serve para todos os esportes, mas aplica-se em especial ao futebol.

Torcer pro seu time ou pela Seleção é algo que traz mais alegria (em alguns momentos tristeza), e que faz do torcedor verdadeiro alguém especial por si só, o futebol pode proporcionar momentos mágicos e participar disso não é sinônimo de inoperância ou falta de pensamento crítico.

O que precisa-se entender é que assim como outros segmentos da sociedade o futebol também tem o seu papel e merece ser respeitado. Todos sabem que hoje em dia muito do futebol é pura politicagem de dirigentes e empresários e o que ele foi um dia jamais voltará a ser, mas isso é irrelevante perto da química que esse esporte desperta em
inúmeros brasileiros, desde o moleque franzino que sonha em um dia estar dentro do campo com a camisa da Seleção, até o senhor de idade que tem em sua memória momentos inesquecíveis de outras Copas e Seleções.

Por tudo isso vale muito a pena ser feliz, gritar, cantar e se emocionar nessa e em todas as outras Copas do Mundo.

Uma coisa é esquecer os outros problemas e pensar que tudo é futebol, outra é colocar o futebol em seu devido lugar, sabendo que ele não é tudo, mas que é sim muita coisa.

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