Arquivo mensal: janeiro 2009

Os "acontecimentos" de janeiro/2009

O primeiro mês do ano acaba hoje e, pra mim, dois grandes “acontecimentos” marcaram esse
janeiro de 2009.

A Posse de Obama


Sim, um deles não poderia ser outro senão a posse de Barack Hussein Obama na presidência
dos Estados Unidos da América. Não só a posse em si, mas tudo o que gira em torno desse
acontecimento.

Obama chega pra mudar muita coisa na política estadunidense e, consequentemente, na
política mundial também.

Não sou grande entendedor dessas coisas, mas do pouco que sei sobre isso penso que Barack
terá uma difícil missão pela frente: o legado que George W. Bush lhe deixa não é dos mais
animadores e a grande crise está cada vez mais flagrante em todos os setores da economia.

Do que li e ouvi sobre o assunto me marcaram algumas coisas.

Primeiro: O século XXI começou verdadeiramente no dia 20 de janeiro 2009, quando Obama se
tornou o presidente estadunidense, até então, o governo de Bush filho mostrava claros
sinais de conservadorismo, autoritarismo e arrogância, tomando posições muito
questionáveis em relação aos assuntos talvez mais importantes, como a questão do Oriente
Médio e a questão ambiental.

Segundo: Obama é um presidente pós-raça, meio difícil de explicar mas é mais ou menos assim:
Obama é o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, isso é fato. Mas não foi por causa
da cor de sua pele que ele conseguiu vantagens ou desvantagens na sua caminhada rumo a Casa
Branca, ele tinha propostas e idéias muito além desse preconceito bobo, foram feitas até
algumas alusões a Martin Luther King.

E terceiro: Acredito mesmo que o mundo mudará. Nos poucos dias como presidente Obama já
tomou atitudes, como o fechamento da prisão de Guantánamo, novas práticas em relação a
poluição ambiental, fixação dos salários dos cargos mais altos dos funcionários da Casa
Branca. Esses são alguns exemplos das mudanças feitas por Obama até agora, boas ou más, são
mudanças, e acredito que a política estadunidense necessita disso, as atitudes de Bush não
eram das melhores.

É isso, sinto que de agora em diante quase tudo na mídia vai ser Obama, isso é só o começo.

A recusa de Kaká

Esse já é um assunto que eu conheço mais um pouco, tenho mais facilidade para falar.

Foi uma verdadeira novela.

O Manchester City, clube de pequena tradição no futebol mundial, sem nenhuma grande
conquista, mas que conta, de uns tempos pra cá com a grana do Sheik Mansour, em meados
de janeiro fez uma propsta oficial para o Milan para ter o seu camisa 22, o brasileiro Kaká.

Em relação ao valor da proposta oferecida já começam as controvérsias e já começam também
os sustos para quem vê isso de fora, é uma quantia absurda!

Já que falei de Obama e crise mundial logo acima, vale interligar os assuntos e lembrar que
a crise também atingiu o futebol, tanto que as transações nessa temproada 2008/09 não foram
lá tão grandes e numerosas como nas temporadas anteriores, mas o Sheik Mansour parece não
ter sido atingido pela crise, tamanha a proposta feita ao Milan.

Sem mais rodeios, ao que tudo indica a verdadeira proposta foi essa: 105 milhões de libras!

Como já disse, um valor absurdo, ainda mais em tempo de crise.

Pois bem, o chefão do Milan (Silvio Berlusconi) pelo jeito já tinha aceitado a proposta,
como faria qualquer outro dirigente, só faltava o sim de Kaká, que no City ganharia um
salário tão astronômico como a oferta feita por ele, mas Ricardo (esse é o verdadeiro nome
de Kaká) disse NÃO.

Contra todas as expectativas, ele preferiu a força e a história gloriosa de títulos do
rubro-negro italiano, a paixão da torcida rossonera e a estabilidade que tem na Itália do
que uma aventura na Terra da Rainha, cheia de incógnitas, num time pequeno, mas que ficou
rico de uma hora pra outra.

Fez bem o Kaká?

Acredito que cada um pensa da sua maneira e pode decidir se Kaká fez bem ou não, mas na
minha opinião ele fez foi MUITO bem!

Talvez ele seja um dos últimos jogadores da história que preferem uma carreira de sucesso,
no time onde é feliz e idolatrado do que uma carreira de dinheiro, jogando em qualquer
time e ganhando qualquer título.

E lá se vai janeiro…

Flamengo 1 – 0 Friburguense


Assim como falei da estréia do Liverpool na temporada de 2009, falo agora da estréia do
Mengão.

Bem, não foi nenhum grande jogo, não tivemos nenhum grande destaque individual (talvez só
mesmo o veterano goleiro da Friburguense, Adriano, de 40 anos que catou muito ontem), mas
as estréias são quase sempre assim mesmo, sem muito brilho, afinal o time ainda está
voltando aos jogos e, por mais entrosado que esteja, leva laguns jogos até chegar ao seu
melhor jogo.

Depois de um primeiro tempo morno, logo no início do segundo tempo a Friburguense abriu o
placar com um gol legítimo do meia Victor Hugo, mal anulado pelo bandeirinha.

Antes de mais nada, colocar a arbitragem como fator determinante de qualquer resultado, pra mim é loucura, os árbitros, assim como os jogadores e todos nós erram, ontem erraram a favor do Flamengo, amanhã pode ser contra, então é melhor nem discutir sobre isso.

Voltando ao jogo, ainda no início do segundo tempo, aos 11, Juan puxou contra-ataque com um lançamento primoroso para Everton, que havia entrado no intervalo no lugar do Marcelinho Paraíba, o jogador ex-Paraná tabelou com Kléberson na entrada da área, mas, na hora da conclusão, furou. A bola sobrou pra Ibson que centrou a bola na área, Obina dominou, deu um belo giro e chutou, Everton dividiu com o goleiro Adriano e a bola acabou sobrando limpa para Juan, que tinha iniciado toda a jogada, fazer o primeiro gol do Flamengo em 2009, primeiro e único do jogo de estréia.

Na temporada passada Juan já era o maior destaque do time e começa a atual temporada muito
bem também, peça primordial dentro desse time.

É isso aí, depois de longas férias pra quem assiste futebol, os campeonatos estão de volta
e a minha torcida é pra que o Mengão conquiste de uma vez a Taça Guanabara, aproveitando o
entrosamento que o time tem (a base de 2008 foi mantida), dando assim mais tranquilidade
para a disputa da Copa do Brasil e já largando na frente na busca do 31º título carioca.

YNWASRN

Versão para It Ain’t me babe

Robert Allen Zimmerman foi um cara que mudou muita coisa no cenário mundial da música,
desde a década de 60 até os dias de hoje ele compõe e canta músicas que vão do folk ao
blues, passando pelo pelo rock n’roll é claro.

Um dos maiores poetas do século XX, que une canções sentimentais e irônicas com canções
com espírito político e transformador. Além do característico estilo falado de cantar.

Bem, pra quem ainda não percebeu, Robert Allen Zimmerman é o verdadeiro nome de Mr. Bob
Dylan!

O cara influencia muito o meu gosto musical, depois que começei a escutar Dylan passei a
admirar mais o country e o folk estadunidense e descobri letras sensacionais.

O mega hit Like a Rolling Stone é uma perfeita aula de quem conhece muito bem o mundo pra
quem nunca saiu do conforto e mordomia.

Blowin’ in the Wind virou o hino de uma geração, o vento sopra e Dylan nos coloca perguntas
não muito fáceis de responder, como por exemplo o primeiro verso: How many roads must a man walk down, before you call him a man?

Positively 4th Street é perfeita pra você cantar pra aquele “amigo” que só quer te usar e
não dá valor em você.

E a longuíssima Hurricane então?

Dylan conta a história de um lutador de boxe (Rubin Carter) que, por causa da cor da sua
pele foi injustiçado e condenado a prisão, acusado de assassinato. Por expor literalmente
algumas das pessoas que participaram da injustiça como Paty Valentine por exemplo, Dylan
chegou a ser processado, mas valeu a pena, depois de muito tempo Rubin Carter foi libertado
e dizem que a música pode ter sido de grande ajuda para a sua libertação.

Bem, acho que ficaria citando exemplos de músicas do mestre Dylan aqui até acabar os
caracteres que tenho direito, então vamos ao que é importante…

Zé Ramalho (Avôhai) recentemente lançou um CD/DVD intitulado de “Tá Tudo Mudando” onde canta músicas de Bob Dylan, mas quase todas (exceção de If Not For You) em português, o paraibano dono daquela voz potente também é fã de Dylan e criou várias versões para canções do Bob.

Nessa onda de fã de Dylan deu vontade de fazer uma versão em português para uma de
suas músicas também.

A que eu escolhi foi It Ain’t Me, Babe, outro sucesso dylanesco interpretado magistralmente
pelo próprio Bob Dylan e também por outros cantores, desde de Johnny Cash (I walk the line) até Mallu Magalhães (Tchubaruba).

Aí vai:

Não Sou Eu, babe

Caia fora da minha vida
Vá na velocidade que quiser
Não sou eu quem você quer, babe
Não sou eu quem você precisa
Você diz que quer alguém
Que nunca fraqueje e seja sempre forte
Que te protega e te defenda
Quando estiver certa ou errada
Alguém que vá abrir todas as portas
Mas não sou eu, babe, não, não, não
Não sou eu, babe
Não sou eu esse alguém babe

Vá sem pressa pro abismo, babe
Vá sem pressa pro chão
Não sou eu quem você quer, babe
Eu só vou te magoar
Você diz que quer alguém
Que te prometa nunca ir embora
Alguém que feche os olhos por você,
Alguém que feche até o coração,
Alguém que morra por você e mais,
Mas não sou eu, babe, não, não, não
Não sou eu, babe
Não sou eu esse alguém

Vá sumir novamente na noite, babe
Tudo aqui dentro é de pedra
Não tem nada de bom aqui
Mas mesmo assim não estou sozinho
Você diz que quer alguém
Que vá te segurar quando cair,
Que vá te dar flores todo dia
E que virá sempre que você chamar,
Um amante pra toda vida e nada mais,
Mas não sou eu, babe, não, não, não
Não sou eu, babe
Não sou eu esse alguém

O quê ? ? ?

Parar pra pensar em tanta coisa
tentar dizer tantas outras
Anseios e impulsos
Perguntas e respostas

Não sei se é o ócio
o tédio ou a falta de sono
Sob a meia luz do quarto
no meio da madrugada
estas linhas vão surgindo

Crise, caos, tempo
Dinheiro, medo, relógio
Rua, sol, calor
Casa, msn, som

Tem horas que dá vontade
de esquecer tudo isso
e fazer algo realmente diferente
mas o quê???

Quem sabe num próximo poema
eu consiga responder…

Rogério Arantes

Quando a geografia interfere no futebol


Desde quando eu começei a acompanhar futebol sempre apreciei muito o estilo de jogo dos
países do leste europeu, embora nunca tenham conquistado grandes títulos (a Copa do Mundo
no caso) sempre foram uma grande força do futebol europeu.

Um futebol que alia muita aplicação tática com técnica e também muita velocidade,
talvez falte a “malandragem” do futebol latino e a ginga do futebol africano, mas nenhuma
escola futebolística é perfeita, a que chegou mais perto disso foi a brasileira, num
passado distante…

Historicamente tiveram jogadores muito técnicos como por exemplo o lendário romeno Hagi,
o búlgaro que fez história no Barcelona (Hristo Stoichkov) ou então o esloveno Zhirkov,
o checo Pavel Nedved entre outros (não vou lembrar todos os bons jogadores dessa região
assim de uma hora pra outra).

E também muitos artilheiros, a Sérvia teve Savo Milosevic, a Croácia teve Davor Suker
e até mesmo o recém-aposentado Dado Pršo. E quem não se maravilhou com os inúmeros gols de
Shevchenko com a camisa do Milan? Tá bom que atualmente ele já não faz tantos gols assim…

Tem também um sérvio que ficou muito famoso no futebol brasileiro, Dejan Petkovic.
Recentemente teve uma passagem apagada pelo Atlético-MG, a idade já não ajuda, mas quando
chegou ao Brasil, jogando pelo Vitória já demonstrava ser um bom jogador e depois veio pro
Mengão, um dos gols mais fantásticos da história do Mais Querido do Brasil é dele:
Campeonato Carioca 2001, falta na entrada da área do Vasco aos 44 do segundo tempo, o Flamengo precisava de um gol pra se sagrar tricampeão carioca e aí… gol de Petkovic numa cobrança magistral.
Dá pra citar também um país há muito esquecido quando o assunto é futebol: A Hungria.

Se existe um país que pode fazer inveja ao Brasil em algum tipo de competição, esse país é
a Hungria. Afinal, a Seleção Húngara é a maior vencedora dos Jogos Olímpicos com três
medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze.

Mas na categoria profissional, apesar da falta de títulos (volto a dizer, esse é o grande
problema das seleções do leste europeu) a Hungria fez história, teve Ferenc Puskás, Sándor
Kocsis, entre outros, é bom lembrar que o primeiro era o melhor jogador do mundo, até que
surgiu Pelé…

E se recordarmos a história mais recente temos a grata surpresa da Eurocopa 2008, a
inexplicável e arrasadora Rússia, comandada por Andrei Arshavin e Roman Pavlyuchenko que
demonstrou um futebol de qualidade, mas que, pra variar, não conseguiu título.

Além de tudo isso que eu já citei o leste europeu também se caracteriza por intensos e
quase constantes conflitos por territórios, numa dessas, a extinta Iugoslávia que começou a
ser dividida no longínquo ano de 1941 pelos países do Eixo (isso mesmo, 2ª guerra, Alemanha
de Hitler, Itália de Mussolini e Japão de Hiroito) e surgiram “novos países”: Croácia,
Sérvia e Montenegro, Bósnia e Herzegovina, Eslovênia e Macedônia.

Em 2006, mais uma divisão: Montenegro torna-se independente e assim Sérvia e Montenegro
tornam-se dois países distintos.

E ano passado ainda teve mais uma, Kosovo também declarou-se independente da Sérvia.

Então, são tantas divisões que parece até futebol inglês, mas estamos no leste europeu
ainda, e eu sempre pensei em como seria se até os dias de hoje ainda existisse apenas a
Iugoslávia, um país só.

Não na questão geo-política, mas sim no assunto futebol.

Talvez essa Iugoslávia pudesse até ter conquistado um título, existem muitas hipóteses…

Aí eu bolei uma seleção da Iugoslávia atual, não sei se seria ideal, porque não conheço
tanto assim esse futebol, do pouco que eu sei saiu essa seleção:

Seleção da Iugoslávia

1 – Vladimir Stojkovic (Sporting CP) – Sérvio
2 – Mladen Krstajic (Schalke 04) – Sérvio
3 – Josip Šimunic (Hertha Berlim) – Croata
4 – Nemanja Vidic (Manchester United) – Sérvio
6 – Darijo Srna (Shakhtar Donetsk) – Croata
5 – Dejan Stankovic (Internazionale) – Sérvio
8 – Zdravko Kuzmanovic (Fiorentina) – Sérvio
7 – Niko Kranjcar (Portsmouth FC) – Croata
10 – Luka Modric (Tottenham Hotspur) – Croata
11 – Ivan Klasnic (FC Nantes) – Croata
9 – Mirko Vucinic (AS Roma) – Montenegrino

Daria um aperto pelo menos na Eurocopa não?

A Diversidade Cultural

Muito se fala de globalização nos dias de hoje, a globalização vem para conectar de uma
maneira muito forte as culturas dos países, como quase todas as coisas tem seu lado
positivo mas também tem seu lado negativo.

Porém não quero entrar nessa discussão agora, este post, como o próprio título já diz,
vem tratar da diversidade cultural existente em nosso planeta.

Como?

Bem, hoje é dia 6 de janeiro, o chamado Dia de Reis, a data recorda a visita dos três “reis”
magos ao menino Jesus.

Antes de mais nada, já se encontra forte evidência católica na data, afinal estamos
falando de Jesus, mas pra quem prestou atenção outras influências também aparecem nessa
visita.

Reis? Magos?

Vamos combinar que magos não tem muito a ver com o catolicismo, tem mais a ver com
lendas e histórias.

Mas seguindo com a história, os três magos (Melchior, Gaspar e Baltazar) levaram presentes
ao menino Jesus.

Melchior levava ouro, simbolizando a sua realeza, Gaspar levava incenso, simbolizando
a divindade e Baltazar levava mirra simbolizando a humanidade.

Pesquisando um pouco mais sobre os magos e seus presentes descubro que Melchior veio da
Caldéia, lugar situado à beira do Rio Eufrates, ou seja, Mesopotâmia, deu de presente
o ouro que é originário da Suméria.

Sobre Gaspar diz-se que veio de uma região próxima ao Mar Cáspio, extremo leste europeu e
o incenso que levava tem origem arábica e africana.

Já Baltazar era mouro (isso mesmo), tinha partido do Golfo Pérsico e a mirra tem origem no
Oriente Médio.

Bem, só até aqui já dá pra perceber essa diversidade cultural, elementos da cultura
oriental e africana dialogando com a européia.

Só que essa diversidade aumenta ainda mais quando se lembra da data de hoje.

Depois de tanta história talvez o leitor nem se lembre mais, mas hoje, dia 6 de janeiro é
o dia dos Santos Reis, uma alusão a estes reis magos só que outra manifestação cultural
ganhou espaço nos últimos séculos, é a chamada Folia de Reis.

De origem portuguesa, a Folia de Reis recebe fortes influências africanas, é
caracterizada por grupos de pessoas, em geral músicos, que tocam tambores, reco-reco,
flauta, rabeca viola caipira e acordeon, esses grupos visitam casas desde o final do mês
de dezembro até o dia 6 de janeiro.

Por serem muito comuns aqui na minha cidade (São Gonçalo do Sapucaí) e em todo o interior
de Minas Gerais acabei lembrando desses grupos e dessa data, depois fiz uma busca
sobre as origens (no caso os famosos Três Reis Magos) e relacionei tudo isso numa coisa só.

Como disse no começo, tudo isso, desde o nascimento do menino Jesus até as manifestações
culturais de hoje em dia são, pra mim, exemplos da diversidade e contato das culturas
existentes, algo muito interessante, que mostra como é importante conhecer e aceitar novas
idéias, mas, ao mesmo tempo, não deixar de expor as suas.

Eu detesto Coca Light

Não, eu não sou tão capitalista assim pra meter uma propaganda da Coca-Cola no meu blog.

O negócio é o seguinte: Em novembro do ano passado Zeca Baleiro (Telegrama) lançou
seu mais novo álbum: O Coração do Homem Bomba – Volume 2.

O álbum tem apenas inéditas e na última faixa (Samba de um Janota Só) Zeca emenda uma faixa
bônus: Eu detesto Coca Light.

A música é de Zeca Baleiro em parceria com Chico César (Mama África), e mostra todo o lado irônico e, porque não, humorístico do Zeca.

Sim, ele tem músicas muito sentimentais, vide Lenha, a própria Telegrama e várias outras,
mas também tem seu lado irônico, que é muito bom e inconfundível, músicas como Eu despedi
o meu patrão, O Parque de Juraci, Kid Vinil…

E Eu Detesto Coca Light é mais uma das músicas desse lado do Baleiro, veja a letra:

Eu detesto George Bush desde a guerra do Kuwait
Não quero que tu te vás mas se tu queres ir vai-te
Quero adoçar minha sina que viver tá muito diet
Danação é cocaína mesmo quando chamam bright
Gosto de você menina mas detesto coca light

Gosto de sair à noite de tomar um birinight
Jurubeba tubaína Johnny Walker Black White
Me afogo na cangibrina caio no tatibitáti
Tomo cinco ou seis salinas feito fosse chocolate
Engulo até gasolina mas detesto coca light

Fazem da boate igreja da igreja fazem boate
Poem veneno na comida cicuta no abacate
Eu cuido da minha vida não sou boi que vai pra o abate
Podem cortar minha crina podem partir pra o ataque
Podem me esperar na esquina mas detesto coca light

Deus é o juiz do mundo ele apita o nosso embate
Nem Carlos Eugênio Simon nem José Roberto Wright
A partida não termina prorrogação e penálti
A torcida feminina dá o molho ao combate
Aprendo o que a vida ensina mas detesto coca light

Tolerância zero fome zero coca zero
No quartel do mundo eu sou o recruta zero
Quero quero tanta coisa
E só me dão o que não quero
(A patroa agradece!…)

O motivo dessa Coca light aí em cima é pra divulgar essa música e a comunidade no orkut que
eu fiz pra ela:

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=52946516

Preston North End 0 – 2 Liverpool

Pra quem ainda não sacou aquele RED ali no lado quer dizer que meu segundo time (depois do
Flamengo, é claro) é o Liverpool Football Club, conhecido como “Reds”, um bom torcedor não
deixa de ser um red.

E ontem o Liverpool fez o seu primeiro jogo no ano de 2009, e já começou com vitória!

O jogo foi válido pela FA Cup, tradicional competição da terra da Rainha, o Liverpool já
ganhou 7 vezes e tenta o oitavo título nesta temporada.

Num esquema parecido com as primeiras fases da Copa do Brasil, o Liverpool foi até Deepdale
e, se vencesse se classificaria direto, em caso de empate ou derrota teríamos o jogo de
volta em Anfield Road.

Mas não foi necessário, Rafa Benítez fez uma rotação interessante: entrou com o meio-campo
titular, Mascherano, Alonso, Gerrard e Riera e aí no ataque e principalmente na defesa usou
alguns reservas, como o goleiro brasileiro Diego Cavalieri.

Aos 25 minutos, depois de jogada individual o espanhol Albert Riera chutou cruzado de
esquerda, e fuzilou o gol do primeiro campeão inglês (hoje o Preston está na
segunda divisão).

Durante todo o primeiro tempo o domínio do Liverpool foi incontestável, Robbie Keane perdeu
inúmeras chances de ampliar o placar.

Na volta para o segundo tempo, El Niño (Fernando Torres) um dos destaques dos Reds voltou a
campo, ele estava lesionado e não jogava há mais ou menos um mês.

Mas no segundo tempo o Preston engrossou e foi pra cima do Liverpool, chegou até a empatar
mas o gol de St Ledge foi anulado.

Quando o jogo estava pra acabar e o Preston estava pressionando em busca do empate, a zaga
do Liverpool jogou a bola pra frente e ela foi parar nos pés de Gerrard, livre o camisa 8
tocou para Fernando Torres que ficou sozinho na área e só teve o trabalho de escorar para o
gol e fechar o placar, Liverpool classificado 2, Preston 0.

Bem, ficaria muito chato e cansativo falar de todos os jogos do Liverpool e do Flamengo
aqui no blog, falei desse por ser o primeiro de 2009 e voltarei a falar dos jogos de maior
importância como clássicos, ou jogos da Champions League por exemplo (onde o Liverpool
encara o Real Madrid nas oitavas) e também de alguns jogos do Mengão no Carioca, Copa do
Brasil, Brasileirão e Sul-Americana.

Mas pra quem quer saber mesmo do Flamengo o negócio é: http://confionomengao.blogspot.com/

YNWASRN

Homenagem a Tolkien


Se estivesse vivo o escritor John Ronald Reuel Tolkien completaria hoje 117 anos.

Por que falo disso aqui no blog?

Porque Tolkien foi um marco na minha vida em relação a literatura, depois de ler uma obra
sua (a mais famosa: O Senhor dos Anéis) foi que eu comecei a me interessar verdadeiramente
por livros, revistas e jornais.

Hoje eu leio coisas totalmente distintas da obra de Tolkien, mas ainda leio Tolkien também
da mesma maneira que eu lia quando descobri Frodo, Gandalf e etc…

Então, resolvi fazer uma pequena homenagem ao “professor” aqui, apenas citar algumas
passagens e frases dele, pra quem nunca leu, não se assuste, o cara era bom mesmo, e pra
quem já leu, é uma boa oportunidade pra relembrar um pouco esse grande escritor:

O Canto de Despedida

Talvez a mais bela história já criada por Tolkien, a história de Beren e Lúthien, contada
em prosa no Silmarillion (um dos livros do escritor) e em verso na Balada de Leithian
contém o chamado Canto de Despedida, de Beren para sua amada Lúthien:

“Adeus doce Terra e céu do norte,
Eternamente abençoados,
pois aqui esteve
e aqui com passos ágeis correu
à luz da Lua, à luz do Sol
Lúthien Tinúviel
mais bela do que se pode dizer a língua dos mortais.
Mesmo que o mundo caia em ruínas
que se dissolva e seja lançado de volta
desfeito no caos primordial,
ainda assim foi boa sua criação…
o anoitecer, o amanhecer, a terra, o mar…
para que, por um tempo,
Lúthien existisse.”

A Grande Guerra

Tem também um relato de quem viveu e lutou na Primeira Guerra Mundial, sim, Tolkien era
escritor, professor, mas também soldado britânico:

“Na verdade, é preciso estar pessoalmente sob a sombra da guerra para sentir totalmente sua
opressão; mas, conforme os anos passam, parece que fica cada vez mais esquecido o fato de
que ser apanhado na juventude, por 1914, não foi uma experiência menos terrível do que
ficar envolvido com 1959 e com os anos seguintes. Em 1918 todos os meus amigos íntimos,
com a exceção de uns, estavam mortos(…) O lugar em que vivia na infância estava sendo
lamentavelmente destruído antes que eu completasse 10 anos, numa época em que automóveis
eram objetos raros (eu nunca tinha visto um) e os homens ainda estavam construindo
ferrovias suburbanas…”

E pra finalizar, um trecho extraído da Carta nº 183:

Assim eu sinto que a inquietação-esfraquecimento em revisões, e correspondência sobre eles,
sobre se minhas ‘pessoas boas’ eram amáveis e misericordiosas e dividiam (de fato eles
fazem), ou não, está totalmente além do ponto. Alguns críticos parecem determinados em me
representar como um adolescente simplório, inspirado por, digamos, o espírito de
Com-a-bandeira-para-Pretoria, e intencionalmente distorcem o que é dito em meu conto.
Eu não tenho aquele espírito, e ele não aparece na história. A figura de Denethor sozinha é
bastante para mostrar para isto; mas eu não fiz nenhuma das pessoas do lado ‘certo’,
Hobbits, Rohirrim, Homens de Vale ou de Gondor, nada melhor do que os homens tem sido ou
foram, ou podem ser. O meu não é um ‘mundo imaginário’, mas um momento histórico imaginário na ‘Terra-Média’ – que é nossa habitação.

PS – No site Valinor temos simplesmente TUDO sobre Tolkien, inclusive um artigo sobre este
aniversário dele
, vale a pena dar uma olhada lá também.

Salve, salve o mestre Tolkien!

De Como a gente se torna o que a gente é

Bem, de vez em quando eu me aventuro na literatura e escrevo algumas coisas…

O poema que eu tô postando agora eu escrevi em novembro do ano passado, o título é
inspirado no subtítulo do livro Ecce Homo de Friedrich Nietzsche.

Nem precisa falar muito sobre Nietzsche, tem o link aí pra quem quiser saber um pouco mais
do cara, mas em síntese ele foi um dos caras mais loucos da história, um escritor, um
filósofo e por que não um revolucionário, revolucionando a forma de pensar de muitos, não que eu seja um seguidor dele, tô longe disso aliás, mas as idéias do cara têm que ser respeitadas!

Taí o poema:

Queria escrever poesia
que nem os “caras” escreveram um dia
Cheia de requinte e métrica
Rimas raras e ricas
Versos brancos, amarelos, azuis
Alexandrinos, tocantes como um blues

Queria…

Hoje eu só quero escrever
do jeito que eu sei
da maneira que aprendi
com relaxo na gramática
e descuido na poética
sem escola nem estilo literário
não sei parnasiar como Olavo
muito menos modernizar como Oswald

Sei que cada um é diferente do outro
e o que eu escrevo hoje
será diferente do que eu vou escrever amanhã
A gente muda…
O mundo muda…
Se tem algo que não muda
é o medo da mudança

Rogério Arantes