Arquivo mensal: julho 2009

Os "acontecimentos" de julho/2009

Mês de julho e mais dois acontecimentos, um muito bom e outro muito ruim.
Vamos a eles:
Vale-Cultura
Todos conehcem bem ou pelo menos já ouviram falar do Bolsa Família e de vários outros programas assistencialistas do governo Lula.
Então, não sou totalmente a favor de programas assim, é necessário sim ajudar a população mais pobre, que compoe grande parte de toda população brasileira, mas tem horas que isso passa do limite.
Pois bem, no dia 23 desse mês, um novo projeto de Lei foi lançado, agora é a vez do Vale-Cultura.
Nem vou explicar muito o que exatamente é o Vale-Cultura, pois na imagem aí em cima está tudo o que é preciso saber sobre esse projeto de Lei, vou analisar os dados que estão nessa imagem.
Destaco dois pontos: a rapidez com que se pretende votar e colocar pra funcionar esse projeto.
Geralmente projetos de Lei ficam meses e meses sem ser votados, ficam meio jogados ao léu, dessa vez, como disse Lula na inauguração do projeto, o projetotem “urgência urgentíssima”, para ser votado logo, é interessante ver essa mobilização.
E o outro ponto são os dados da parte de baixo da imagem: 93% dos brasileiros nunca foram ao museu, 87% nunca foram ao cinema e 83% nunca compraram um livro.
É aquela velha história: para muitos esses dados são até irrelevantes, esse que é o problema, no Brasil a grande maioria da população ainda não dá valor, não sabe o tamanho da importância da cultura para uma população.
Analisando tudo isso, vejo esse projeto pelo lado bom, não sou petista, nem votei nas Eleições de 2006, e também não acho o governo Lula ótimo.
Mas nesse ponto reconheço que foi uma ideia interessante, quem sabe assim o país consiga elevar o seu nível cultural, o que é uma necessidade na minha opinião, ainda mais no Brasil, um país com uma diversidade cultural tão rica.
O acidente de Felipe Massa
Esse foi o acontecimento trágico do mês.
Era apenas mais um treino classificatório de Fórmula 1, no último sábado, dia 25.
Mas aí uma mola voa da Brawn de Rubens Barrichello e acerta o capacete de Felipe Massa.
Antes de falar sobre o que aconteceu depois, não consigo tirar da minha cabeça uma coisa: De 3 brasileiros na pista, entre os 22 ao todo, o acidente aconteceu justamente com 2 dos 3 brasileiros, é coincidência demais!
Voltando ao acidente: a mola que saiu do carro de Rubinho literalmente voou e foi de encontro a Massa numa das curvas mais rápidas do circuito de Hungaroring, o capacete ainda conseguiu atenuar um pouco a intensidade da batida mas foi tão forte que chegaram a comparar com a força de um tiro.
Depois de atingido Massa foi direto pra barreira de pneus, mas sem controle nenhum do carro, já estava inconsciente no momento da batida.
Massa foi direto pro Hospital Militar de Budapeste e entrou em coma induzido, sua família foi pra lá acompanha-lo e no dia 29, última quarta-feira, Massa saiu da UTI e já deu alguns passos e conversou um pouco, perguntando sobre a próxima corrida em Valencia.
Apesar dessa pergunta e da recuperação de Massa, para a próxima corrida as chances de Massa correr nem devem existir, primeiro o piloto brasileiro deverá passar por uma recuperação, e o seu substituto será ele, Michael Schumacher, sim o piloto alemão que já havia se aposentado voltará as pistas.
Agora é esperar pra ver o que acontecerá com o Massa, o acontecimento como um todo continua acontecendo, essa é a verdade.
Acidentes em Fórmula 1 antigamente eram uma constante, várias lesões e mortes, pois a segurança não era tão eficaz como atualmente.
O maior de todos os acidentes envolvendo Fórmula 1, com certeza, foi o do grande Ayrton Senna em Ímola, em 94.
Mas mesmo com a segurança de hoje em dia, ainda acontecem acidentes como esse do Massa, ou seja, querendo ou não a Fórmula 1 é arriscada, apesar de ser algo muito interessante, em que rola muita grana também diga-se de passagem, os riscos para os pilotos também são grandes.

Grandes Personagens – V – Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins)

Esse é o último post da série Grandes Personagens, completa 5 personagens, é lógico que existem muitos outros Grandes Personagens no mundo do cinema, mas esses cinco que citei são especiais, o de hoje talvez seja um dos melhores, senão o melhor desses cinco.
Baseado nos livros de Thomas Harris, uma série de 4 filmes foi gravada, os filmes em questão são: Dragão Vermelho, O Silêncio dos Inocentes, Hannibal e Hannibal – A Origem do Mal.
Todos eles giram em torno de serial killers, homicídos, FBI, e distúrbios psicológicos, a figura central de todos esses filmes é o nosso personagem de hoje: Dr. Hannibal Lecter.
Antes de entrar de vez no personagem, vale um parágrafo pra falar do ator, que é Anthony Hopkins.
Sir Philip Anthony Hopkins, britânico naturalizado estadunidense, teve em Hannibal Lecter seu personagem de maior destaque, porém já interpretou vários outros importantes personagens durante sua enorme carreira, tais como: Zorro, no filme A Máscara do Zorro, Quasímodo, em O Corcunda de Notre-Dame, Abraham Van Helsing no Drácula de Bram Stoker, entre outros.
Entrando na história agora, tudo começa pelo final.
É estranho isso, mas é o seguinte, o último dos 4 filmes gravados (Hannibal – A Origem do Mal) foi gravado em 2007 e é nesse filme, como o próprio nome já diz, que tudo começa, nele são expostas a infância e juventude do que viria a se tornar “Hannibal Canibal”.
Seguindo a cronologia, o segundo filme seria Dragão Vermelho, onde logo no início, o Dr. Hannibal Lecter, agora já adulto e com alguns crimes já cometidos, é capturado pelo agente do FBI Will Graham, ele passa todo o filme dentro da prisão, mas enquanto isso surge a figura do Dragão Vermelho, codinome de Francis Dolarhyde, serial killer que matava famílias inteiras e tinha uma verdadeira admiração pelo Dr. Lecter, até consegue se comunicar com o próprio via carta, e é instigado por Lecter a destruir Will Graham e sua família.
Depois vem o que eu considero o melhor filme da série, Silêncio dos Inocentes.
Nesse filme é introduzida na trama a atraente agente Clarice Starling, que é colocada frente a frente com Hannibal, quando este ainda está sob o controle do asqueroso Dr. Chilton (chefe do presídio-manicômio em que está Hannibal), e Starling, aos poucos, vai conseguindo tirar informações do Dr. Lecter, que iriam ajuda-la a solucionar o caso desse filme, o caso do serial killer Buffalo Bill, que matava mulheres para fazer roupas com a pele delas.
É neste filme também que, após compartilhar informações, Hannibal consegue ser transferido do presídio de Baltimore para Memphis, muito inteligente e astuto, consegue fugir do presídio e termina o filme em liberdade.
No terceiro filme, Hannibal, Dr. Lecter está com outra identidade, vivendo em Florença, cidade que ele já tinha citado no filme anterior, é muito interessante também essa vertente do Dr. Lecter, canibal sim, psicopata sim, mas um grande admirador das artes como um todo, e um ser humano inteligentíssimo.
Nesse filme, que se passa 10 anos depois do Silêncio dos Inocentes, Manson Verger, um antigo paciente do Dr. Lecter e um dos únicos que conseguiram sair com vida após terem sido atacados por Hannibal, planeja uma vingança, contrata homens, corrompe alguns membros do FBI e consegue enfim capturar Hannibal, que havia voltado de Florença para os EUA, por causa de Clarice Starling, nessa altura o Dr. Lecter já estava apaixonado pela agente do FBI.
Mas a captura de Verger não atinge o sucesso máximo, é só assistir o filme que dá pra ver como termina toda essa história, cheia de suspense, inteligência e muito mais, um quase thriller muito refinado, sensacional!

O Que É Isso Companheiro?

Falo hoje de um livro, que já virou filme e que conta sobre um dos mais interessantes episódios da história do Brasil.
Antes de falar do livro, falo de seu escritor, o hoje deputado federal pelo Rio de Janeiro, líder do Partido Verde (PV) e além disso twittero, escritor e jornalista.
O nome dele é Fernando Gabeira. Ficou muito conhecido no período da ditadura militar, período em que acontecem as ações descritas no livro.
Ano passado disputou e perdeu a campanha para prefeito do Rio de Janeiro, mas sua história política é bem maior do que isso, seria muito querer falar dela inteira aqui no Un Quimera, necessitaria de mais tempo e mais espaço.
Então, para saber sobre Gabeira é mais fácil visitar o site dele, onde tem muita coisa interessante, não só sobre ele próprio, mas sobre política, atualidades e etc., o link é esse aqui: http://www.gabeira.com.br/
Agora, vamos ao livro.
Já tinha ouvido falar do livro, já tinha visto um fragmento do filme no youtube e sempre tive a curiosidade de ler o livro.
Vagando em um sebo me deparo com várias obras do Gabeira, inclusive O Que É Isso Companheiro?, foram 10 reais muito bem gastos.
O livro começa e se desenvolve em vários micro-capítulos, lembrando até, somente no estilo é lógico, o Dom Casmurro de Machado de Assis, esse pequenos capítulos vão ambientando o leitor mais distraido ao livro, eu sempre gostei muito desse período histórico do Brasil, a Ditadura Militar, por isso já estava conhecendo alguns termos utilizados, estava realmente interessado no livro.
Depois desses capítulos, os dois capítulos finais são bem maiores e é nesses capítulos que estão as melhores partes do livro.
No capítulo Babilônia, Babilônia, Gabeira descreve com a riqueza de detalhes que só quem viveu o momento pode descrever, os 4 dias (de quinta a domingo) em que realizou o se
questro do embaixador estadunidense no Brasil, Charles Elbrick, desde o sequestro propriamente dito na quinta até a sua libertação no domingo.
E no último capítulo (Onde o filho chora e mãe não ouve), Gabeira conta como foi capturado pela ditadura, seus dias na prisão, no DOPS e vários tipos de tortura das quais presenciou.
Um livro que eu diria muito patriótico, a exposição de fatos históricos da ditadura militar brasileira é algo que ajuda muito a analisar onde estamos hoje, a história ajudando a repensar o presente e a construir o futuro.
No que se diz respeito a política, é um dos melhores se não o melhor livro que já li, sem ele dificilmente teria escrito um post como o último e também não estaria tão interessado em assuntos políticos.
Vale lembrar que eu não tenho partido, nem esquerda, nem direita, nem nada, ainda estou moldando minhas ideias, mas uma coisa posso afirmar: Fernando Gabeira é, com certeza, um dos parlamentares mais dignos de representar o país lá dentro, não, ele não é perfeito, mas também não é tão baixo como outros que estão por lá.

Desabafo

Já fui cumprir o meu direito e o

meu dever de votar, já pensei no
candidato, já fiz minha cabeça.
E vejo atos secretos, corrupção,
nepotismo, desmoralização, pizza!
Já tô cumprindo o meu direito e o
meu dever de estudar, tô aprendendo
fórmulas, tô aprendendo teoremas.
E vejo notas e estatísticas
valerem mais que o conhecimento!
Ainda vou cumprir o meu direito e o
meu dever de alistar, bater continência,
me doar pelo país e o escambau.
E vejo a desigualdade reinar, num
lugar onde há pouco patriotismo e pouca segurança!
Brasil, cadê a ordem e
cadê o progresso?
Brasil, boa educação
é novo ENEM?
Brasil, como explicar tanta
desigualdade e tanto medo?
Rogério Arantes

América Platina ou Decepção Azul

Quando eu escrevi o post falando sobre a Libertadores, antes da competição começar indiquei o Cruzeiro como um dos grandes favoritos ao título, o time argentino do Estudiantes também aparecia no post mas apenas como um time que deve chegar mais longe, dessa vez, diferentemente da Copa do Brasil, eu errei.
A equipe de La Plata que estreou perdendo para o mesmo Cruzeiro, no mesmo Mineirão por 3 x 0, foi se recuperando aos poucos na competição, tomou apenas 2 gols depois das Oitavas de Final e conseguiu seu quarto título de Libertadores: 68,69,70 e agora 2009.
Foi a quinta final seguida entre brasileiros e argentinos na Libertadores em que os “hermanos” venceram (Velez em 1994, Boca em 2000, 2003 e 2007 e agora o Estudiantes).
Além disso, foi a segunda final seguida que um time brasileiro ficou com o vice, o Fluminense havia perdido para a LDU no ano passado.
Mas como isso foi acontecer?
Pouquíssima gente esperava a derrota desse bom time do Cruzeiro, ainda mais jogando em casa.
Vamos ao jogo:
Após um 0 x 0 no primeiro jogo em La Plata, quem ganhasse levaria e empate provocaria prorrogação.
Ambos os times entraram tensos em campo, clima de final de Libertadores, Brasil x Argentina é sempre complicado.
Mas, aos poucos, enquanto a torcida do Cruzeiro, que lotou o Mineirão, não empurrava o time devido a toda essa tensão, o Cruzeiro foi ficando cada vez mais tenso e o Estudiantes foi relaxando, soube catimbar na hora certa, e não se acovardou em momento algum, buscava sempre o ataque e no fim do primeiro tempo, nenhuma grande chance pra nenhum dos dois lados, mas o Estudiantes era melhor.
Na volta para o segundo tempo a tônica do jogo parecia que continuaria da mesma maneira que estava no primeiro tempo, porém, com apenas 6 minutos, o volante Henrique do Cruzeiro bateu de fora da área, a bola desviou e entrou no canto direito de Andújar, Cruzeiro 1 x 0 e festa azul no Mineirão.
Esse gol parecia que iria dar mais tranquilidade ao time, a história da Libertadores de 97, última que o Cruzeiro conquistou, parecia que iria se repetir.
Porém, nada disso aconteceu.
O aguerrido time do Estudiantes nem sentiu o gol sofrido, pra eles era como se nada tivesse acontecido e 5 minutos depois do gol, Verón, o maestro desse time, achou o lateral Cellay livre na direita, este cruzou no meio e Gastón Fernández empatou o jogo.
Era como se o gol cruzeirense não tivesse valido nada. Com o 1 x 1 no placar o jogo voltava a situação de primeiro tempo, Cruzeiro muito tenso e Estudiantes sabendo controlar muito bem o jogo, sabendo jogar dentro do Mineirão contra o Cruzeiro, coisa que poucos sabem.
Aí, aos 27 minutos, num escanteio cobrado por Verón, o artilheiro da Libertadores, Mauro Boselli, subiu de cabeça, fez seu oitavo gol na competição e fechou o placar: Estudiantes de La Plata 2 x 1 Cruzeiro.
Depois disso o Cruzeiro até que tentou, Thiago Ribeiro acertou uma pancada no travessão, mas o título já era dos “pinchas”, apesar de tudo, do favoritismo azul, o time argentino fez um grande jogo ontem e mereceu o título, a defesa sólida, com o ótimo Andújar no gol, que pouco trabalhou, e com Desábato e Schiavi, ambos muito mau vistos aqui no Brasil, mas que jogaram muito bem, o ataque fez o que deve fazer, cada um dos dois atacantes fez um gol, e no meio é que estão as grandes feras desse time, Pérez que dá a movimentação, Braña que marca muito bem e ele, Juan Sebastian Verón, “La Brujita”, que voltou da Europa pra ganhar esse título com o Estudiantes, clube de “La Bruja”, seu pai Juan Ramon Verón.
Em relação ao Cruzeiro, indiscutivelmente foi melhor durante toda a competição, passou tranquilo na primeira fase e eliminou São Paulo e Grêmio no mata-mata, porém na hora da final não foi aquele grande time, que tinha Ramires (o camisa 8 se despediu ontem, agora é jogador do Benfica), Wágner, que contava com as chegadas fulminantes de Jonathan e que tinha um
indomável Gladiador lá na frente.
Ninguém funcionou nessa final, apenas Fábio no primeiro jogo onde salvou tudo e mais um pouco.
Porém, na minha visão de jogo, o que faltou na verdade para o Cruzeiro foi RAÇA.
A equipe é muito boa e entrou em uma situação favorável nesse segundo jogo, e não entrou de salto alto, respeitou o time do Estudiantes, mas entrou muito nervosa no jogo e foi dando espaço pra esse bom time argentino fazer o jogo dele.
A torcida via tudo isso apática e o time não conseguia imprimir raça digna de uma final de Libertadores, parecia um jogo comum de Campeonato Mineiro, os caras tinham que ir buscar bola lá na Lagoa da Pampulha, suar sangue mesmo, e eu não vi isso, e enquanto eu não via isso, via nos olhos dos jogadores argentinos mais raça do que tudo, alguém aí já pensou há quanto tempo o Cruzeiro não perdia de virada dentro do Mineirão?
Foi um verdadeiro “Minerazo”, mas apesar dessa decepção o time do Cruzeiro é muito forte e com toda certeza brigará pelo título do Brasileirão, mesmo sem Ramires e mesmo sem Libertadores.
Só resta agora parabenizar o Estudiantes e principalmente “La Brujita”.

Fora Sarney!

Ainda não tinha comentado sobre esse assunto aqui no Un Quimera, mas nem é preciso falar muito.
Qualquer pessoa bem informada está a par da situação de crise que vive o senado brasileiro.
A corrupção cada vez mais vem a tona e se ouve falar muito de atos secretos, nepotismo e por aí vai.
No meio de tudo isso é importante tomar uma atitude, e aproveitando o mundo da internet, aderi ao Manifesto contra os Atos Secretos e a Corrupção no Senado.
Foi no blog do Marcelo Tas que eu tive contato com isso, iniciativa do Centro Acadêmico XI de Agosto, entidade representativa dos estudantes de Direito da USP.
O link para assinar a petição é esse: http://www.petitiononline.com/xisenado/petition.html
Vale a pena olhar também o blog do Tas, onde está o texto e o mesmo link.
Apesar de todos os seus históricos erros, a culpa da crise não é exclusiva do Sarney, mas a saída dele nesse momento é necessária, fazendo uma comparação futebolística, Sarney hoje é como aquele treinador que está desgastado no cargo, que torcida e jogadores já não aguentam mais, está lá só por causa dos dirigentes.
A política no Brasil tem solução, basta querer fazer as coisas certas.
Não sou nenhum entendor profundo de política, como está escrito aqui do lado direito, tenho visões políticas inconstantes, mas esse caso de corrupção no Senado extrapolou todos os limites, e acredito que posso contribuir de alguma maneira, com esse blog, para que as coisas melhorem.
Em tempo: Outra atitude via internet será tomada quarta-feira, dia 15, será a passeata virtual via twitter, mais informações: http://www.forasarney.com/ #forasarney

1984 – A Revolução dos Bichos

Não falo muito sobre livros aqui no Un Quimera, acho que até agora o único que eu citei foi O Senhor dos Anéis, porém hoje vou mudar isso e falar logo de dois de uma vez.
Sim, alguns já devem ter percebido, o título do post são os nomes do livros, e ambos foram escritos por um mesmo cara: Eric Arthur Blair, mais conhecido como George Orwell.
Como tive a oportunidade, procurei ler os dois em seguida, li primeiro 1984, o título do livro é uma inversão do ano em que ele foi escrito: 1948, e depois li A Revolução dos Bichos, um dos melhores livros que eu já li até hoje.
1984

Em 1984, Orwell coloca como protagonista da história Winston Smith, um funcionário do Partido do Grande Irmão, um partido totalitarista que tinha no chamado Grande Irmão seu grande líder.
Quando se traduz Grande Irmão para o inglês, temos Big Brother, não é coincidência não, foi deste livro que saiu a ideia do tão falado reality show.
No livro você se depara com um mundo um pouco diferente (veja o mapa acima, em roxo a Eurásia, em verde a Lestásia, em laranja a Oceania, em em amarelo o território disputado por eles), dividido entre Oceania, Lestásia e Eurásia.
A Oceania é o domínio do Partido do Grande Irmão, onde se passa a história, as coisas vão acontecendo no livro e quando Winston conhece Julia algumas mudanças surgem, até quando eles vão ao encontro de O’Brien e as ideias do livro começam a se revelar claramente.
Esse resumo foi fraquíssimo, mas foi de propósito, esse livro não dá pra ser contado assim, é muito melhor ler.
O que dá pra falar mais é que ao ler esse livro você entrará em um universo diferente, de teletelas, Ingsoc, Grande Irmão, e também da Novilíngua, a língua criada pelo partido. 
Vale lembrar também o lema do Partido, que assim a primeira vista parece estranho, mas ao ler o livro você entende:
Guerra é Paz,
Liberdade é Escravidão,
Ignorância é Força.
É complexo demais isso, só lendo mesmo pra entender, na parte do livro em que Smith lê o livro de Emmanuel Goldstein, o grande inimigo do Partido do Grande Irmão, é que você entende isso perfeitamente.
A Revolução dos Bichos
Esse livro é curto, singelo, mas é muito bom!
Começa quando um velho porco, o Major, reune todos os animais da Granja do Solar e expoe a eles o seu sonho: uma granja com os animais vivendo em igualdade, livre do jugo da exploração humana. O Major também ensina aos animais a canção “Bichos da Inglaterra”, que se tornaria o hino deles.
Pouco depois o Major morre e os outros animais liderados por dois porcos: Bola-de-Neve e Napoleão se revoltam contra Jones (o então dono da granja) e conseguem fazer a revolução.
A princípio tudo parecia ser melhor, o Animalismo é colocado em prática, o nome da granja muda para Granja dos Animais, o hino é cantado pelos animais, e uma máxima é estabelecida: “Quatro pernas bom, duas pernas ruim!”
Mas aos poucos muitas coisas vão acontecendo e tudo começa a mudar novamente, mudar para pior do que na época de Jones, arquitetadas por alguns porcos (que eram os animais mais inteligentes), Napoleão que se tornou uma espécie de ditador e Garganta, seu pau mandado. Essas mudanças, que parecem inofensivas a princípio transformam-se em algo gigantesco.
Os outros animais, como o esforçado Sansão, o indiferente Benjamim, Quitéria e outros, não entendem bem as mudanças e continuam trabalhando ainda mais do que trabalhavam antes. A
figura de Sansão é especial, ele sempre dizia: tenho que trabalhar ainda mais, e era um grande
pilar da Granja dos Bichos.
No fim… bem não gosto de contar final e não vou contar, mas o mais importante desse livro é a brilhante sátira feita por Orwell, se utilizando de animais ele faz uma ferrenha crítica a implantação do comunismo (foi escrito na época em que Stalin estava no poder na URSS),
mostrando que este sistema teoricamente e utopicamente é igualitário mas quando colocado em prática descamba para o lado do totalitarismo, o líder, na maioria das vezes, deixa o poder subir pela cabeça.
Daria pra falar muito mais desses dois livros, mas acho que já deu pra falar bastante, ilustrar um pouco de cada um, duas críticas que acabam se convergindo e (bezerrando agora) mostram e comprovam toda a versatilidade de George Orwell.

Covardia, Que Covardia!


Se analisarmos bem o program exibido ontem, as iniciais do programa CQC (Custe o Que Custar) da Band poderiam ser mudadas para o título desse post.

Não sou muito ligado em televisão, não sei se é porque minha TV passa poucos canais, ou porque o tempo anda cada vez mais curto pra mim, mas existem alguns programas que eu sou uma espécie de “fã de carteirinha”, é difícil perder.
O CQC é um desses poucos programas.
Por mais críticas que eles possam sofrer, os “homens de preto” comandados por Marcelo Tas, indiscutivelmente um dos grandes jornalistas do Brasil hoje em dia, muito pelos (diria até folclóricos) Ernesto Varela e Professor Tibúrcio.
Além dele, fecham o trio que apresenta o programa todas as segundas, o gaúcho e ex-jogador de basquete Rafinha Bastos e o impagável Marco Luque (seu personagem Jackson Five deve estar de luto atualmente).
Danilo Gentili, Felipe Andreoli, Rafael Cortez e Oscar Filho fazem as matérias, sempre com piadas novas, sempre correndo atrás da informação de uma maneira diferente, o chamado humor inteligente.
Mas falo especificamente sobre o programa de ontem, onde dois dos integrantes do CQC foram literalmente agredidos.
Primeiro, Felipe Andreoli no Rio Grande do Sul.
Inter x Corinthians disputando a final da Copa do Brasil e o repórter do CQC como sempre foi lá, Andreoli sempre está nos eventos esportivos.
Li alguma coisa no blog dele antes do programa ir pro ar e já vi que a situação foi tensa, no programa deu pra ver um pouco do que aconteceu.
Acho lamentável esse tipo de atitude, admiro muito o Rio Grande do Sul, os times de lá tem história e o estado como um todo tem mais história ainda, porém, uma atitude como essa da torcida do Inter é condenável, é lógico que foi apenas uma parte, duvido que todos os Colorados sejam assim, mas mesmo assim, coisas como essa são ridículas, não é querer estampar um nacionalismo eloquente que eu definitivamente não tenho, mas somos todos brasileiros caramba!
Mas pior do que isso, foi a atitude dos seguranças do (por enquanto) Presidente do Senado, José Sarney.
Assim como Felipe Andreoli está sempre na área esportiva, a área política é comandada por Gentili, que no começo do programa ganhou muitos elogios com o quadro “Repórter Inexperiente”.
E estar na área política significa estar sempre no Congresso e procurar sempre o melhor jeito de conciliar o humor com essa coisa tão séria que é a política.
Na matéria exibida ontem, Gentili foi covardemente agredido pelos seguranças de Sarney, eles chegaram até a usar técnicas que eram usadas na época da Ditadura Militar, como bem lembrou o homem da franja invisível.
Agora eu me pergunto: O Brasil ainda tem espaço para isso?
Muito se discute dos erros dos políticos, corrupção e tudo mais, porém coisas como essa atitude dos seguranças de Sarney talvez sejam ainda mais prejudiciais para a democracia em nosso país, liberdade de imprensa é primordial.
Pra finalizar, do pouco que eu sei sobre jornalismo, acredito que o estilo jornalístico que o CQC segue seja um dos melhores atualmente, humor de cara limpa, sem apelação e comprometimento com causas sociais (o quadro Proteste Já!) e com causas políticas (em todas essas matérias de Danilo Gentili), essa é a ideia: ir atrás da notícia, custe o que custar, e apesar do formato do programa ser importado, é muito brasileiro.
Veja a matéria do Danilo Gentili no Congresso, do programa de ontem:

A Semana em Porto Alegre

Essa semana que abriu o mês de julho, no que se diz respeito a futebol, teve como sua capital a cidade de Porto Alegre.
Na quarta-feira, o segundo jogo da decisão da Copa do Brasil, disputado entre Internacional x Corinthians, no Beira-Rio e no dia seguinte, a decisão pra ver qual brasileiro enfrentaria o Estudiantes de La Plata na final da Copa Libertadores que será disputada nas próximas duas quartas.
Corinthians Tri-Campeão da Copa do Brasil

No primeiro dos dois grandes jogos, o Corinthians se deu bem, superou o trauma do ano passado, quando perdeu a final da Copa do Brasil para o Sport, jogando o segundo jogo fora de casa e com um empate em 2 x 2 se tornou tri-campeão da Copa do Brasil (o jogo de ida no Pacaembu tinha sido 2 x 0 para o Corinthians).


Aqui no Un Quimera, lá em fevereiro, um domingo antes de começar a Copa do Brasil eu dei os meus palpites sobre quem seria o campeão, dentre os times citados por mim, Internacional e Corinthians estavam lá.

O Inter, que talvez tenha percorrido um caminho mais complicado do que o do Corinthians para chegar a final era o grande favorito desde o início da competição, mas depois das quartas contra o Flamengo, muito do misticismo que cobria o Colorado foi quebrado.

Chegou para o primeiro jogo da final muito desfalacado e, não conseguindo fazer gol fora de casa tinha que fazer um resultado muito bom no jogo de volta, em Porto Alegre.

Mesmo com seus principais jogadores em campo, o time de Tite sentiu a pressão de ter que fazer esse bom resultado e entrou nervoso em campo, o Corinthians, que durante toda a competição soube se portar muito bem jogando fora de casa aproveitou esse nervosismo, e com gols de Jorge Henrique e André Santos, abriu 2 x 0 no primeiro tempo, praticamente matando o jogo.

Na volta para o segundo tempo o Inter até conseguiu o empate com dois gols de Alecsandro, o jogo ficou marcado também por muitas briguinhas e expulsões, destaque para o argentino D’Alessandro, camisa 10 do Inter, um excelente jogador de futebol, um dos melhores em atividade no Brasil, mas que perdeu a cabeça nessa final e cometeu atitudes de um verdadeiro “chico”.

O Corinthians mereceu o título e acumula agora 3 títulos em 7 meses (Série B, Paulista e Copa do Brasil), Mano Menezes aos poucos foi montando esse time que hoje é muito maduro, e consistente, tanto defensivamente quanto no ataque, o grande perigo é acontecer um desmanche, afinal, muitos dos titulares do Corinthians estão sendo observados por clubes europeus, e o mercado está aberto.

Cruzeiro na final da Libertadores

Ontem, quase um replay do jogo de quarta.

A situação do Grêmio era muito parecida com a do seu rival estadual, só que o Tricolor gaúcho tinha conseguido marcar um gol no jogo de ida, no Mineirão (que terminou 3 x 1 para o Cruzeiro).

E o time de Paulo Autuori até começou bem, tentando pressionar o Cruzeiro, mas apesar de chegar muito, não chegava com objetividade.

Ao contrário da Raposa que, em duas chegadas, meteu 2 gols.

Aos 34, o Gladiador Kléber fez ótima jogada pela direita e deu o primeiro gol para Wellington Paulista. Dois minutos mais tarde, de novo pela direita, Jonathan cruzou na cabeça do mesmo Wellington Paulista.

2 x 0 e partida praticamente decidida, assim como na quarta.

E pra terminar as coincidências do dia anterior, o Grêmio voltou para o segundo tempo sem desanimar e também conseguiu empatar, com gols de Réver e Souza.

Apesar desses dois resultados adversos é bom não subestimar o futebol gaúcho, que conta com dois bons times, alguns ótimos jogadores e que, desde 2006, vem conseguindo sempre resultados expressivos, até mesmo um Mundial.

Sobre os finalistas da Libertadores: o jogo de estreia será também o último jogo deles.

A exemplo da edição do ano passado, quando os dois finalistas (Fluminense e LDU) sairam do mesmo grupo, esse ano o Estudiantes de Verón e o Cruzeiro de Kléber também chegam a final vindos do mesmo grupo.

Na primeira fase o Cruzeiro venceu no Mineirão por 3 x 0, na estreia de Kléber, com dois gols do mesmo e o Estudiantes venceu em La Plata por 4 x 0. A final será um tira-teima e por ter feito uma melhor campanha na primeira fase, o Cruzeiro decidirá em casa.

Nada melhor do que um duelo Brasil x Argentina numa final de Libertadores, ainda mais numa tão simbólica, essa é a Libertadores de número 50.

O Cruzeiro é sim muito favorito pra essa final, mas o Estudiantes não costuma dar mole, e depois de perder a final da Sul Americana do ano passado para o Inter, esse ano Verón e cia. vem mais calejados para essa outra final contra um time brasileiro.