Homenagem a Tolkien


Se estivesse vivo o escritor John Ronald Reuel Tolkien completaria hoje 117 anos.

Por que falo disso aqui no blog?

Porque Tolkien foi um marco na minha vida em relação a literatura, depois de ler uma obra
sua (a mais famosa: O Senhor dos Anéis) foi que eu comecei a me interessar verdadeiramente
por livros, revistas e jornais.

Hoje eu leio coisas totalmente distintas da obra de Tolkien, mas ainda leio Tolkien também
da mesma maneira que eu lia quando descobri Frodo, Gandalf e etc…

Então, resolvi fazer uma pequena homenagem ao “professor” aqui, apenas citar algumas
passagens e frases dele, pra quem nunca leu, não se assuste, o cara era bom mesmo, e pra
quem já leu, é uma boa oportunidade pra relembrar um pouco esse grande escritor:

O Canto de Despedida

Talvez a mais bela história já criada por Tolkien, a história de Beren e Lúthien, contada
em prosa no Silmarillion (um dos livros do escritor) e em verso na Balada de Leithian
contém o chamado Canto de Despedida, de Beren para sua amada Lúthien:

“Adeus doce Terra e céu do norte,
Eternamente abençoados,
pois aqui esteve
e aqui com passos ágeis correu
à luz da Lua, à luz do Sol
Lúthien Tinúviel
mais bela do que se pode dizer a língua dos mortais.
Mesmo que o mundo caia em ruínas
que se dissolva e seja lançado de volta
desfeito no caos primordial,
ainda assim foi boa sua criação…
o anoitecer, o amanhecer, a terra, o mar…
para que, por um tempo,
Lúthien existisse.”

A Grande Guerra

Tem também um relato de quem viveu e lutou na Primeira Guerra Mundial, sim, Tolkien era
escritor, professor, mas também soldado britânico:

“Na verdade, é preciso estar pessoalmente sob a sombra da guerra para sentir totalmente sua
opressão; mas, conforme os anos passam, parece que fica cada vez mais esquecido o fato de
que ser apanhado na juventude, por 1914, não foi uma experiência menos terrível do que
ficar envolvido com 1959 e com os anos seguintes. Em 1918 todos os meus amigos íntimos,
com a exceção de uns, estavam mortos(…) O lugar em que vivia na infância estava sendo
lamentavelmente destruído antes que eu completasse 10 anos, numa época em que automóveis
eram objetos raros (eu nunca tinha visto um) e os homens ainda estavam construindo
ferrovias suburbanas…”

E pra finalizar, um trecho extraído da Carta nº 183:

Assim eu sinto que a inquietação-esfraquecimento em revisões, e correspondência sobre eles,
sobre se minhas ‘pessoas boas’ eram amáveis e misericordiosas e dividiam (de fato eles
fazem), ou não, está totalmente além do ponto. Alguns críticos parecem determinados em me
representar como um adolescente simplório, inspirado por, digamos, o espírito de
Com-a-bandeira-para-Pretoria, e intencionalmente distorcem o que é dito em meu conto.
Eu não tenho aquele espírito, e ele não aparece na história. A figura de Denethor sozinha é
bastante para mostrar para isto; mas eu não fiz nenhuma das pessoas do lado ‘certo’,
Hobbits, Rohirrim, Homens de Vale ou de Gondor, nada melhor do que os homens tem sido ou
foram, ou podem ser. O meu não é um ‘mundo imaginário’, mas um momento histórico imaginário na ‘Terra-Média’ – que é nossa habitação.

PS – No site Valinor temos simplesmente TUDO sobre Tolkien, inclusive um artigo sobre este
aniversário dele
, vale a pena dar uma olhada lá também.

Salve, salve o mestre Tolkien!

Um pensamento sobre “Homenagem a Tolkien

  1. […] lembrar que um dos primeiros posts da história do Un Quimera foi em homenagem a ele, sua obra influencia muito o blogueiro e um QuimeraCast sobre ele, mais cedo […]

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